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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Shopping centers ignoram Carnaval e perdem oportunidade de aumentar vendas

Pesquisa Orange Paper, do GS Group, mostra que de 192 centros de compras no País, somente 42 utilizaram o Carnaval para atrair clientes; a maioria optou por campanhas de relacionamento.

Somente um em cada três shopping centers brasileiros está fazendo ação de Carnaval para atrair clientes enquanto a maioria deixou passar em branco uma data nacional importante, entre as duas mais aguardadas pelo varejo - Natal e Dia das Mães. De acordo com a pesquisa Orange Paper, realizada pela Célula de Inteligência de Mercado do GS Group, de 22% dos centros de compras que criaram ações para o Carnaval praticamente todos (91%) oferecem aos seus clientes atividades focadas no entretenimento e no relacionamento, sem precisar consumir para participar. A pesquisa Orange Paper avaliou 192 shoppings em todo o Brasil.


Os dados colhidos pelo Orange Paper apontam que o Carnaval não é uma data estratégica para os shopping centers brasileiros, já que a maior parte está deixando de fazer qualquer tipo de ação. Para o Diretor de Inteligência do GS Group, Fernando Gibotti, os shoppings estão equivocados, pois as análises de tendência indicam que o segmento caminha para se transformar em centros de entretenimento e compras. “O Carnaval é a principal data do calendário, cujo o entretenimento está na sua essência. Ao decidir não investir no Carnaval, o shopping mostra que está desalinhado com seu próprio futuro”, afirma o executivo.

Sem campanhas de Carnaval, os shopping centers deverão ficar 60 dias sem eventos nacionais como atrativos para chamar o consumidor às compras. A próxima data relevante será o Dia das Mães; a Páscoa só tem apelo para algumas lojas. “O varejo deve aproveitar todas as oportunidades para aumentar vendas, mas os shopping centers estão ignorando o potencial do Carnaval”, diz Gibotti.

Para o diretor do GS Group, as equipes de marketing dos centros de compras podem ser mais criativas para atrair o público com o objetivo de aumentar vendas. Nos últimos dois anos, por exemplo, cresceram ações nas áreas de estacionamentos dos shoppings, como festivais encabeçados por food trucks. “Por que não fazer algo similar, com blocos de carnaval no estacionamento, uma área limpa e segura para o consumidor se divertir?”, questiona Gibotti.

Público-alvo
Uma parcela significativa de ações para o Carnaval está focando nas crianças. Segundo o Orange Paper, 24% dos shoppings que realizam ações de Carnaval criaram programações para o público infantil. Gibotti afirma que este pode ser outro erro cometido pelos centros de compras, já que a data é propícia para o consumo de outra faixa de público. “O Carnaval atrai compradores de artigos ligados à beleza e à aparência e nesta época do ano quem mais busca esses itens são jovens solteiros, que necessitam comprar roupa, perfume e outros artigos para a festa de Carnaval”, finaliza.

Sobre o GS Group, especializado na Ciência do Consumo
Empresa de tecnologias e metodologias que permitem o entendimento do shopper e do consumo para a elaboração de estratégias de aumento de lucratividade para o varejo e a indústria.

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