Quem disse que só empreende quem parte para abrir o próprio negócio?

Numa dessas imagens que circula pela Internet, mais uma vez me deparei com um comparativo sobre quem é empregado e quem é empreendedor.

É incrível como ainda as pessoas têm uma visão muito pequena sobre o que de fato significa empreender e acabam por generalizar: Se você é um empreendedor, dono de seu negócio, é praticamente um herói, e se você é um empregado, praticamente é alguém que reclama o tempo todo e na maioria das vezes, é um vagabundo.

Trabalhar para os outros ou para você mesmo? Não é isso que define seu sucesso

De fato, existem empreendedores que trabalham como poucos e empregados que trabalham muito pouco, mas a questão do empreendedorismo é muito maior do que um comparativo entre CNPJ e CLT.

Na língua portuguesa, empreender está relacionado à tentar e realizar. Em minha opinião, a questão do empreendedorismo deve ser visualizada muito mais como uma questão de alma, de espírito empreendedor, do que da maneira simplista de “trabalhar para os outros ou trabalhar para você”.

Cansei de conhecer pessoas que realmente se adaptam melhor trabalhando para si mesmas do que obedecendo a hierarquias, mas posso entender isso também como um pouco de inflexibilidade, ao invés de encarar isso de maneira positiva, como muitos encarariam. Tudo depende da pessoa e da situação, assim como tudo depende se a pessoa está falando também de trabalho ou emprego. Tem muita gente que quer emprego, mas poucos que querem trabalho.

Se eu pensar em quem é empregado, eu também cansei de conhecer pessoas que adoram ter cargos e status, com nomes bonitos em cartões de visita ou na porta da sala, mas que pouco se preocupam com o trabalho em si.

Buscando o lado positivo, se só é um grande realizador aquele que empreende o próprio negócio, o que podemos fazer de excelentes profissionais que conseguem mudar seus departamentos, criar resultados melhores, expandem os negócios, produzem lucro e crescimento em sua empresa? O que podemos falar de profissionais como CEO’s e diretores de mercado que estampam tantas revistas como profissionais do ano? São menos profissionais ou menos realizadores do que aqueles que tem seu próprio negócio?

E o que podemos falar daqueles que partem para o próprio negócio, mas que pensam somente em comprar uma licença ou franquia, por exemplo, sem tomar rédea dos negócios? Pensando que vai investir o dinheiro e que o resultado se dará sozinho? Não seriam tão acomodados quanto os desvalorizados profissionais “empregados”?

Se analisarmos as pequenas empresas, as startups, onde todo mundo faz tudo, em responsabilidades quase que iguais, podemos entender que todos lá dentro estão empreendendo, buscando novos resultados, buscando crescimento, independente se é o cara que pensou no negócio, o cara que desenvolveu, ou simples aprendiz recém-chegado na empresa.

No mundo de hoje, precisamos de profissionais empreendedores, gente que se sinta inspirada a crescer, a causar, a criar barulho em qualquer ambiente. Jogador que joga bem dentro e fora de casa, não importa a condição do gramado.

Isso para mim é empreender. Isso para mim é empreendedorismo. Não se trata de lá ou cá. Se trata de atitude.

Chega de comparativos ingênuos...seu melhor benchmark será sempre você mesmo. Ouse. Cresça. Empreenda, não importa onde você está.

Pense nisso.

Caio Camargo
@caiocmgo
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