Segundo CEO, investimento em multicanais e em varejo online representa o próximo passo da evolução da rede no país

As operações de venda online da companhia foram encerradas no fim de 2012 como parte de uma reestruturação do grupo.

Agora o segmento terá uma definição mais precisa de sua estratégia comercial, disse Desmartis, acrescentando que a companhia contará com melhores avaliações do desafio logístico e buscará complementaridade com o negócio tradicional de lojas físicas.

"Contratamos alguém que vem do ecommerce ... e fui muito claro: ele não vai ter limitações iniciais para trabalhar com toda criatividade", afirmou Desmartis, sem revelar a identidade do novo chefe do negócio.

A retomada do comércio eletrônico pelo Carrefour é anunciada num momento de perda de fôlego do varejo, enquanto as vendas online seguem mantendo o ímpeto no país.

Segundo a consultoria E-bit, o faturamento do ecommerce brasileiro avançou 26 por cento no primeiro semestre, ante igual etapa de 2013.

Ao mesmo tempo, as vendas do comércio varejista subiram 4,9 por cento na mesma base de comparação, segundo o IBGE.

Durante sua apresentação na convenção da Abras, associação que representa o setor, o executivo pontuou que o investimento em multicanais e em ecommerce representa o próximo passo da evolução da rede no Brasil.

Em agosto, a varejista inaugurou a primeira unidade do Carrefour Express na capital paulista, indicando aposta no formato de proximidade, que oferece menor sortimento em unidades também menores, localizadas em áreas de grande circulação.

O formato é um dos grandes vetores de expansão orgânica do rival Grupo Pão de Açúcar.

A respeito da implementação em hipermercados do modelo de "nova geração", voltado para revitalização das lojas com incremento no sortimento e na representatividade de produtos regionais, Desmartis afirmou que a rede contará com 50 unidades do tipo até o fim de 2016, ante projeção de 18 no fim deste ano.

IPO Questionado sobre planos de abertura de capital do Carrefour Brasil, o executivo afirmou que a listagem em bolsa é uma das opções que o grupo avalia para alavancar o crescimento, mas que não há pressa para a operação.

"Vai depender das condições de mercado", disse Desmartis, completando que a empresa não precisa a curto prazo de capital externo, mas que esses recursos poderão ajudar a acelerar o desenvolvimento.

Fonte: Exame.
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