Apesar do crescimento de 1,63% no acumulado do ano de 2014, o comércio varejista da capital mineira registrou o menor desempenho dos últimos cinco anos. Nesta mesma base de comparação (Jan/Ago), o varejo apresentou alta de 3,49% em 2013; de 7,34% em 2012; de 6,25% em 2011 e de 6,5% em 2010. Os dados correspondem ao termômetro de vendas da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) do mês de agosto.


De acordo com o presidente da CDL/BH, Bruno Falci, o baixo resultado das vendas do comércio nos primeiros oito meses de 2014 na comparação com os anos anteriores é reflexo do poder corrosivo da inflação sobre a renda das famílias e da elevação das taxas de juros. “A combinação destes fatores gera um desestímulo à demanda por bens e serviços, reduzindo o consumo”, explicou.

Nesta base de comparação (Jan.14/Ago.14), os setores que apresentaram crescimento foram: supermercados e produtos alimentícios (+5,75%); tecidos, vestuário, armarinho e calçados (+3,37%); máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (+1,2%); artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (+0,81%); e produtos farmacêuticos (+0,45%).

Comparando com o mês anterior (Ago.14/Jul.14), as vendas do comércio de Belo Horizonte registraram alta de 1,12%. Para Bruno Falci, tal desempenho deve-se à retomada do ritmo normal de trabalho na economia, após a Copa do Mundo e férias escolares, e também pela comemoração do Dia dos Pais.

Os setores que apresentaram crescimento nesta base de comparação foram: papelarias e livrarias (+10,44%); veículos novos e usados (+2,1%); máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (+1,08%); supermercados e produtos alimentícios (+0,91%); tecidos, vestuário, armarinho e calçados (+0,76%); produtos farmacêuticos (+0,26%). Apresentaram queda: ferragens, material elétrico e de construção (-1,47%) e artigos diversos (-0,4%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Ago.14/Ago.13), o varejo da capital mineira apresentou aumento de 0,81%. O presidente da CDL/BH atribuiu o baixo desempenho à atual conjuntura econômica, menos favorável ao consumo, tendo em vista também a maior inflação e alta da taxa de juros em relação ao mesmo mês do ano anterior. “O aumento da taxa de juros encarece o crédito, o que dificulta novos financiamentos e empréstimos para consumo”, explicou Falci.

Os setores que apresentam crescimento nesta base (Ago.14/Ago.13) foram: veículos novos e usados (+2,22%); papelarias e livrarias (+1,85%), supermercados e produtos alimentícios (+1,54%); artigos diversos (+0,7%); máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (+0,14%). Apresentaram queda: produtos farmacêuticos (-2,98%); tecidos, vestuário, armarinho e calçados (-0,75%) e ferragens, material elétrico e de construção (-0,98%).
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