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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O varejo se rende à tecnologia. E isso é muito bom

por Charles Betito Filho*

Você está em casa à noite e, de repente, bate aquela fome que requer solução prática e rápida. Logo a imagem de uma bela pizza vem à mente. Sem pensar duas vezes contato a minha pizzaria predileta pelo Facebook Messenger, uma novidade, até então. Disse apenas que queria pedir pizza e em menos de dois minutos já tinha escolhido o sabor, acompanhamentos, passado meu endereço e definido, até mesmo, a forma de pagamento. Desta vez, não deixo os parabéns somente para o pizzaiolo, pois o robô que me atendeu também mereceu. Isso mesmo, o robô! E não se trata de uma cena da série Black Mirror. Estamos falando de chatbot, inovação tecnológica que está revolucionando o varejo e o modo como empresas se comunicam com seus consumidores.

Os chatbots nada mais são do que plataformas de inteligência artificial que mantém de forma convincente, conversa entre um robô e um humano. Eles permitem diálogo natural, não exigem instalação de aplicativos (cada vez menos baixados pelas pessoas em todo mundo), são experts em qualquer assunto e falam com inúmeros clientes ao mesmo tempo, entre outras vantagens. E o melhor, esse tipo de ferramenta está onde o consumidor está, nos aplicativos de conversação ou nas redes sociais como o Facebook, que, no ano passado, anunciou seu próprio assistente virtual.

As empresas estão cada vez mais atentas aos avanços tecnológicos e dispostas a investirem em processos que as ajudarão a atenderem as demandas de uma base de consumidores cada vez mais digital. A boa notícia é que existem plataformas com custos para todos os tipos e portes de empresas.

Valerá cada vez mais a pena usar inteligência artificial e chatbots em transações comerciais. Darei algumas razões para isso:

- Facilidade e conveniência: usarei como exemplo o delivery de comida. Ele funciona com o usuário acessando loja virtual. Na sequência, ele baixa o app, faz o cadastro, valida por e-mail, conecta com o Facebook, acha o restaurante, usa o menu e, ufa, faz o pedido. O chatbot simplifica o processo, exigindo apenas a abertura do app de mensagens, busca do restaurante favorito e realização do pedido. Voilá, bom apetit!

- Integração: a empresa consegue integrar o chatbot ao SAC totalmente. Após o primeiro contato, todos os dados do cliente já estarão registrados no sistema. Dessa forma, em uma próxima ocasião, o consumidor será identificado pelo robô, evitando ter que passar milhares de dados.

- Auto aperfeiçoamento: com o uso de sistemas, conseguimos identificar e reproduzir padrões de comportamento de seres humanos. Podemos ir além, pois a máquina consegue corrigir falhas e se auto-programar para lidar com esses protótipos, sem que haja a necessidade de ter uma pessoa para interferir.

- Baixo custo e fácil implementação: existem ferramentas de chatbots prontas para serem usadas por milhares de empresas. Elas são customizáveis, e não exigem que a empresa contrate sua elaboração do zero, baixando muito o seu custo.

O mundo muda muito rápido e as inovações tecnológicas surgem a cada momento, mas uma coisa é certa, os chatbots vieram para ficar e dominarão o relacionamento entre empresas e consumidores. Não fique para trás.

* Charles Betito Filho é COO da Hive Marketing Technology.

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