Após ter recuado 2,5% em janeiro/15, a demanda do consumidor por crédito caiu novamente em fevereiro/15. De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito retraiu-se 10,7% em fevereiro/15 na comparação com janeiro/15. Já na comparação com fevereiro/14, houve crescimento de apenas 0,9% na procura por crédito, o menor ritmo de avanço interanual (mês contra o mesmo mês do ano anterior) dos últimos sete meses. No acumulado do primeiro bimestre, a busca do consumidor por crédito registrou alta de 1,5% frente ao primeiro bimestre de 2014.



De acordo com os economistas da Serasa Experian, o baixo grau de confiança dos consumidores e as altas taxas de juros, afugentando-os do crédito, e a menor quantidade de dias úteis devido ao feriado do carnaval, derrubaram a procura do consumidor por crédito em fevereiro/15.

Análise por classe de renda pessoal mensal

Os recuos das demandas do consumidor por crédito em fevereiro/15 foram bastante semelhantes ao longo das classes de renda. As maiores retrações, ambas de 11,0%, ocorreram para aqueles consumidores que recebem até R$ 500 por mês e entre R$ 500 e R$ 1.000 mensais. Para os que ganham entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês, a queda foi de 10,5% e para os que recebem entre R$ 2.000 e R$ 5.000 a retração foi de 10,3%. Já para os que ganham entre R$ 5.000 e R$ 10.000 mensais a queda da busca por crédito foi de 10,0% e, por fim, para aqueles que possuem rendimentos mensais acima de R$ 10.000, a queda na demanda por crédito em fevereiro/15 foi de 10,2%.

Na comparação com o primeiro bimestre do ano passado, a maior retração da demanda por crédito aconteceu para aqueles que recebem até R$ 500 por mês: queda de 18,2%. Também houve quedas, bem menos acentuadas, para os consumidores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por mês (recuo interanual de 3,8% no primeiro bimestre de 2015) e para os que recebem mais de R$ 10.000 mensais (retração de 3,3%). Já as demais camadas de rendimentos mensais registraram expansões em suas buscas por crédito no primeiro bimestre de 2015 frente ao mesmo período de 2014, a saber: altas de 8,0% para consumidores com renda mensal entre R$ 1.000 e R$ 2.000; de 1,9% para aqueles que ganham entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mensais; e de 1,6% para a faixa de renda mensal compreendida entre R$ 500 e R$ 1.000.
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