Estava nessa semana tomando um café com um grande amigo meu, quando conversávamos sobre fãs, seguidores, pageviews e outras métricas para se avaliar e até comparar o tamanho ou a força de mercado de sites, blogs e outros canais digitais de informação.

Em minha opinião, nós estamos em uma nova fase das redes sociais. Eu sinceramente acredito que o “mais”, ou seja , o “mais seguidores do que os outros” já não é mais tão importante quanto possa ter sido no passado. Já se foi o tempo onde o que realmente importava era a quantidade de pessoas que lhe seguiam ou curtiam sua página. Nos últimos anos, a cada nova rede social que surgiu, surgiram também pop-stars, ou celebridades criadas da noite para o dia pelas mesmas. Aconteceu dessa maneira no começo das páginas do Facebook, aconteceu no começo do Twitter (lembram-se da disputa de famosos, como o ator Ashton Kutcher, para atingir a marca de um milhão de seguidores?), além de Instagram (que a todo dia cria uma nova celebridade – de jogadores de futebol a modelos em trajes sumários), Pinterest e até mesmo o Linkedin (que recentemente criou os Influencers – espécie de popstars da rede).

A exceção a tudo isso parece ser o Google Plus, que poucos descobriram como de fato conquistar as pessoas. Pelo menos no Brasil, parece que não “engrena” de maneira nenhuma.

Quem investiu seu tempo em conquistar seu espaço no Facebook, vê agora seus esforços agindo a cada vez com menor intensidade. A cada nova atualização promovida pelo senhor Zuckerberg, têm-se a surpresa que uma postagem ou comentário atinge cada vez menos pessoas, causa cada vez menos reverberação. Quer causar mais impacto? Então pague, e cada vez mais – parece que essa é a grande mensagem do momento.
Mas o que tudo isso tem a ver com a minha marca? É fato que a maioria das marcas entrou para as redes sociais como alguém que entra em uma caverna escura, sem a mínima noção do que poderia acontecer a cada novo passo. Mesmo assim, é certo que o objetivo por trás dessa empreitada, muito mais do que apenas “estar atualizado ou sintonizado com o mercado”, tinha por trás a oportunidade de ser conquistar uma maior admiração dos consumidores que já conheciam a marca, assim como contagiar no embalo pessoas que desconheciam a marca por completo.

Passada essa euforia inicial, as marcas passam agora a questionar o quanto de fato vale a pena por trás de milhares ou milhões de seguidores em alguma rede social. Qual a possibilidade de negócios ou vendas quando se ganham mais seguidores? Mais “likes” significam “mais vendas”, ou tudo não passa de uma valorização que impacta somente o universo de branding?

Se for possível pelo menos criar algum valor aspiracional, todos os seguidores seriam alvos em potencial, porém, como já é percebido por grande parte dos analistas desse segmento, embora alguém possa ter curtido sua página em algum momento, é cada vez mais difícil atrair a atenção desse, e dependendo da insistência ou volume de postagens que esse cliente seja abordado, pode inclusive criar uma imagem negativa.

As marcas querem realmente fãs. Pessoas que realmente não abdiquem de consumi-las, em qualquer oportunidade que seja disponível. Porém, no atual cenário, o que as marcas estão colecionando são simples “curtidores”.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
Falando de Varejo
@falandodevarejo
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