Estudo realizado pela FCDL-RS mostra a retração do comércio em relação ao mesmo período de 2014

As vendas do varejo gaúcho no mês de julho deste ano recuaram 12,24% na comparação com igual período de 2014. O levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, mostra o índice é desproporcional ao real potencial de consumo que persiste na economia gaúcha. Mas os últimos meses mostram que a diminuição da atividade varejista é mais expressiva nos ramos de atividades que atuam mais diretamente com o crédito.

O que preocupa a entidade é o fato de julho apresentar queda de vendas em praticamente todas as atividades do comércio. Exceção à regra é o setor de estabelecimentos farmacêuticos, que registrou crescimento de 1,77% na comercialização de produtos.

O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, destaca que a postura conservadora dos consumidores certamente está sendo influenciada por juros do rotativo do cartão de crédito na ordem de 372% ao ano, e do cheque especial que alcançam, em média, 216%. Complementarmente a isso, o próprio sistema financeiro vem se mostrando bem mais rígido na liberação de novos financiamentos. O dirigente lembra que o momento atual não permite vislumbrar melhorias da atual crise fiscal e política abrangendo o governo federal.

- Entendemos que a melhor saída para os lojistas é buscar alternativas de vendas cuja dinâmica independa das variáveis macroeconômicas controladas pelo setor público - diz Koch.

Mas Vitor Koch aponta alguns aspectos importantes para estimular o varejo gaúcho até o final de 2015. O primeiro deles é que, apesar da queda do nível de emprego, mais de 98% dos trabalhadores contabilizados no final de 2014 continuam em atividade. Outro fato é que com ou sem recessão o nível de empregabilidade no Rio Grande do Sul sempre aumenta entre setembro e dezembro. Em 2015 não será diferente, o que deve alavancar a melhoria das vendas no último quadrimestre.

- As dificuldades existem, não há como negar. Mas estão longe de serem insuperáveis, especialmente para os empreendedores com senso de oportunidade - enfatiza o presidente da FCDL-RS.

A queda de 21,97% nas vendas de veículos, seguido por móveis e eletrodomésticos (-16,03%), artigos de vestuário (-15,23%) e materiais de construção (-11,32%) ajudaram a registrar a retração da comercialização varejista em julho.
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