O mês de maio registrou a extinção de 891 postos de trabalho no segmento em todo estado

Os indicadores de emprego no comércio gaúcho registraram, no mês de maio, a extinção de 891 postos de trabalho no setor em todo o Rio Grande do Sul. O levantamento realizado pelo Departamento de Pesquisas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, embora seja preocupante, mostra que houve redução das demissões, uma vez que, em abril, ocorreu o fechamento de 1.687 vagas de emprego.

Vitor Augusto Koch, presidente da FCDL-RS
Para o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, o atual momento da economia brasileira se reflete neste processo de extinção de postos de trabalho. Segundo ele, as demissões estão concentradas em alguns dos maiores centros de consumo do Rio Grande do Sul, o que demonstra a preocupação dos lojistas com a redução no volume de vendas.

- Particularmente entendemos que o momento vivido agora pelo varejo gaúcho é causado pela queda na renda disponível para consumo da população. Menor poder de compra gera menor demanda, e, consequentemente, a redução do número de colaboradores nas lojas. Acreditamos que os lojistas devem se preparar para viver um novo período em que os hábitos de consumo serão mais cautelosos. Mas voltamos a reforçar o nosso posicionamento de que é preciso buscar e encontrar alternativas para evitar demissões. Ampliar o desemprego não é uma solução para combater o atual estágio recessivo do país - salienta Vitor Augusto Koch.

Como destaque positivo do levantamento realizado pela FCDL-RS, Vitor Augusto Koch ressalta a região da Serra Gaúcha, onde ocorreu um bom número de contratações de colaboradores pelo setor varejista. Caxias do Sul, por exemplo, apresentou um saldo líquido de 296 novos postos de trabalho criados em maio. Gramado, Flores da Cunha, Farroupilha e Bento Gonçalves também registraram maior volume de vagas abertas do que fechadas.

- Em meio aos indicadores negativos que acompanham a economia do Rio Grande do Sul e do Brasil atualmente, verificar que o setor varejista conseguiu contratar mais do que dispensou em vários municípios é um dado satisfatório. Digamos que é um oásis de esperança em meio a um período onde a economia se recupera menos do que deveria - fala o presidente da FCDL-RS.

Se no comércio varejista os dados de maio não foram tão ruins, em termos gerais, o emprego no Rio Grande do Sul apresentou, no mês, um saldo bastante negativo, com a extinção de 15.815 vagas de empregos com carteira assinada em maio, ante abril, o que colocou o estado como o segundo no país em termos de fechamento de postos de trabalho, atrás apenas de São Paulo, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
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