por Marcio Blak*

Engana-se o empresário que pensa que só os grandes devem ser informatizados

Ao longo de todos estes anos nos quais venho trabalhando na área de software e soluções para a automação do comércio, percebo que o maior entrave é convencer os empresários, principalmente os de pequeno e médio porte, de que a automação comercial não significa apenas custo - geralmente entendido para agradar ao Fisco -, mas sim um investimento para gerenciar mais rentavelmente o próprio negócio.

Os valores da automação comercial não são baratos, porém os benefícios são imensos, principalmente para o empresário que tem mais de um ponto de venda. Hoje, com a concorrência acirrada, é necessário um árduo controle das despesas, através da implantação de processos informatizados.

Como ser mais eficaz, cobrando maior eficácia dos empregados, produzindo mais, com menos recursos e em menor tempo? A resposta é direta: agilizando processos através de softwares específicos para a gestão do comércio e treinando gerentes e empregados para que aprendam a utilizar bem as novas ferramentas tecnológicas.

Automatizar é muito mais do que substituir a antiga caderneta ou a caixa registradora. É ter controle total do negócio, independentemente do tamanho da empresa. Um bom sistema informatizado ajuda a multiplicar as vendas, controlar o fluxo de caixa, estoque e até a conhecer bem os clientes.

Para informatizar o estabelecimento ou rede de lojas é preciso a ajuda de um consultor de varejo, para que seja feita uma análise profunda de cada um dos setores do negócio e descobrir como é a rotina da empresa . O passo seguinte é inserir no sistema ferramentas para gerenciar cada uma dessas etapas. O processo deve ser acompanhado pelo consultor até que toda a nova engrenagem esteja bem executada.

Automatizar é transformar tarefas lentas e repetitivas em processos ágeis, realizados com a ajuda de softwares. Entre os benefícios do sistema informatizado, está o combate à fraude. Tarefas manuais que são executadas por funcionários e passíveis de erro - ou de má intenção -, agora ficam mais simples e podem ser melhor entendidas e auditadas, se forem feitas por computador, como é o caso da digitação de preço de produtos, quantidade de itens, registro do peso de uma mercadoria e processo de fechamento do ''caixa''.

Supermercados, restaurantes, farmácias, redes de calçados e lojas de departamento, entre outros inúmeros ramos do comércio, já comprovaram excelentes resultados com a automação. Mas engana-se o empresário que pensa que só os grandes estabelecimentos devem ser informatizados. Os pequenos e médios comerciantes também têm que buscar a automação, para se atualizar no mercado e não perder espaço para a concorrência e ver seu lucro diminuir.

Bons negócios !

(*) Marcio Blak é engenheiro, consultor em automação comercial e diretor da Varejo & Consultoria (www.varejoeconsultoria.com.br)
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