Embora o resultado positivo registrado na última semana, período apresentou queda de 2,6% em relação ao mesmo período de 2015. No corte regional, Sul é destaque com resultado positivo

O período que equivale ao momento sazonal do Dia das Mães de 2016 registrou redução de 2,6% se comparado a 2015, em relação ao fluxo de pessoas no varejo físico. A surpresa dá-se em relação aos números da última semana antes da data, que apresentaram um resultado positivo, com aumento de 1,3% no comparativo com o mesmo período. O apontamento é do ICV (Índice de Consumidores no Varejo), divulgado pela Virtual Gate, empresa especializada no monitoramento de fluxo de clientes em pontos-de-venda.


Figura 1- ICV comparativo entre 2016 e 2016, considerando a movimentação das três semanas anteriores à data

A análise demonstra que o crescimento de fluxo em decorrência da sazonalidade do Dia das Mães inicia-se com 15 dias antes da data festiva, havendo picos de fluxo da quinta feira ao sábado véspera do Dia das Mães.

Na análise do período de 24 dias o fluxo de 2016 foi 2,6% menor que o de 2015, com destaque positivo para semana da sazonalidade, a única que o fluxo de 2016 superou a do ano anterior em 1,3%.


Figura 2- O acumulado da última semana antes da data apresenta resultado positivo no comparativo entre 2015 e 2016

Os dados mostram também que a região Sul foi a que registrou o melhor desempenho em relação ao ano anterior, registrando crescimento de 3,3% na comparação entre os períodos de 2015 e 2016, sendo a única região a registrar alta. As maiores reduções de fluxo foram nas regiões norte e nordeste, com quedas acima dos 5%.

Figura 3- Análise do fluxo durante o período do Dia das Mães por regiões

De acordo com Samuel Macedo, gerente de indicadores pós-vendas e indicadores da Virtual Gate, o resultado do fluxo menor ainda é uma consequência da recessão que o país vem enfrentando. “Os consumidores estão mais cautelosos e esse cenário de queda ainda vem sendo influenciado pelo aumento da taxa de juros, da inflação, escassez de crédito e o desempenho do emprego e da renda”.

Na opinião de Heloísa Cranchi, diretora geral da Virtual Gate, o aumento de fluxo na última hora pode ter uma explicação. “A data possui um apelo emocional muito grande e mesmo em um cenário de contenção, as pessoas podem ter ido ao ponto-de-venda buscando ofertas e presentes mais em conta. Quem soube criar boas ofertas, principalmente na última hora, colheu melhores resultados”.

A base analisada conta com mais de 1200 pontos de medições (lojas) adota a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, na sua versão mais atual 2.0, ponto de referencia Base 100 = Janeiro de cada ano para comparativos anuais, e Base = 100 primeiro mês analisado no comparativo mês a mês.

Sobre a Virtual Gate

Fundada em 2002, a Virtual Gate, fornece soluções para o aumento de faturamento dos varejistas por meio de tecnologia que permite a gestão do fluxo do consumidor e da taxa de conversão. Atende algumas das maiores empresas do País e grandes redes varejistas, além de oferecer soluções de valor agregado para médias e pequenas empresas de todo o Brasil, com clientes em todas as regiões. Seu portifólio tem alguns cases de sucesso como: C&A, Pernambucanas, TendTudo, Casa Show, Nike, Livraria Cultura, Saraiva, Lojas Americanas, Farm, Paquetá, Calvin Klein, Loungerie, L’Occitane, Sephora, entre outros.
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