Segundo o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), o número de dívidas em atraso cresceu 3,39%, no acumulado de 2014. A economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos, atribuiu o resultado a elevação do nível dos preços. “A inflação exerce grande influência sobre os orçamentos familiares, tendo em vista seu poder corrosivo sobre a renda e, consequentemente, sobre a capacidade de pagamento de dívidas”, explicou. “Outro fator que colaborou para tal desempenho foi o aumento da taxa de juros que elevou o custo do crédito e, gerou o crescimento da inadimplência na capital mineira”, completou.



Em junho, na comparação com o mês imediatamente anterior (Junho.2014/Maio.2014), o número de pagamento de dívidas em atraso apresentou queda de 1,4%. Em relação ao mesmo mês do ano anterior (Junho.2014/Junho.2013), a inadimplência na capital mineira cresceu 1,05%.


Perfil dos Inadimplentes – Em junho, a maioria das dívidas em atraso (59,05%) ficou por conta dos consumidores do sexo feminino, os 40,95% restantes correspondem ao público masculino. A maior parcela de inadimplentes (27,61%) concentrou-se na faixa etária de 30 a 39 anos e a minoria (8,58%) acima de 65 anos. Em seguida estão: os consumidores com idade de 40 a 49 anos (22,22%); de 50 a 64 anos (19,22%); de 25 a 29 anos (11,41%) e os consumidores entre 18 e 24 anos (10,95%).

Registrou-se o maior número de inadimplentes nas faixas de valor acima de R$ 100 (77,62%). Para Ana Paula, a falta de planejamento financeiro, gerada por fatores como compras realizadas por impulso e o uso excessivo do cartão de crédito, contribuiu para esses casos de inadimplência. “Com o encarecimento do crédito muitos consumidores perderam o controle de suas finanças pessoais, tornando-se inadimplentes”, explicou a economista da CDL/BH.

Recuperação de Crédito – No primeiro semestre do ano, o número de pagamento de dívidas em atraso cresceu 0,08%. Comparando com o mesmo mês do ano passado (Junho.2014/Junho.2013), a recuperação de crédito apresentou aumento de 2,68%. Em relação ao mês imediatamente anterior (Junho.2014/Maio.2014), o número de pagamento de dívidas atrasadas teve alta de 1,29%. “O resultado positivo nestas bases deve-se, sobretudo, as baixas taxas de desemprego”, afirmou Ana Paula. “Cenário propício para os consumidores reorganizarem suas finanças e regularizarem seus débitos”, finalizou.
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