Quatro em cada dez brasileiros compraram chocolates até o domingo de Páscoa. Principal forma de pagamento foi à vista em dinheiro


Uma sondagem realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que quatro em cada dez brasileiros (41,9%) compraram chocolates para comemorar o feriado até a véspera do domingo de Páscoa.

Com menos sobras de dinheiro e diante de preços mais salgados, 37,8% dos entrevistados disseram que diminuíram o valor dos gastos na comparação com o ano passado, seja por conta do desemprego, por estarem mais endividados ou por redução salarial. Outros 28,3% dos entrevistados afirmaram gastar mais do que na Páscoa de 2015 devido à percepção de aumento nos preços do chocolate. Na média, o gasto total do brasileiro foi de R$ 106. A pesquisa leva em conta tanto os consumidores que já haviam comprado presentes antes da Páscoa, como os que deixaram para comprar de última hora.

“Com o crédito cada vez mais restrito, a inflação elevada e as altas taxas de juros, o consumidor vê o seu poder de compra diminuir e a principal medida para salvar as finanças acaba sendo o corte de gastos, inclusive em datas comemorativas”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.Neste ano, os itens mais procurados foram os ovos de chocolate, citados por 66,4% dos consumidores que realizaram alguma compra para a Páscoa. Com percentual bastante próximo ficaram os bombons (44,1%) e as barras de chocolate, com 63,3% de menções. As colombas pascal (8,4%) e os ursos de pelúcia (2,3%) completam a lista de produtos mais comprados na Páscoa deste ano.

Principal forma de pagamento é em dinheiro e à vista

Quanto aos locais de compra, os supermercados (58,9%) lideraram com folga, bem a frente do shopping center (24,0%) e das lojas de rua (20,1%). A pesquisa mostra também que o pagamento dos ovos e chocolates à vista em dinheiro destaca-se como a principal modalidade utilizada pelos consumidores (52,2%), posicionando-se a frente do cartão de crédito a vista (21,8%) e do cartão de crédito parcelado (8,8%).

“O dado está coerente com o atual momento econômico, em que as pessoas se veem obrigadas a cortar despesas para driblar a inflação e também estão menos seguras em seus empregos. Por isso o ideal é evitar o abuso de parcelamentos e realizar todos os pagamentos a vista”, orienta o educador financeiro do portal 'Meu Bolso Feliz', José Vignoli.

A economista Marcela Kawauti destaca que a páscoa representa a primeira grande festa do ano para o comércio e pode funcionar como uma prévia não só para o Dia das Mães, como para o desempenho da atividade comercial ao longo de 2016.
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