por Luiz Renato Roble e Raquel de Araujo*

Andando pelas ruas e shoppings, constatamos uma presença maciça de lojas competindo entre si para chamar nossa atenção. Podemos notar que algumas se destacam no cenário e ficam guardadas em nossa memória enquanto outras não.

As lojas que se sobressaem, convidam-nos a parar, olhar, entrar e comprar e passam a fazer parte da nossa memória. Porque as outras lojas nem são notadas e se são, acabam facilmente esquecidas, assim que passamos os olhos por elas?

As primeiras se apresentam de uma forma especial, inesperada e de uma maneira diferente, saem do lugar-comum, tendo o design como um diferencial. Estas lojas contam uma história, transmitem um conceito, claro e pertinente, que faz com que as pessoas se encantem ao vê-las.

Para que uma loja não seja mais uma na multidão, é preciso ousadia, fazendo com que ela apresente um design diferente do convencional. Quem não quer errar no que vestir para ir a uma festa, acaba optando pelo pretinho básico, assim como, quem não quer errar na decoração da sua casa, escolhe tudo bege, do piso ao teto, passando pelo tapete, sofá e cortinas.

O medo de errar é, muitas vezes, o responsável pela falta de destaque. Quem tem medo de errar no design da loja, acaba partindo para um visual neutro em demasia, fazendo com que a loja acabe sumindo na paisagem. Com certeza não é este o objetivo, mas com tanta neutralidade, acaba sendo este o resultado.

Quando vemos uma loja e somos atraídos por ela, não sabemos direito se é pelo seu visual, pelo clima que ela transmite ou é pela história que ela nos conta. As pessoas não têm consciência exata do que gostam ou não gostam em uma loja. Assim como não sabem porque se sentem bem em certos ambientes e desejam sair correndo de outros. Na verdade, uma loja é composta pela somatória de muitos detalhes e quando se fala em design, fatalmente estamos falando sobre os detalhes que formam um todo.

Este é o segredo da Disney. Seus parques fascinam as pessoas, independentemente da nacionalidade, cultura ou idade, pois cada canto, cada mínimo detalhe transmite informações, sentimentos, lembranças do passado, ou mesmo de um futuro que ainda não chegou, mas que cada pessoa
imagina à sua maneira.

É fundamental que se dê às pessoas, a oportunidade para sonhar. Para que isso aconteça, a loja deve estar envolta em uma nuvem de magia, encanto e sedução. Desta maneira não se estará apenas vendendo produtos e serviços, mas principalmente, uma imagem e um conceito.

O importante é deixar o medo para o concorrente e ousar. Procurar ousar de várias maneiras e lembrar sempre que o público é exigente. Os detalhes são pequenos e a concorrência, grande.

Luiz Renato Roble é diretor de criação e Raquel de Araújo, diretora de projetos da DATAMAKER DESIGN - www.datamaker.com.br









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