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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Não compre no comércio informal

por Paulo Kruse*

As expectativas para a retomada econômica do Brasil seguem um pouco desanimadoras e isto afeta diretamente as vendas do varejo. De qualquer forma, o setor sinaliza pontuais avanços e possíveis contratações, especialmente em Porto Alegre. Para a época de Natal a estimativa é que cerca de duas mil lojas abram vagas temporárias na Capital. Entretanto, um ponto em especial continua sendo um grande empecilho ao desenvolvimento do empreendedorismo: o comércio informal.

Paulo Kruse
As negociações ilegais entre vendedores ambulantes vão muito além do que o facilmente perceptível a partir da baixa qualidade dos produtos. Esses itens não possuem garantia e, por óbvio, tem uma durabilidade muito inferior. Além disso, quando se compra um produto ilegal, o governo deixa de arrecadar tributos que poderiam ser utilizados para promover políticas públicas de diversas áreas da sociedade, como segurança, saúde, educação e infraestrutura urbana.

Todos os contribuintes precisam ter em mente que adquirir um produto ilegal é crime. É também extremamente injusto com os comerciantes legalizados, já que eles geram oportunidades de trabalho e movimentam a economia o ano inteiro, pagando impostos que ajudam a sustentar uma cidade com serviços básicos para assistir à população.

O comércio informal fatalmente também causa um abuso do trabalho, isto é, pessoas são exploradas e expostas a condições subumanas para produzir de uma forma mais barata e rápida. Nesta cadeia, os produtos são por vezes colocados lado a lado a outros sem procedência. O PopCenter - o nosso Centro Popular de Compras -, tirou das ruas os comerciantes ilegais e agora, passados alguns anos, a pouca fiscalização legitimou a volta dessas pessoas às ruas.

Neste período do ano o comércio é amplificado e, por isso, as pessoas também gastam mais dinheiro. É, no entanto, uma época em que os comerciantes ilegais se aproveitam do momento para vender produtos piratas. Dessa forma, é necessário que órgãos públicos se responsabilizem por inibir essa atuação e que as pessoas se conscientizem que comprar produtos ilegais pode ter uma responsabilidade pela falta de investimentos posteriores em outros setores.

Paulo Kruse é presidente do Sindilojas Porto Alegre

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