ABIESV, ABF e ABRASCE mostram importância da integração entre os setores para aumentar a eficiência e incrementar as vendas do varejo. Backstage do Varejo reuniu os presidentes de três das maiores entidades do setor nesta quinta-feira (23), em São Paulo

Eficiência foi uma das palavras-chave do 18º Backstage do Varejo, promovido hoje (23/6) pela Abiesv – Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo – e que reuniu no auditório do Hotel Renaissance Glauco Humai, presidente da Abrasce – Associação Brasileira de Shoppings Centers; Maria Cristina Franco, presidente da ABF – Associação Brasileira de Franchising, representantes de shoppings centers, franquias e da cadeia do varejo. Sob o tema ‘Boas práticas na operação dos shoppings centers que podem inspirar o varejo’, debates e palestras proporcionaram a troca de conhecimento técnico e de gestão, com objetivos únicos: aprimorar práticas, alcançar eficiência nos negócios, reduzir custos, atrair os consumidores e manter grande capacidade de venda.

Muller, Takano, Franco e Humai: União faz a força!
Júlio Takano, presidente da Abiesv, defendeu a importância da gestão de categoria nos pontos de venda, dando como exemplo a iluminação interna das lojas: “é preciso ir além de uma boa iluminação, pois se os produtos são ruins, eles terão destaque e as vendas vão cair. Essa mudança deve ser integrada ao design da loja e à qualidade dos produtos para se obter um posicionamento estratégico da marca”, explica Takano, complementando que “na avaliação de eficiência no varejo, cada detalhe conta”. A palavra de ordem, diz, é integração. Ainda segundo Takano, inovação é um novo ativo do setor que, como ocorreu com qualidade, virará commodity.

Glauco Humai, da Abrasce, lembrou que há dois aspectos a considerar para se ter sucesso na busca pela eficiência e resultados: “fazer a gestão da operação e atrair o público”. Energia e segurança são dois indicadores de eficiência nos shoppings, disse Humai. Troca de lâmpadas incandescentes por LEDS, redesenho do sistema de ar condicionado, investimentos em novas tecnologias de segurança e adoção de compras coletivas, como de material de limpeza, são algumas das soluções implementadas por muitos empreendimentos: “a reavaliação de custos está na pauta de todos”. Ele defendeu que a relação dos shoppings com os lojistas deve ser simbiótica: “precisamos estar em sintonia, se o shopping não oferece bons serviços, como em limpeza e iluminação, o consumidor não vai; e se a loja não oferece uma vitrine legal, uma experiência em consumo, não vende”.

Maria Cristina Franco, da ABF, chamou a atenção durante o debate para os quesitos educação - “treinar o tempo inteiro” - e motivação - “motivar para ser resiliente e seguir em frente”. Essas são atitudes que ajudam a sair da crise, considerando que “o consumidor das lojas que fecham, vão comprar em outras. Logo, se existem pessoas para consumir, temos que despertar esse público”. Paralelamente, explicou a presidente da ABF, toda a cadeia de fornecedores de franquias busca redução de custos, para que, também ganhando, possa garantir sua rentabilidade.

O 18º Backstage do Varejo também disponibilizou a apresentação de dois cases. O primeiro, apresentado por Cláudio Nabih Sallum, presidente da Lumine Soluções em Shoppings Centers, abordou a utilização do sistema BIM para o desenvolvimento de projetos e sua aplicação no projeto do Cantareira Norte Shopping, de São Paulo. Já Evandro Ferrer e Mariana Carvalho, da Ancar Ivanhoe Shopping Centers, falaram o sobre o conceito ‘Markiteturações’, que une as áreas de marketing, arquitetura e operações com foco na percepção do cliente. Eles apresentaram o case Shopping Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Sobre a ABIESV

Fundada em 2002, por um grupo de fornecedores de equipamentos e serviços para o varejo, a associação nasceu com o objetivo de se tornar fonte principal de informações e conteúdo para os varejistas e público geral e ser uma referência no mercado, com reconhecimento para seus associados e consolidação de novos negócios. Multisetorial, abrange diferentes frentes do mercado da indústria e do serviço para o varejo, como escritórios de arquitetura, construtoras, manequins, embalagens, assessoria jurídica, fabricantes de mobiliário e equipamentos, impressão, segurança, iluminação, comunicação visual, visual merchandising, engenharia, softwares de automação, consultoria em sustentabilidade, cenografia, embalagens. Possui entre seus associados empresas do porte de GE, Phillips e Viavarejo. O faturamento médio da cadeia representa R$ 140 bilhões.
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