Ah, o Carvanal!

Tempo de folia, de festejar, ou ainda para muitos, o verdadeiro início do ano.

Muita gente ainda acredita que o país só funciona depois do Carnaval, e que o tempo que passamos do Réveillon até aqui, foi somente “um esquenta”, como dizem os apaixonados por uma boa festa.

Mas se é um período de folia ou descanso para alguns, é o clímax de um trabalho de um ano todo, pela maneira como é encarado pela indústria do samba, que começa a pensar e trabalhar no próximo carnaval assim que acaba a festa do ano anterior, já pensando em garantir as melhores notas e a alegria da galera para a próxima festa. Um trabalho que mobiliza milhares de pessoas e que concorre em um mercado tão competitivo quanto qualquer outro: Há uma competição de mercado cada vez mais acirrada, uma busca pela inovação contínua em busca de um diferencial de mercado, e também pela perfeição e qualidade, onde o verdadeiro ISO é ter uma bateria “nota 10”, assim como a busca frenética pelos melhores talentos do mercado, como um bom puxador ou uma majestosa madrinha.

Para alguns, é também um período de oportunidades.

Músicos, não importa mais se estamos falando apenas de samba, ou de qualquer outro ritmo hoje popular, como o funk ou o sertanejo, disputam literalmente “no gogó” quem terá a “música do Carnaval”, e com isso, garantir mais agendas, shows e faturamento. Se bandas e cantores conhecidos têm a questão como um ponto de “sobrevivência” dentro de um mercado cada vez mais complexo, há sempre os sonhos dos novatos que vêm a data como o trampolim ideal para um salto na carreira.

Há também aqueles que aproveitam as grandes aglomerações formadas pela data, como os blocos de rua ou os trios elétricos, para conquistarem um rendimento extra para o orçamento familiar. Carregando isopores com cervejas, águas, sanduíches e todo o tipo de combustível para deixar os foliões cheios de energia e alegria, os ambulantes por vezes são pessoas que já possuem atividades similares em locais como praias ou cidades turísticas mais populares, como também são pessoas que possuem outras atividades, mas que com a folga proporcionada pelo período, aceitam sacrificar o lazer e descanso recebidos pela oportunidade de um incremento na renda, por vezes até maior do que o próprio salário.

Em um país com uma taxa de desemprego alta como nos dias de hoje, essa “oportunidade” pode ser o principal rendimento do mês, talvez o único.

Mas nem só de rua vive o Carnaval. Com cidades turísticas lotadas, e com um verão que está trazendo temperaturas altas acima da média, é certo que o movimento em locais de compras, como os shoppings centers, tende a crescer. Para muitos, um refúgio ou uma folga sob o ar-condicionado.

É o momento para lojistas inclusive conquistarem novos consumidores. Com a invasão de clientes oriundos de outras localidades, há a oportunidade não somente de vender para um novo cliente, como também entender se você está caindo na preferência de um público de um local o qual você ainda não atende. Quem sabe uma demanda para uma expansão ou uma franquia de seu negócio?

E não podemos esquecer daqueles onde o trabalho é exigido em maior intensidade em datas como essas. Médicos, bombeiros, policiais, e até mesmo as equipes de limpeza precisam garantir a saúde e segurança dos turistas e foliões, bem como deixar tudo em ordem durante e principalmente após as festas.

Carnaval é uma grande data para o país, mas nem somente de folia vive o Carvanal. Parabéns a todos aqueles que trabalham intensamente nessa data.



Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo | @falandodevarejo
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