Duas ferramentas à disposição dos lojistas para planejar e gerir o sortimento de produtos são eOTB e emanager, desenvolvidas pela empresa paulista PM Varejo. Ambas são desenhadas para funcionar com qualquer sistema de gestão, têm implantação rápida e barata, são simples de utilizar e têm eficiência comprovada. Fazem parte de metodologia de gestão de estoque usada por mais de 90% dos varejistas americanos e, no Brasil, por grandes nomes do varejo, como Renner e C&A. O investimento é mensal por loja.

Paparoto da PM Varejo
Propositivas, elas respondem a duas perguntas básicas em se tratando de compras – em que gastar e quanto gastar? – e já são utilizadas por redes de lojas de calçados como Kallan e Azul Calçados, de São Paulo.

O diretor da PM Varejo, Igor Paparoto, participou do 1º Workshop Ablac, no dia 11 de maio, em São Paulo, onde apresentou as características das duas ferramentas, que proporcionam ao gestor de compras uma análise semanal para tomar decisões como cancelar pedidos, transferir produtos de uma loja para outra, comprar e remarcar preços.

O eOTB efetua o cálculo da verba de compra, baseado no conceito de Open To Buy. Conforme Paparoto, se o lojista compra muito, quebra o caixa da loja. Se compra pouco, perde vendas e igualmente quebra o caixa da loja. “O eOTB auxilia na definição de quanto o lojista deve comprar para ter estoque suficiente para não perder venda com cobertura saudável”, afirma.

FACILIDADES

● A ferramenta sinaliza, bem antes do problema acontecer, se a subcategoria de produto/subgrupo de produtos necessita de compras adicionais ou se ficará com estoque a maior.

● Leva em conta o plano de vendas e o estoque da loja. Se ela tiver um, a ferramenta importa. Se não tiver, o lojista pode planejar na ferramenta.

● A ferramenta dispõe de apenas duas telas, ou seja, é simples e poderosa.

Já O emanager, baseado no style analysis, fornece informações para que o gestor possa decidir sobre a execução de quatro operações básicas, descritas a seguir.

1ª – Remarcar (com base em gráfico de demanda)
2ª – Cancelar pedido (com sugestões de peças a cancelar)
3ª – Comprar (com sugestões de peças a comprar)
4ª – Transferir (por tamanho x cor que menos vende).

A ferramenta é baseada em parametrização, ou seja, em parâmetros que o gestor define como ideais, como clusterização (agrupamento de lojas), transferência de mercadorias e análise do ciclo de vida dos produtos, que pode ser médio, curto e longo e mudar a cada semana. O emanager também propõe remarcações por período e percentual.

“Quanto mais se acerta na compra, menor a necessidade de remarcar preços e transferir produtos, o que é um mal necessário, mas, via de regra, é transferir problemas de uma loja para outra e pagar frete”, explica Igor.

Segundo ele, a ferramenta indica também informações que ajudam o comprador ou a equipe de compras a comprar melhor. O primeiro indicativo são os produtos e as cores que giram bem na loja, além de outros produtos e números. Também indica os 10, 20, 50 e 100 produtos que mais vendem por cor, produtos campeões de vendas em reais e produtos com maior remarcação. “Isso indica quanto comprar de cada modelo, em finidade com a verba disponível. Ajuda a diminuir a variedade com base em informações reais, não apenas em feeling”, explica Igor Paparoto.

Outra informação importante da ferramenta é a GMROI, ou seja, a margem de contribuição de cada produto. Mostra os dez produtos que melhor atendem a esse critério, inclusive os que giram pouco, mas têm margem de contribuição boa, o que indica que o comprador pode apostar neles.

Da mesma forma, o emanager indica o potencial de sucesso em caso de transferência de um produto, o que ajuda o gestor a decidir se ela é válida ou não. Muitas vezes, transferir um produto da loja onde não está vendendo e levá-lo para outra pode ser uma decisão acertada.

A ferramenta dispõe ainda de facilidades como a auditoria operacional, que mostra as transferências feitas em percentual em relação a igual período do ano ou semestre anterior e os benefícios obtidos. Em relação a cancelamentos de pedidos, por exemplo, indica o percentual executado do que total que deveria ou deve ser feito, bem como os benefícios na semana anterior e na atual.
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