Segundo pesquisa da CNC e da Fecomércio PR, a intenção de consumo dos paranaenses caiu 30,15% nos últimos doze meses


Sondagem realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná, (Fecomércio PR) mostra que 32% dos consumidores não sabem o que esperar da economia nacional em 2016. Os que já possuem opinião formada estão divididos: 25% acreditam que a situação econômica para o próximo ano será pior, enquanto 24% esperam que será melhor do que em 2015. Os que acham que ficará tudo na mesma somam 19%.

O receio dos consumidores quanto ao cenário político e econômico do país e do Estado é um dos motivos para a queda na intenção de consumo das famílias. O indicador, aferido mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, ficou em 94,5 pontos em novembro. Tal referência de consumo está abaixo do ideal, que são 100 pontos, e por isso deve ser interpretada como negativa.

O indicador já vinha apresentando pouca reação desde novembro de 2014, quando a pontuação da intenção de consumo era de 135,3 e, desde então, o índice veio apresentando baixas consecutivas. Em doze meses, a redução na intenção de consumo das famílias paranaenses foi de 30,15%.

Emprego

A segurança no emprego e as perspectivas profissionais estão menos favoráveis. A situação atual no emprego é definida como mais segura para 34,3% das famílias entrevistadas e 38,4% esperam uma melhora profissional nos próximos seis meses. No entanto, no mesmo período de 2014, os que se sentiam seguros quanto ao emprego eram 52,6%.

Situação de Renda

A situação da renda é considerada melhor para 67% dos consumidores em comparação ao mesmo período de 2014, enquanto 13% disseram que a situação financeira está pior. Em novembro do ano passado, apenas 5,7% relatavam piora na renda.

Acesso a crédito

A percepção de acesso ao crédito caiu pela metade. Apenas 30% das famílias consideram que está mais fácil conseguir crédito ou empréstimo ante 62,1% em novembro do ano passado.

Consumo atual

O percentual das famílias que declara estar comprando menos do que no ano passado é de 57,4%, enquanto 21,1% afirma estar gastando mais. Os que não mudaram seu padrão de consumo são 21,5% e 0,1% não souberam responder. Em 2014 os que estavam consumindo mais eram 40,8%.

Momento para de consumo de bens duráveis

Para 60,9% das famílias este ainda é um bom momento para a aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos, aparelhos de televisão e som. Em novembro do ano passado esse percentual era de 72%.
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