•Estudo realizado pela Nielsen no terceiro trimestre de 2014 mostra que consumidores diminuíram 5,6% as idas ao ponto de venda nos supermercados


Aumento do gasto é impulsionado pelas classes A e B, ou seja classe C deixa de ser o motor de crescimento do consumo no varejo
Pesquisa global de confiança do consumidor segue a tendência, pois apesar do brasileiro estar na linha de otimismo (acima de 100 pontos), ainda está abaixo do desempenho do ano passado, cujo índice foi de 109 pontos


O cenário econômico de incertezas mudou o comportamento de consumo dos brasileiros neste último trimestre. O endividamento, a alta inflacionária fez com os consumidores diminuíssem em 5,6% a ida ao supermercado. Isso é o que mostra o estudo do terceiro trimestre da Nielsen (www.br.nielsen.com), provedora global de informações e insights sobre o que o consumidor assiste e compra.

“Agora o consumidor tem de fazer suas escolhas para sustentar o bem-estar conquistado”, diz Priscila Nahas, analista de mercado da Nielsen. “Principalmente quando falamos da Classe C, considerada o motor do consumo até o ano passado”, explica. “Tanto que a classe AB foi a responsável por impulsionar o consumo contribuindo com 67,8% dos gastos em todos os canais no terceiro trimestre”.



E com a desaceleração do consumo, há um grande desafio para o varejo e para indústria, pois a perspectiva de vendas não é tão boa. Em janeiro, o volume de vendas cresceu 7,1% na comparação anual. No acumulado até agosto, o índice ficou em 5,2%, e a previsão da Nielsen é que termine o ano em 3,4% com margem de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

Os números ainda ficaram positivos porque houve um verão bem intenso o que elevou a venda de algumas categorias como cerveja, sorvete e protetor solar. Além disso, a Copa do Mundo trouxe resultados positivos, mas concentrados em poucos mercados.
Um outro dado interessante é que a cesta de alimentos perecíveis, auditados pela Nielsen, foi a que mais cresceu até o terceiro trimestre de 2014. “Pode ser um indício das pessoas diminuírem as refeições fora do lar”, explica Priscila.



CONFIANÇA DO CONSUMIDOR –

E para alinhar o raciocínio, uma outra pesquisa da Nielsen sobre confiança do consumidor, mostra que apesar do brasileiro estar na linha do otimismo (acima de 100 pontos), ainda está abaixo do desempenho do ano passado, cujo índice foi de 109 pontos. E isso se reflete globalmente. O índice de confiança do consumidor ao redor do mundo mostra uma perspectiva de otimismo cauteloso, pois avançou um ponto pelo segundo semestre consecutivo (98 pontos).
NORTE-AMERICANOS – O destaque fica para os norte-americanos. O índice de confiança do consumidor subiu quatro pontos (107). A população nos Estados Unidos está otimista quanto às intenções de gastos imediatos (a única região a alcançar um percentual majoritário de 51%).



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