Acordo envolve ainda a SRTE/SP e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo; expectativa é criar 8 mil vagas para PCD em todo o Brasil

O SINCOVAGA (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo) assinou no dia 2 de julho de 2015, em sua sede, um acordo inédito para inclusão de PCD (pessoas com deficiência) e reabilitados do INSS no mercado de trabalho. O Termo de Compromisso foi celebrado entre o SINCOVAGA, as empresas do GPA, envolvendo o segmento de varejo alimentar, como as marcas Extra e Pão de Açúcar; a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SP.) e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Entre os pontos principais do documento estão o compromisso das empresas signatárias em preencher gradativamente a cota legal de pessoas com deficiência estipulada pela lei nº 8.213/1991, chegando a 100% em junho de 2018. O GPA é hoje o maior empregador privado do País, com cerca de 160 mil funcionários, o que significa que, para cumprir a cota, as empresas irão criar 8 mil vagas para PCD nos próximos três anos, em todo o Brasil.

As entidades sindicais signatárias e as empresas se comprometem ainda a promover campanhas de valorização da diversidade humana, garantir condições de igualdade e oportunidade em relação a outros trabalhadores, promover a capacitação profissional de pessoas com deficiência e reabilitados e adequar o ambiente de trabalho, garantindo a acessibilidade e o respeito às características de cada pessoa.

Na opinião de Alvaro Furtado, presidente do SINCOVAGA, o acordo levou mais de um ano para ser concretizado, mas já pode ser considerado um marco em termos de inclusão. “Os Sindicatos, a empresa e o governo deram um exemplo de tripartismo bem sucedido. Mostramos que não é preciso que o Ministério Público ou o Judiciário estejam presentes para tornar uma proposta realidade. O sindicalismo sadio é aquele em que todos trabalham juntos, para criar empregos e proteger os direitos dos trabalhadores, cumprindo também nosso papel social”, diz o especialista.

Para o GPA, o acordo está em linha com as diretrizes de diversidade da companhia. “O GPA tem evoluído em várias ações que visam valorizar um ambiente de trabalho mais diverso, com oportunidades para todos. A assinatura desse acordo vem ao encontro do compromisso da companhia em evoluir em suas práticas e ampliar, de maneira sistemática, a participação de pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários”, declara Antonio Salvador, vice-presidente de Gestão de Gente do GPA.

“Mais que cumprir a lei, é importante garantir os direitos e a igualdade de condições aos trabalhadores. Nesse sentido, Termos de Compromisso como estes possibilitam às empresas atingir as cotas e criar oportunidades no mercado de trabalho para PCD e reabilitados”, afirmou Vilma Dias, superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em São Paulo (MTE-SP). Para ela, os envolvidos querem que a iniciativa dê certo. “Os sindicatos trabalham para sensibilizar as empresas e o GPA também demonstra que está disposto a enfrentar os desafios.”

Entre os convidados que prestigiaram a assinatura do documento estavam ainda José Carlos do Carmo, Auditor Fiscal do Trabalho e Coordenador do Projeto Estadual de Inserção de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho (SRTE/SP.); Ivo Dall Acqua Junior, vice-presidente da FecomercioSP; José Gonzaga da Cruz, vice-presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo; Cremilda Bastos Cravo, diretora da Secretaria da Pessoa com Deficiência da entidade sindical; e Sérgio Murilo, responsável pelo departamento de Relações Sindicais do GPA.
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