Olá a todos.

Mais uma virada de ano. Já estamos em 2015. Segundo todos os indicadores, 2015 será um ano difícil ao mercado, sobretudo ao varejo. Mas como sobreviver?

Embora alguns segmentos estejam prevendo crescimento, é bem provável que teremos um ano de estagnação na economia, fruto de ajustes necessários na economia, e que devem impactar, por mais que o governo diga que não, na capacidade de consumo do brasileiro.

Longe de ser uma previsão, em minha opinião, penso que esse será um ano difícil para os varejistas de bens duráveis. Automóveis e eletroeletrônicos, por exemplo, as vendas embora possam ser afetadas pela economia, acredito que o principal impacto será o excesso de ofertas dos últimos anos. No caso dos eletrônicos, a questão é entendermos se estamos chegando a algum limite de consumo nos grandes centros, e qual o tempo para se iniciar um novo ciclo de trocas de geladeiras, televisores, entre outros. Talvez uma nova tecnologia, como os televisores em 4k, ou um valor mais acessível, fomente uma nova febre de consumo.

Um setor de imóveis que se encontra também parado, com consumidores aguardando uma baixa nos preços para comprar novamente, também prejudica a questão, assim como prejudica o varejo de materiais para construção. Embora tenha apresentado boas vendas nesse ano, boa parte dela se deve à entrega de imóveis comprados em anos anteriores à estagnação. Ou seja, o pessoal que faltava receber as chaves para começar a decorar sua casa/apartamento. Com a compra parada em 2014, a tendência é que a resposta em 2015 seja mais fraca.

No caso dos automóveis, ainda é cedo para uma previsão se o retorno do IPI causará um impacto ainda mais negativo às vendas já estagnadas. A indústria se prepara e prevê mais lançamentos, sempre preocupados com a entrada dos competitivos players asiáticos. Como a questão do carro é cíclica (se houver boa oferta, o consumidor troca de carro), talvez seja o retorno do setor de usados e seminovos. Talvez ganhe força.

Com a alimentação fora do lar cada vez mais cara, penso que o setor de supermercados talvez possa colher bons resultados. Se estiver caro comer fora, o jeito é jantar em casa e providenciar uma boa marmita no dia-a-dia do trabalho. Talvez seja um ano duro para o pessoal de food-service, principalmente para o pessoal de praças de alimentação em shoppings centers. Com certeza o consumidor fará novas escolhas, e talvez passe a consumir “barato” em vez de “melhor”.

Setores que têm cupons médios baixos, ou sejam, são compras de valores menores, como cosmética, acredito que terão um bom ano, provavelmente similar à 2014. Só muda realmente se vier uma crise tão brava que o supérfluo não pudesse ser gasto nas contas do mês dos consumidores. Isso só acontece se o desaquecimento da economia provocasse demissões em massa, e realmente faltasse dinheiro na praça. Não vejo isso como cenário provável.

Mas não se assuste. 2015 será “apenas” igual a 2014. Época onde se “vender mais” será difícil, e teremos que buscar como “vender melhor” para compensar as vendas. Onde e quando for possível, investir em melhores processos, atendimento e pessoas.

Embora o cenário nublado da economia, o fato é que vejo é que haverá uma migração de consumidores, e não uma ausência deles. Os consumidores buscarão ainda consumir, mas terão que rever suas escolhas e preferências. Nesse cenário, nunca foi tão necessário causar uma boa experiência de compra ao consumidor, para que a valia realmente seja percebida e prevaleça sobre o valor.

2015 já começou. Você está pronto?

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
Editor
+Falando de Varejo

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