por Eduardo Shinyashiki*

Já parou para pensar que a atual crise, da qual tanto se fala, vai além da questão financeira, da corrupção e do caos econômico que muitos estão vivenciando? Ela envolve, nitidamente, falta de liderança e de espírito cooperativo. E não falo da liderança habitual praticada por gestores ou chefes, mas daquela que envolve quase todas as esferas sociais e que é um estado de consciência, uma atitude.

Muitas pessoas e empresas ainda mantêm a mesma posição de antigamente, em que os sistemas de liderança corporativa eram vistos como caminhos a serem percorridos de forma solitária, e que o segredo para alcançar o sucesso estava em uma postura mais individualista. Isso dificulta o crescimento de todos, inclusive dos que acreditam nessa forma retrógrada de liderar.

O cenário atual requer pessoas capazes de oferecer a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro dos ambientes em que estão inseridos. Ao assumir essa postura, cada um faz muito mais do que simplesmente comandar algo: convida a todos que estão ao seu redor para crescerem juntos. Com isso, as soluções são compartilhadas, baseadas no cooperativismo e ainda somam forças para conquistar excelentes resultados.

A partir do momento em que compreendermos que a solução não virá de uma única liderança, mas, sim, de muitas, podemos passar a liderar a própria vida, empresa, profissão e, então, nos unir em prol de algo muito maior. Tenha em mente que, mais do que ter um time forte e unido, é necessário estabelecer parcerias com outros times fortes e unidos, já que o cenário de crise não é exclusivo de um ou dois porém de todos. Caso ele seja compartilhado, pode se transformar em múltiplos cenários de oportunidades.

Isso só será possível, no entanto, se cada pessoa souber liderar a si mesma, com disposição e sabedoria para aceitar o seu próprio brilho, e entender sua unicidade dentro do todo. Mais do que nunca, é fundamental fortalecer a autoestima, autoconfiança, autoeficácia e autoconhecimento para que o valor pessoal, as habilidades, potencialidades, capacidades e a consciência sejam reforçados. É preciso muita determinação, perseverança, compaixão, empatia, tolerância e humildade para que possamos nos desenvolver enquanto grupo.

A diferença de um grande líder não está na capacidade de gerir, organizar e guiar um grupo, está na criação de contexto, na capacidade de se colocar no lugar do outro, de ousar e compartilhar novas soluções para os problemas de sempre. Grandes líderes são aptos a gerenciar as próprias competências socioemocionais e também as de todos que estão ao seu redor.

Lidere primeiramente a sua história, vá além dos limites, olhe para onde todos estão olhando e procure enxergar o que ninguém viu. Imagine o futuro e compreenda que, ao contar com o outro e permitir que ele conte com você, o caminho entre o sonho e a realidade fica bem mais próximo!

Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, conferencista nacional e internacional e especialista em Desenvolvimento das Competências de Liderança aplicadas à Administração e Educação. Mestre em neuropsicologia, Eduardo é presidente do Instituto Eduardo Shinyashiki e também escritor e autor de importantes livros como “Transforme seus Sonhos em Vida”, sua publicação mais recente. www.edushin.com.br.
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