O comércio varejista de Belo Horizonte fechou o primeiro mês do ano com queda de 0,85% nas vendas quando comparado com o mesmo período de 2014. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, o desempenho é resultado do cenário mais adverso em relação a janeiro do último ano. “A combinação de juros maiores, aumento no índice de desocupação e evolução da inflação faz com que muitos consumidores fiquem com orçamentos mais apertados”, disse. “O aumento do custo de vida e do crédito, muitas vezes aliado à perda da renda, tem levado à diminuição do potencial de consumo”, completou.

Nesta base de comparação (Janeiro.15/Janeiro.14) o segmento que apresentou o melhor desempenho em vendas foi o de supermercados e produtos alimentícios (+6,92%). Em seguida estão: papelarias e livrarias (+5,41%); veículos novos e usados – peças (+1,13%) e artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (+0,99%). Os setores que apresentaram queda foram: tecidos, vestuário, armarinho e calçados (-11,81%); máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (-9,51%); ferragens, material elétrico e de construção (-4,03%) e produtos farmacêuticos, odontológicos e veterinários (-1,8%).

Quando comparado com o mês imediatamente anterior (Jan.15/Dez.14), o comércio varejista de Belo Horizonte apresentou queda de -11,46%. O desempenho é esperado de acordo com o presidente da CDL/BH. “Dezembro é um mês de forte base de comparação devido às compras de fim de ano, melhor período em vendas para o comércio”, explicou Falci. “Além disso a chegada das contas de início de ano leva o consumidor a dar preferência à sua quitação em detrimento do consumo”, completou. O presidente da CDL/BH lembra também que o aumento dos combustíveis e de reajustes nas contas de luz e de transportes acabou por onerar orçamentos mais comprometidos.

Os segmentos que apresentaram crescimento nesta base de comparação foram: papelarias e livrarias (+26,33%) e produtos farmacêuticos odontológicos e veterinários (+1,51%). Apresentaram queda: máquinas, eletrodomésticos, móveis e louças (-27,02%); supermercados e produtos alimentícios (-14,35%); tecidos, vestuário, armarinho e calçados (-6,73%); veículos novos e usados - peças (-6,4%); ferragens, material elétrico e de construção (-3,91%) e artigos diversos (-0,81%).

Já nos últimos doze meses (Fev.14-Jan.15) / (Fev.13-Jan.14) o varejo belo-horizontino cresceu 1,81%. Mesmo com valor positivo, este índice tem apresentado sucessivas reduções de seu valor, demonstrando uma diminuição na intensidade da atividade comercial em Belo Horizonte. Os setores que apresentaram crescimento nesta base de comparação foram: papelarias e livrarias (+9,07%); supermercados e produtos alimentícios (+2,96%); veículos novos e usados (+2,68%); artigos diversos (+1,58%); tecidos, vestuário, armarinho e calçados (+1,5%) e máquinas, eletrodomésticos, móveis e equipamentos (+0,95%). Apresentaram queda: ferragens, material elétrico e de construção (-2,04%) e produtos farmacêuticos odontológicos e veterinários (-1,14%).
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