Pesquisa trimestral da Associação Brasileira de Franchising – ABF aponta que o setor vem mostrando resiliência no atual momento econômico

A indústria do franchising ampliou seu faturamento nominal em 9,2% no 1º trimestre deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Isto é o que indica a Pesquisa de Desempenho Trimestral do Franchising da ABF – Associação Brasileira de Franchising. O faturamento do setor no 1.º trimestre foi de R$ 31,3 bilhões, contra R$ 28,7 bilhões no mesmo período de 2014. Os dados apresentados abrangem um ajuste realizado pela ABF no faturamento do mercado em 2014, que passou de R$ 127,331 bilhões para R$ 128,562 bilhões, em virtude de novos dados relevantes identificados.

A presidente da ABF, Cristina Franco, observa que “o resultado desta pesquisa trimestral é um forte indicativo da resiliência de nosso setor. Pela natureza em rede e de constante capacitação técnica e motivacional do franchising, conseguimos enfrentar melhor o atual cenário. Em um trimestre que costuma ser mais difícil, ao menos recuperamos a inflação e com alguma sobra”. A presidente da ABF atribui tal desempenho a abertura de novas lojas (mesmo que em ritmo menor), a manutenção em níveis relevantes do emprego e renda e a mudanças comportamentais que vem de alguns anos, como a busca por qualificação profissional, a necessidade de se alimentar fora do lar e a presença da mulher no mercado de trabalho. “Embora já não tenhamos o crescimento do país como um todo de forma mais acelerada, certas conquistas da estabilidade econômica não devem regredir. Além disso, não podemos esquecer que o Brasil continua forte em áreas como o agronegócio e, onde há renda, o franchising também está”, ressalta Cristina Franco.

Os segmentos do franchising que mais cresceram no período foram: Alimentação e Esporte, Saúde, Beleza e Lazer, ambos com uma expansão do faturamento da ordem de 14%; e Comunicação, Informática e Eletrônicos, com 11%. Nos três primeiros meses do ano, foram abertas 3,7% novas lojas e fechadas 1,1%, ficando o mercado com um saldo positivo de 2,5% de novas lojas. Tendo como base o dia 31/03/2015, operam no Brasil 128.809 unidades de franquias. Em número de unidades, os segmentos que mais cresceram foram Acessórios Pessoais e Calçados (14%) e Comunicação, Informática e Eletrônicos (13%).

A pesquisa deste trimestre ainda explorou duas questões importantes: ponto de venda e internacionalização. As respostas apontaram que 8% das redes brasileiras contam com operações internacionais (unidade própria ou franqueada no exterior), com destaque para os segmentos de Acessórios Pessoais e Calçados (16%) e Comunicação, Informática e Eletrônicos (15%). Em relação ao ponto comercial, foi registrado que 50% das redes operam exclusivamente com lojas de rua e 11% exclusivamente com lojas de shoppings. De forma geral, 72% das unidades de franquias no Brasil são de rua.

O diretor de inteligência de mercado da ABF, Claudio Tieghi, explica que “em um momento menos favorável, segmentos mais tradicionais como Alimentação e Esporte, Saúde, Beleza e Lazer tendem a se fortalecer, pois refletem mudanças comportamentais da sociedade mais consolidadas, como as relativas ao bem-estar e a facilidades cotidianas. Já o segmento de Comunicação, Informática e Eletrônicos reflete a crescente digitalização da sociedade, gerando oportunidades na venda de produtos, consultoria, assistência técnica e outros serviços. Vemos também que, numericamente, embora o shopping seja fundamental para o mercado de franquias, as lojas de rua vem ganhando importância. Notamos também que há um grande espaço para o crescimento de operações de e-commerce e/ou multicanal no mercado de franchising”.

Frente o apurado na pesquisa trimestral, a ABF mantém sua estimativa de crescimento do faturamento do setor em 2015 entre 7,5% e 9,0%. Já o número de marcas deve aumentar 8% e o de novas unidades, crescer entre 9% e 10%.

Metodologia

Envolvendo o mercado como um todo, inclusive não associados, os números do desempenho do setor de franchising são apurados em pesquisa por amostragem, cruzados com levantamentos feitos por entidades representantes de setores correlatos ao sistema de franquias – tais como CNC e ABRASCE – órgãos de governo como o IBGE e instituições parceiras, caso do SEBRAE. Auditados por empresa independente, os dados divulgados pela ABF são referência para órgãos governamentais de diversas esferas, entidades internacionais do franchising, como World Franchise Council e FIAF – Federação Ibero-americana de Franquias, e instituições financeiras.
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