por Lyana Bittencourt*

O franchising é um sistema utilizado mundialmente pelas empresas para a expansão de suas marcas. É um sistema que permite replicar modelos de negócios e fórmulas operacionais de sucesso para que outros empreendedores ganhem também operando uma unidade utilizando um know-how já consolidado. Da decisão de franquear o negócio até divulgar para o mercado o modelo de franquia para atrair empreendedores, o empresário precisa cumprir algumas etapas desse processo, entre elas, avaliar a viabilidade da aplicação do sistema de franquias para replicar o modelo; implantar uma estrutura com foco na gestão da rede; implantar processos e capacitar pessoas para que seja possível a transferência de know-how para os futuros franqueados que vão investir na marca.

Um ponto de fundamental importância em uma franquia é a definição do perfil do franqueado que vai operar o negócio, que deve ter sinergia e aderência ao perfil do negócio, caso contrário, o que poderia ser a realização de um sonho pode se tornar um pesadelo para ambos: franqueador e franqueado. Para o franqueador porque ele corre o risco de ter um franqueado na rede que não consegue operar o negócio dentro dos padrões determinados e, consequentemente, não consegue obter os resultados projetados. E para o franqueado porque ele investiu em um negócio sem a condiç&ati lde;o de se rentabilizar, correndo o risco de perder o que investiu.

Analisando os aspectos colocados acima, o que pode tornar uma franquia um mau negócio é exatamente deixar de estruturá-la como mandam as boas práticas do franchising, queimar etapas importantes do processo e colocar a franquia na mão de um operador sem o perfil adequado para operá-la. Outros aspectos podem levar uma franquia ao insucesso, como a escolha do ponto, a inadequação do produto com o público alvo, a falta de marketing para divulgação do negócio e a falta de apoio ao franqueado por parte da franqueadora.

O que não quer dizer que o sistema de franquia não é bom, ao contrário, é comprovadamente um sistema que permite ao empresário crescer e gerar riqueza com a sua marca. No entanto, deve ser planejado com responsabilidade e com o compromisso de praticar uma relação ganha-ganha. Franquia também pode ser um mau negócio quando o franqueado não cumpre com o que se comprometeu ao aderir ao sistema, não se envolvendo o suficiente para realizar os resultados projetados e para atrair e reter clientes para a sua unidade. Achar que os resultados vão “brotar” apenas pelo fato de ser u ma franquia é um grande equívoco. O trabalho deve ser duro principalmente nos dois primeiros anos, tempo estimado para ganhar o mercado, tornar-se conhecido na região e começar a gerar caixa positivo.

A franquia também pode ser um mau negócio quando franqueados indisciplinados passam a não seguir as regras da franquia e tendem a partir para reinventar a roda, o que só tira o foco, além de fazer com eles passem, de forma desnecessária, por experiências que já fizeram parte da curva de aprendizado do franqueador.

Lyana Bittencourt, do Grupo Bittencourt
(*) Lyana Bittencourt é sócia e diretora de Marketing e Desenvolvimento do Grupo BITTENCOURT.
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