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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Leader fecha a aquisição da concorrente Seller

Seller: Rede adqurida pela Leader
possui 50 lojas em SP, MG e MS
Comprada pelo BTG há um ano, a varejista de moda e artigos para o lar Leader, de Niterói (RJ), deu largada à estratégia de consolidar o mercado. Ontem, após receber sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a companhia fechou a aquisição da concorrente Seller, que tem 50 lojas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

A Leader não informou o valor da transação. Segundo a varejista, o negócio faz parte dos seus planos de expansão nacional. "Por estar presente em São Paulo, mercado ainda novo para a Leader, a Seller atende aos objetivos estratégicos do plano de crescimento da companhia", afirmou a Leader, por e-mail.



Possivelmente, a Seller não será a única aquisição da Leader este ano. Segundo fontes próximas, a companhia negocia com empresas do Nordeste, região em que a presença da Leader é pequena.

Em relatório da administração sobre os resultados de 2012, a Leader informa que promoveu importantes mudanças na gestão das suas operações após a venda para o BTG. Entre elas, a criação de uma diretoria dedicada à área de fusões e aquisições.

Nos comentários do balanço, a Leader afirma que outras mudanças acontecerão em 2013, todas com o objetivo "de realização a proposta de valor do BTG para a Leader: a de transformá-la em agente consolidador do mercado de varejo nacional".

No ano passado, a Leader teve receita líquida de R$ 1,24 bilhão, alta de 29,4% em relação à 2011. No entanto, com a elevação de despesas e custos em maiores proporções, o lucro da companhia caiu 35,2%, para R$ 30,7 milhões, na mesma comparação.

A compra de 70% do capital da Leader pelo BTG movimentou cerca R$ 1,1 bilhão. Após a conclusão da transação, o banco começou a negociar a venda de 25% da Leader - o BTG ficaria apenas com 45% - para o fundo Apax Partners, mas não houve, até agora, consenso sobre o preço, apurou o Valor. O BTG não comenta.

Apenas pouco mais de R$ 100 milhões da transação com o BTG foram para capitalização da Leader. O restante dos recursos foi embolsado pelos acionistas fundadores da varejista, a família Gouvêa, que foi assessorada pelo Banco Modal na transação.

Ao fim do ano passado, a Leader tinha dívida bruta de R$ 186,5 milhões e caixa de R$ 69,25 milhões. Segundo fontes do mercado, a empresa prepara uma emissão de debêntures para sustentar seu plano de expansão via aquisições.

Em paralelo à estratégia de consolidação, a Leader também está acelerando seu crescimento orgânico. A companhia encerrou o ano passado com 76 unidades em oito Estados e planeja para este ano ampliar a sua base em 25%, com abertura de mais 20 unidades, segundo relatório de desempenho.

Sob controle do BTG, a varejista fez uma reorganização societária consolidando todas as suas operações sob a Lojas Leader, empresa que detém 50% da Leader Card, joint venture com o Bradesco. Além disso, as operações da Leader.com, de comércio eletrônico, foram incorporadas.

Segundo a Leader, a reestruturação permitirá a melhor captura de sinergias entre os seus diversos negócios, além de simplificar a sua estrutura acionária.

Fonte: Valor

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