Indústria prevê crescer 12% neste ano

A previsão é do presidente da Abrinq - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, Synésio Batista da Costa, que aponta para mais um crescimento contínuo do setor nos últimos oito anos - foi de 16% em 2014 e a previsão para este ano é de 12%.

O momento econômico não está para euforia, mas a indústria nacional do brinquedo projeta crescimento para o ano e uma aceleração dos negócios a partir do Dia da Criança, data mais forte em vendas do ano. O mercado nacional do brinquedo deve movimentar este ano perto de R$ 10 bilhões no varejo, calcula Synésio Batista da Costa, presidente da Abrinq, e as vendas da Semana da Criança devem chegar a R$ 3,7 bilhões.

Levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos mostra que desde 2007 a indústria persegue altas consecutivas, somando-se preço para loja da produção nacional mais importações: R$ 2.234 bilhões, R$ 2.510 (2008), R$ 2.710 (2009), R$ 3.117 (2010), R$ 3.460 (2011), R$ 3.875 (2012), R$ 4.456 (2013), R$ 5.160 (2014) e R$ 5.934 bilhões, projeção para este ano.

A alta do dólar, de acordo com o presidente da entidade, devolveu a competitividade à indústria nacional. "Estimamos que no ano passado a indústria nacional recuperou cinco pontos percentuais de participação no mercado, que no início do ano já era de 55% (contra 45% de importados)", observa. Synésio Batista da Costa estima que a indústria de brinquedos deve investir este ano algo como R$ 1 bilhão.

Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, dia 18 último, ele informou que a indústria brasileira de brinquedo produziu, de 2011 até junho de 2015, 500 milhões de unidades. A entidade e seus associados, explica, continuam empenhados em trabalhar junto ao governo para as compras governamentais de brinquedos destinados às escolas. Ele diz que importantes vitórias recentes contribuíram para a estabilização do setor, como o fim da guerra dos portos e a desoneração da folha de pagamento. Entre as metas atuais, o setor busca reduzir as importações e implementar o crescimento da indústria nacional de brinquedos.

Synésio Batista da Costa observa também que houve um aumento per capita no consumo de brinquedos nos últimos cinco anos. "Eram 6 brinquedos por ano por criança e agora chegamos a 7,2." As bonecas continuam representando a maior parte do negócio, com 18,1%, seguidas pelos veículos (carrinhos, motos, pistas), com 14,2%. Juntos, São Paulo (38,8%) e Rio de Janeiro (12,2%) respondem por mais de 50% das vendas de brinquedos no País.

Este ano a indústria está lançando cerca de 1.500 novidades em matéria de brinquedo. "A qualidade e a segurança dos brinquedos fabricados no Brasil não deixam nada a desejar às de nenhum outro país com tradição nesta indústria. Poucas atividades industriais são tão certificadas como a nossa."
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