ULTIMOS POSTS

quinta-feira, 2 de março de 2017

Treinamento de equipe

por Caroline Gargantini*

Na hora de oferecer um novo treinamento para a equipe podemos dividir os colaboradores em grupos e oferecer diversas capacitações. As mais relevantes para uma empresa que vende e/ou produz alimentos aos olhos dos consumidores são: a segurança e a qualidade dos produtos servidos e a hospitalidade da brigada de garçons.

Dentro da cozinha, há vários temas que podem ser abordados, podemos citar: contaminação cruzada, POP´s (Procedimentos Operacionais Padronizados), higiene do colaborador, lavagens correta de mãos, dentre outros. A brigada de garçons precisa ter capacitações sobre os pratos do estabelecimento, vendas, motivação, higiene do colaborador, regras de etiqueta, são alguns dos principais.


Caroline Gargantini
No entanto, antes de qualquer coisa, observe a equipe a ser treinada para que a capacitação supra suas necessidades. O primeiro ponto é saber o que a equipe sabe e faz e a partir daí personalizar uma solução assertiva.

Não esqueça: uma capacitação precisa ser extremamente assertiva, ou haverá perda de produtividade e de tempo dos colaboradores. Um profissional capacitado fará um excelente diagnóstico e preparará materiais e técnicas adequadas para atender aquele público. O tema abordado dependerá da maturidade dos colaboradores e da empresa frente aos problemas encontrados.

Outro ponto interessante é a oferta de material impresso e de certificado para cada colaborador participante. Assim não haverá "desculpas" para confundir o certo e o errado. É obrigatório que algumas placas sejam fixadas na cozinha, como por exemplo, instruções para lavagem correta das mãos. Então uma das técnicas é a consultora demonstrar como lavar corretamente as mãos, fazer junto com os colaboradores, depois observar-los e corrigir possíveis erros e por último colar num lugar visível (na área de lavagens de mãos) as instruções de forma didática e com desenhos. Assim o conteúdo passado, tem grandes chances de não ser esquecido.

Dúvida constante. Pensando numa equipe de restaurante, onde sabidamente há uma grande rotatividade de pessoal, é melhor fazer um treinamento longo, ou diluir o treinamento em vários já pensando nessa possibilidade de amanhã ou depois a equipe a ser treinada ser outra? Um treinamento longo demanda muito tempo. O melhor a fazer é diluir esse treinamento em várias etapas, utilizando técnicas que prendam a atenção dos participantes e se ocorrer turnover, recomeçar da forma correta, ou seja, antes de entrar no trabalho efetivamente, o colaborador deve passar pelas capacitações e só depois desempenhar seu papel na empresa.

É ideal que as equipes de colaboradores de cada treinamento sejam equilibradas em todos os níveis possíveis. Claro que existem diferenças, mas é preciso que haja um linear e que todos estejam dentro dele. Se não, a comunicação fica deficiente e a mensagem não será transmitida da forma correta. Uma capacitação precisa ter um objetivo, logo, é mais produtivo separar os níveis profissionais e focar em atingir a meta planejada.

Todos precisam ser capacitados. O ideal é fazer capacitações diferentes com métodos, técnicas e linguagem para cada tipo de público. Normalmente os líderes, por exemplo, são multiplicadores e podem supervisionar e corrigir alguns erros. Mas para que isso possa acontecer, essa capacitação precisa ser diferenciada dos demais membros da equipe.

O treinamento está cansativo, estou perdendo a equipe, os participantes começam a bocejar....o que fazer? O diagnóstico feito com precisão anteriormente, te dará elementos para formatar a melhor técnica de capacitação para que a sua mensagem seja transmitida sem ruídos. É sabido que algumas técnicas são bem aceitas por todos, como por exemplo, teatro ou músicas. Essas técnicas requerem a participação efetiva do colaborador, evitando desinteresses, sono etc.

O gestor deve, de alguma maneira, participar do treinamento. Afinal, ele é o comandante desse "navio", precisa saber o que esta acontecendo. O ideal é que ele esteja presente e participe ativamente, com comentários, sugestões, fazendo os exercícios propostos. Assim ele saberá o que cobrar de seus colaboradores.

Mesmo que a equipe não mude é necessário fazer alguma reciclagem do treinamento, pois a equipe ou algumas pessoas podem estar viciadas em alguns erros e isso pode gerar prejuízos ou prejudicar o andamento da empresa.

Capacitar colaboradores gera um serviço melhor e mais produtivo, logo mais rentável.

*Caroline Gargantini é consultora para empresas de alimentação - graduada em Nutrição pela Universidade São Judas Tadeu/SP e com MBA’s em Gestão Empresarial e Marketing pela Universidade Paulista – UNIP. Pós-graduada em Gestão da Qualidade e Controle higiênico-sanitário pelo Instituto Racine. Fez cursos de Marketing e Gestão de Pessoas na Fundação Getúlio Vargas – FGV. É sócio-diretora da Conceito Equilíbrio onde atua com Marketing Experimental e na abertura e reestruturação de negócios na área de alimentação e otimização dos resultados ocupacionais. Também atua na área comercial e coordena projetos.

Compartilhe nas redes sociais:
 
Copyright © 2008-2017 Falando de Varejo.