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    Depois de quitar despesas de início de ano, consumidor começa a regularizar dívidas

    Mas na comparação com o mesmo mês do ano anterior, recuperação de crédito registrou queda de 5,99%

    O número de consumidores que regularizaram suas dívidas na capital cresceu 1,69% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior. Essa é a primeira vez que o índice de recuperação de crédito registra desempenho positivo em 2016, para essa mesma base de comparação. Em
    março, o volume de pessoas que conseguiram quitar suas dívidas teve queda de 2,98%. Já nos meses de fevereiro e janeiro, a retração foi de 12,62% e 2,22%, respectivamente. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).


    Segundo a economista da CDL/BH, Ana Paula Bastos, no início do ano a prioridade de muitos consumidores é com o pagamento de despesas como o IPVA, o IPTU e as matrículas escolares. “Como parte da renda das famílias foi destinada para essas despesas, a quitação de dívidas antigas ficou comprometida no primeiro trimestre do ano”, disse. “Mas o término do pagamento dessas responsabilidades financeiras acabou contribuindo com o aumento da recuperação de crédito em abril. Outro fator que colaborou para esse resultado é que o mês de março é uma base fraca de comparação, pois tem um menor número de dias úteis em função do feriado da Semana Santa”, completa.


    Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Abr.16/Abr.15), o número de consumidores que regularizam suas dívidas teve queda de 5,99%. No acumulado do ano, o índice de recuperação de crédito na capital também ficou negativo (-7,04%).

    Segundo Ana Paula essas quedas são reflexo da piora dos indicadores econômicos. “A inflação alta está corroendo o orçamento das famílias. E o aumento da taxa de desemprego também está contribuindo com o enfraquecimento da capacidade de pagamento das dívidas dos consumidores”, explica. “Com os juros em patamares elevados, a dívidas ficam mais caras e a dificuldade em quitar os débitos passados fica ainda maior”, completa.