Medida contribuirá para queda dos juros abusivos que atualmente são cobradas e ajudará consumidor no controle financeiro, diminuindo a inadimplência

A medida que limita a 30 dias o uso do rotativo do cartão de crédito, anunciada ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) foi bem recebida pelo movimento lojista da capital mineira. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Bruno Falci, a medida, além de reduzir a taxa de juros do crédito, contribuirá para que o consumidor tenha maior controle das suas finanças. “Os juros do rotativo do cartão de crédito são abusivos, chegando a ultrapassar os 400% ao ano. O consumidor que faz a opção pelo pagamento mínimo da fatura, que é de 15%, dificilmente conseguirá quitar a dívida com as administradoras”, disse. “Com o prazo de permanência do consumidor fixado no crédito rotativo e a possibilidade de parcelamento da fatura, ele terá maior controle financeiro e comprometerá menos da sua renda mensal”, completou.


Pesquisa da CDL/BH realizada em março de 2016 com consumidores da capital mineira apontou que o cartão de crédito fica em segundo lugar no ranking dos itens que mais consomem o restante da renda da família, após o pagamento das contas principais como água, luz e telefone. “Ele só perde para o consumo de itens de alimentação e do gás”, explicou Falci. A pesquisa também apontou que a renda dos consumidores belo-horizontinos está mais comprometida com cartão de crédito (R$ 611), principalmente para consumidores com menor poder aquisitivo. Para o presidente da CDL/BH, este é um resultado alarmante, pois o cartão de crédito é dos vilões que leva ao endividamento.
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