Expo Hall da NRF: Mais de 600 expositores em 18.000 m²
Um dos pontos mais importantes sobre tendências do evento, a EXPO HALL apresenta em mais de 18.000 metros quadrados, cerca de 600 expositores trazendo o que há de mais novo e conceitual em termos de novas tecnologias para os pontos-de-venda.

O Falando de Varejo traz para você um resumão de tudo o que aconteceu para que você possa ficar por dentro.

Esqueça o termo omnichannel. Não se deve mais pensar em estruturas de varejo multicanais, ou que possam fundir os mesmos. O canal já é um só e a experiência em qualquer meio seja ele mobile, online ou offline deve ser a mesma e uma deve ser complementar a outra.

O que acontece agora é que a loja física voltou a ser a bola da vez, porém tem que aproveitar, mas para ter sucesso, a loja precisa obter a eficiência de processos, experiências e inteligência do varejo online.

O beacon é a principal ferramenta hoje para criar uma experiência omnichannel junto ao consumidor. É o elo entre o móvel, o online e o offline.


Vale sempre lembrar: RFID (ainda) é parte da solução para quem quer realizar uma experiência baseada nos produtos. Ainda não é inevitável, mas vai ser.

As soluções, em sua grande maioria, mesmo nos EUA, estão em fase de pilotagem. Mas sempre tem mais oportunidades quem sai na frente.

O que foi legal ver por lá:

1.) Big Data


A SAP apresentou o projeto que realizou junto com a NBA abrindo mais de 68 anos (!) de estatísticas para todas as pessoas através de seu site, o que mostra o poder da Big Data.

Além de ser possível criar uma série de análises e praticamente virar um especialista no assunto, comparando e analisando jogadores, jogadas e resultados, de outra maneira, a NBA vem entendendo e em contra parte engajando seus torcedores, entendo times e jogadores favoritos, idade, gêneros e preferências de seus torcedores, entre outras análises possíveis.



2.) Beacons


A Shelfbucks realizou um excelente trabalho com beacons junto á GameStop loja de videogames com mais de 6.000 lojas no mundo. O trabalho realizado em 36 lojas, possibilita aos consumidores a obtenção de diversas informações como o review, fotos e vídeos dos jogos em exposição, bem como pretende num futuro próximo, entregar cupons e promoções personalizadas, baseadas nas preferências dos usuários.

Shelfbucks
A Razorfish também apresentou um trabalho bacana, na qual beacons acionavam o aplicativo através de aproximação, mostrando informações e sugerindo a interatividade junto ao usuário.

Razorfish

A Zebra Technologies apresentou uma solução que integra todas as informações e faz rodar com facilidade beacons, reviews, entre outros. Através de aplicativos conectados à redes sociais, ou que providenciem as informações dos usuários, e que são reconhecidos ao entrar na loja através dos beacons, são apresentados não somente produtos e reviews, mas reviews realizados por pessoas similares ao consumidor. Ao colocar um produto sugerido sobre uma superfície de leitura, através de RFID, uma série de sugestões, incluindo-se receitas e melhores acompanhamentos, são apresentados ao consumidor.

Zebra Technologies

3.) RFID

Passam-se os anos, e o RFID continua firme e forte. Não dá para se trabalhar com a leitura de produtos de uma maneira inteligente que não seja através das etiquetas de RFID. Ainda não é inevitável, mas parece ser num futuro próximo.

Um exemplo da SAP, já apresentado no ano passado, e apresentado com melhorias nesse ano, mostra uma gôndola que uma vez que você escolhe um produto em um aplicativo, a gôndola aponta o produto para você, e uma vez que você o pega, através do RFID, ele aciona informações como preços e acompanhamentos, similar à Zebra.

Escolha o vinho, a gôndola lhe indica qual o produto e apresenta as informações sobre o mesmo...

3.) A força dos reviews

Se o vendedor era a grande fonte de informação no passado, hoje nada mais é tão forte ou soa tão idôneo para quem compra quanto os reviews e sugestões de outros usuários. Todas as informações que são apresentadas ao consumidor, de uma maneira ou outra, buscam mostrar algo nesse sentido.


4.) Etiquetas eletrônicas

Mais do que apenas apresentar preços de uma maneira mais interessante ou permitir uma atualização mais rápida, diversas empresas mostraram que a opção por esse tipo de sistema pode trazer grandes benefícios aos varejistas.

Samsung (entre outras) apresentou diversas opções de etiquetas entre elas, as que utilizam três cores para exibição de preços e produtos, em alta resolução, através de tecnologias do tipo E-Ink (a mesma utilizada pelo Kindle da Amazon). 

Samsung
A SES apresentou um sistema que utiliza as etiquetas eletrônicas, que uma vez conectadas também com sistemas de merchandising, conseguiam através de leitores a atualização em real-time dos planogramas, permitindo rapidez de leitura e atualização constante de informações.

SES - Produtos, etiquetas, leitores e sistemas de planogramas. Todos conectados.

5.) IoT - Internet das coisas

A Tata apresentou um inteligente sistema que analisava através dos preços, preços dos concorrentes e estoques qual seria o melhor preço para um determinado produto. Por exemplo: Se os estoques estão baixos, o preço sobe, se ficam altos, ou a concorrência apresenta melhores preços, o preço automaticamente é reduzido. Se conectado com o sistema de vendas e etiquetas eletrônicas, o sistema promete até mesmo a atualização automática dos valores.

Tata - Análise automática do "melhor valor"

6.) Rebecca Minkoff - a estrela da feira

Conforme colocamos em nosso artigo sobre a loja, uma das grandes estrelas do estande da Paypal era uma réplica da experiência de compra criada para loja Rebecca Minkoff, com os provadores especiais, e os espelhos para escolha dos lookbooks.



7.) Kinect - mais que videogame

O poderoso leitor de movimentos da Microsoft foi a grande estrela deles. No exemplo, com uma câmera colocada sobre a gôndola, o equipamento não somente apresentava o trailer do produto ao pegarmos na gôndola (inclusive entendendo produtos em alturas diferentes), como fazia a leitura de tráfego e tempo do local, criando um heatmap.

Ao pegar um produto, o trailer aparece na tela, e...

...ao mesmo tempo, é criado um heatmap da loja.
8.) Painéis de mídia + inteligentes



Se em outros anos já haviam sido apresentados os painéis de vending machines com mídias que possibilitavam a apresentação de produtos e promoções, a novidade é esse painel, que não somente faz o mesmo, como a atualização do mesmo não precisa ser local. Através da internet, uma empresa pode trocar a promoção ou propaganda, bem como gerenciar todos os dispositivos. Esse painel foi uma das novidades apresentadas no estande da Intel.

9.) UGG

Através de RFID, a solução da DemandWare para a UGG, conhecida marca de botas, possibilitava uma vez que o consumidor provava uma das botas e pisasse no chão, sensores eram ativados e informações sobre o produto eram apresentadas em uma tela. A leitura no estande, era realizada em um tapete, mas era possível aplicar os sensores em qualquer superfície, de qualquer tamanho.

DemandWare e UGG

10.) NRF iLab

O iLab foi um dos espaços mais curiosos da feira, apresentando inusitadas soluções e empresas. Da inovadora Makerbot e suas impressoras e canetas 3D, passando pelo pessoal que fabrica os headphones personalizados da Normal, à empresas de soluções inusitadas como a barra de proteína de grilos (isso mesmo, insetos!).

NRF iLAB - um espaço de inovações

Uma barrinha feita com proteínas de grilos....isso mesmo.

Não ficou muito bom, mas valeu a experiência de escrever/moldar algo em 3D.....

Pequena câmera criada pelo pessoal da Polaroid, que permite inclusive filmar.

Relógios ou pulseira que medem o quanto você corre ou dorme? E que tal um garfo que mede como você come?

Pagar mico faz parte, mas foi uma experiência gratificante....um equipamento que transformava um Galaxy Note 4 em um óculos de realidade virtual. A diferença: Não se tratava de computação gráfica, mas de imersão em um vídeo real...incrível e já à venda nos EUA por US$ 199,00.

E aí, o que acharam?

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
Editor

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