Por Raquel de Araujo.

O comércio de uma maneira geral, ainda não descobriu totalmente, o poder de venda que uma vitrine bem planejada possui. Para se ter uma vaga ideia do que isto representa, basta pensarmos em alguma viagem que já fizemos e lembrarmos se uma das experiências mais agradáveis que tivemos não foi uma caminhada admirando belas vitrines.


Infelizmente, existe muita gente que ainda não sabe o que uma boa vitrine é capaz de fazer por um produto, uma loja, uma marca e até por uma cidade. A vitrine é vista como decoração e desenvolvê-la significa custo e não investimento. Este raciocínio explica porque só temos vitrines bem elaboradas no natal. Nesta época do ano as pessoas já estão predispostas a comprar. O comércio deveria investir em vitrine em épocas onde o investimento realmente significasse uma mudança no comportamento.

Uma boa solução em comunicação visual para vitrines é a utilização de um grande painel. Para que seja vendedor, este painel deve ser bastante comunicativo. Alguém já disse: Um cartaz é um grito pendurado na parede. E uma vitrine, assim como um cartaz, deve comunicar de forma clara, objetiva e rápida, assim como um grito.

A comunicação deve ser sintética para que seja compreendida à primeira vista, pois ninguém tem tempo para decifrar enigmas. A vitrine deve ter um visual limpo, mas não pode parecer pobre. Expor aquilo que se deseja vender, seja lançamentos, produtos da estação ou encalhados, porém, não tudo isso junto. Uma vitrine não é um estoque exposto, os produtos, para estarem ali, devem ser selecionados a dedo.

Uma vitrine correta é uma grande aliada às vendas. Sua missão, além de embelezar a loja, a rua e até a cidade, é despertar a atenção do público, comunicar e seduzir o público para que este entre na loja. Devemos lembrar, entretanto, que apesar de importante, a vitrine não é a única responsável pela venda. Não adianta entupi-la de produtos pensando que ela venderá todo o estoque sozinha. Ela levanta a bola, fazendo com que as pessoas se entusiasmem a entrar na loja. A partir deste ponto, a bola está com os vendedores. Com atenção, simpatia, técnica, treinamento e profissionalismo é que eles marcarão ponto, efetivando a venda.

Raquel de Araújo é diretora da Datamaker: www.datamaker.com.br
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