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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Inbrands e Restoque em fusão possível

Uma fusão entre as holdings de varejo de moda Restoque, de capital aberto, e Inbrands é negociada e tem 50% de chance de se concretizar, disse ao Valor uma pessoa a par do assunto. Os pontos em negociação e que definirão se as conversas vão avançar são a avaliação de cada empresa e o sistema de governança.

A Restoque, dona da rede de moda feminina Le Lis Blanc, é controlada pela gestora Artesia. Já a Inbrands tem três acionistas, a gestora Vinci, com cerca de 40%, os acionistas originais da Ellus, com um pouco menos de 40%, e os antigos acionistas da Richards, com o restante. O sucesso da operação, segundo a fonte, depende do alinhamento dos três maiores acionistas envolvidos: Vinci, Artesia e antigos acionistas da Ellus. Os três teriam uma participação equilibrada na companhia resultante.

Segundo o Valor apurou, discute-se que Restoque e Inbrands poderiam representar fatias equilibradas na companhia resultante, ou seja, 50% cada uma. Os acionistas da Restoque defendem que seja atribuído um valor superior a ela, o que lhe daria fatia mais próxima de 60% da empresa após a fusão. De acordo com a cotação de ontem do papel da Restoque, seu valor de mercado é de R$ 1,5 bilhão. Vale lembrar que boa parte do capital da companhia está em mercado e, portanto, a fatia seria dividida entre Artesia e os minoritários.

Quanto à governança, uma pessoa que acompanha as negociações explica que a Vinci gostaria que a nova empresa fosse uma "corporation", sem acordo de acionistas. Mas nem todos concordam com essa ideia. O entrave maior não estaria na Artesia, mas sim entre os sócios da Ellus.

Deve levar poucos dias para que se defina se as conversas irão adiante ou serão abandonadas.

No cálculo de valor das empresas, levou-se em conta que as duas empresas vinham em trajetórias opostas. A Inbrands vinha apresentando resultados ascendentes, enquanto o da Restoque vinha em sentido contrário. Mas o resultado da Restoque no segundo trimestre indicou uma situação melhor, que equilibrou a condição das empresas.

De abril a junho, a dona da Le Lis Blanc apurou lucro de R$ 1,8 milhão, revertendo as perdas de R$ 3,8 milhões de um ano antes. A receita líquida subiu 5%, para R$ 176,4 milhões.

Fonte: Valor Economico

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