Enquanto alguns setores sofrem com a retração econômica, outros se destacam como oportunidade, em especial para quem deseja empreender. É exatamente o que acontece com o setor de franquias. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontam que o setor cresceu 11,2% no primeiro semestre de 2015, atingindo faturamento de R$ 63,8 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano passado.

“O franchising está sofrendo menos do que as outras indústrias e quem é empreendedor em franquias sente menos os efeitos da retração. Ele está sentindo a pressão dos custos, porém, menos que o empreendedor individual. O poder de negociação em rede beneficia a todos”, explica Cristina Franco, presidente da ABF.

Entre os setores que mais apresentaram crescimento, o de Beleza teve alta de 24%. A rede de franquias Sóbrancelhas é um exemplo. Com apenas um ano de mercado a marca vem se fortalecendo por meio da expansão no canal de franquias. Luiza Costa, fundadora da franquia também fez o balanço semestral da rede e fechou o período com 39 novas unidades, totalizando até o momento 74 em operação. A Sóbrancelhas soma ainda 130 contratos já fechados. Outra rede em crescimento e que está inserida no setor de acessórios pessoais, calçados e tênis é a marca Quinta Valentina. A rede de franquias, que funciona no formato home based, simplesmente dobrou de tamanho. Em um ano, a franqueadora contabiliza 105 unidades. A expectativa da marca é faturar R$ 10 milhões em 2015 com 150 unidades em operação em todo território nacional.

A Minds English School, do setor de Educação registrou quase 44 milhões de faturamento nesse primeiro semestre de 2015. Um crescimento de 3% se comparado com o mesmo período de 2014 A expectativa da marca para o segundo semestre é de crescer o dobro do primeiro semestre.

O fenômeno do crescimento no setor de franquias pode ser facilmente explicado, já que muitos empreendedores buscam no modelo o plano B. “É hora de por em prática o sonho, alguns deles são sim movidos por situações como a perda do emprego e usam suas economias para se tornar empreendedores”, diz Fabrícia Vidaurre consultora e sócia-fundadora da Expande Franquias, responsável pela formatação de redes.

O Centro Brasileiro de Cursos (CEBRAC) registrou um faturamento na rede de 15,35% nos seis primeiros meses de 2015. A procura por curso também teve alta, 5% a mais, um reflexo de que as pessoas buscam nesse momento qualificação profissional para conseguir entrar no mercado de trabalho. “Começamos o mês de setembro com três novas inaugurações, somando mais de 150 unidades em todo país”, afirma CEO Wilson Giustino.

A consultora Fabrícia alerta para os cuidados de quem deseja investir em uma franquia: é preciso estudar o ponto, a marca, sem esquecer os números da franqueadora. Capital de investimento, capital de giro, retorno e tempo de retorno, bem com a região e ponto. Tudo precisa estar na ponta do lápis. Mas ela concorda que o modelo é o mais seguro, em especial para quem não tem experiência de negócio. “Afinal o modelo testado e o acompanhamento da franqueadora é um respaldo a mais para que a decisão do próprio negócio seja tomada”
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