O Congresso Cards, que ocorre durante a feira CARDS PAYMENT & IDENTIFICATION 2016, promovido pela Informa Exhibitions, terá o Bitcoin como um dos seus temas mais debatidos. Entre 15 e 17 de junho, o Pavilhão Azul do Expo Center Norte especialistas do setor financeiro discutirão o impacto da nova moeda virtual – a criptomoeda – na sociedade e nos sistemas de pagamento formais. Criada há sete anos com código-fonte aberto, o Bitcoin é a primeira alternativa ao sistema monetário tradicional, sendo uma forma de pagamento ponto a ponto. Ou seja, de pessoa para pessoa, sem o controle de governo e bancos.

Conceito – Bitcoins são moedas digitais criadas com sofisticados processos de criptografia, que servem para fazer pagamentos entre pessoas pela internet. A diferença dela para a moeda tradicional é que mantém seu proprietário no anonimato e não depende de intermediação de bancos ou regulações do governo. No ano passo, foi registrado no Brasil um volume total nas transações de R$ 113,1 milhões – aumento de 158% comparado ao índice de 2014, segundo o relatório produzido pela empresa bitValor. Há três exchanges brasileiras que controlam 91% do volume desse mercado. Segundo informações da empresa bitValor, a FoxBit é a líder, com 49,8% do market share. Em seguida vem a MercadoBitcoin, com 24%; e na sequência a BitcoinToYou, com 17%. Em relação ao Real, a cotaçã o de um bitcoin no fim de 2015 foi de R$ 1.795,16, de acordo com o Índice BRXBT.

As estatísticas sobre o número de estabelecimentos que aceitam bitcoin para comercialização de produtos e serviços não são precisas, já que não órgãos reguladores. De acordo com Safiri Felix, CEO da coinBR e executivo de negócios da Coinverse, estima-se que no Brasil cerca de 15 mil empresas aceitem a moeda virtual em transações, frente a 200 mil em todo o mundo. Nesse meio, destacam-se Tecnisa, Dell, PayPal, Microsoft e Neteller. Na outra ponta, o número de usuários brasileiros chega a 50 mil.

Mineração – Berço do bitcoin, a internet também faz sua geração e controle por meio um sistema chamado mineração. Por definição, ele é autorregulável de forma imutável, com criptografia de chave pública e histórico de todas as transações. Ao se efetuar uma transferência, é criada uma assinatura digital e o procedimento verificado por um minerador. Se estiver tudo dentro dos padrões, a transferência é feita e gravada na rede de forma permanente e anônima. Toda quantia é representada por uma sequência de 16 símbolos, que variam entre letras e números, guardada em anotações ou de modo mais seguro em carteiras digitais, algo como um banco.

Mineração é caracterizada por um software de resolução de problemas matemáticos complexos, aplicado em computadores superpotentes que processam as transações, garantem a segurança da rede e mantêm o sistema sincronizado. Quem opera todo esse data center é chamado de minerador – um usuário especialista, recompensado com bitcoin por ceder seus equipamentos para o funcionamento permanente da rede.

A possível volta da CPMF no Brasil e o sentimento negativo em torno do cenário econômico mundial tornam o bitcoin uma alternativa positiva para investidores e estabelecimentos comerciais. Há um novo mercado se formando e vale a pena conhecê-lo melhor.
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