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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Instituições financeiras consideram construir uma infraestrutura de operações com o bitcoin

CARDS PAYMENT & IDENTIFICATION 2017, entre 23 e 25 de maio no Transamérica Expo Center, discutirá a coexistência da nova moeda global no mercado financeiro tradicional

Atentas ao movimento que o bitcoin provoca como forma de pagamento ou mesmo investimento, as principais instituições financeiras começam a testar formas de negociar a moeda digital. A iniciativa se justifica pela influência que os meios digitais de pagamento assumiram no universo das finanças. Além disso, ao assumir a nova realidade, modernizam seus métodos. Como esse processo sempre esteve vinculado a grandes investimentos em infraestrutura tecnológica, a simplicidade dos meios digitais de pagamento via web representam redução de custos.


Um novo mercado se formou globalmente, há dois anos aproximadamente, com o surgimento da tecnologia que move o bitcoin, a blockchain. A cotação do bitcoin hoje, por exemplo, ultrapassa os R$ 3.570,00 – superou a do ouro pela primeira vez na história, de acordo com notícias divulgadas na semana passada. Por isso, as empresas de intermediação de compra e venda de moedas digitais começaram a chamar a atenção dos bancos pelo volume de transações efetivadas.

Não foi à toa que, em 2015 foi criado o Digital Currency Group, nos Estados Unidos, para gerenciar ativos de moedas digitais de 57 empresas de bitcoin. A intenção dos investidores é ser uma empresa listada em bolsa. Entre eles estão, Bain Capital Ventures, CIBC, CME Ventures, FirstMark Capital, MasterCard, New York Life, Novel TMT, Oak HC/FT, RRE Ventures, Solon Mack Capital e Transamerica Ventures.

A 22ª edição da feira CARDS PAYMENT & IDENTIFICATION 2017, promovida pela Informa Exhibitions de 23 a 25 de maio no Transamérica Expo Center, em São Paulo (SP), discutirá temas como esse em seu congresso.

Polêmicas como o modelo baseado no blockchain não depender da mediação das instituições financeiras estarão em pauta entre os participantes do evento. No Brasil, os bancos não estão desatentos. O Bradesco e o Itaú foram os primeiros a integrar um consórcio de 43 instituições financeiras do mundo, que tem a finalidade de gerar padrões para uso comum de meios com base no blockchain.

De acordo com reportagem publicada no segundo semestre de 2016 no jornal Valor Econômico, o Bradesco anunciou testes de operações com o bitcoin por avaliar que o mercado é seguro e substancial. Investiu em uma carteira digital para pagamentos e transferências de dinheiro por meio do smartphone, criada pela startup eWally.

O Banco Central também está atento. Criou no ano passado um grupo de trabalho para estudar as operações em torno de blockchain, fintechs e moedas digitais. Nesse caso, a preocupação está mais voltada à legalização no país das transações efetivadas pelas fintechs, bancos, companhias de crédito e intermediadoras de pagamentos. Afinal, a tecnologia não tem fronteiras e o volume transacionado não é desprezível. Projeções da consultoria McKinsey publicadas na imprensa dão conta de que os serviços financeiros gerados pelas fintechs e o bitcoin podem fazer circular US$ 152 bilhões na economia brasileira até 2025.

Junte-se a isso o volume movimentado pelo e-commerce, uma das modalidades de negócios que podem considerar a possibilidade de efetivar pagamentos em bitcoins, sem a interferência de bancos. O faturamento do comércio eletrônico no Brasil em 2016 foi de R$ 44,6 bilhões, segundo dados do relatório Webshoppers, realizado pela consultoria especializada Ebit. Para este ano, a estimativa é de alta de 10% a 15%.

Na questão regulatória para transações em moedas digitais, o Japão é pioneiro. Em 07 de março agências de notícias internacionais anunciaram que o país aprovou medida classificando o bitcoin como uma mercadoria. Replicada no Brasil em portais com G1 e Exame.com, a nota explica que o Japão reconhece o bitcoin como mercadoria assim como metais preciosos e, portanto, sujeito a impostos. É a primeira iniciativa oficial de monitoramento de negócios em moeda digital.

Paralelamente à exposição, a CARDS promoverá o Congresso, o V Seminário Nacional de Certificação Digital, o Fórum e-Commerce e o Fórum Varejo. O primeiro deles reunirá os players do setor de pagamento para que possam debater sobre os modelos de negócios praticados, cases de sucesso e tendências para o setor.

As inscrições já estão abertas no site do evento. A visita à exposição é gratuita. A participação nos Fóruns também é gratuita, mas precisa de uma pré-inscrição. O acesso ao Congresso é pago e reservado aos congressistas que adquirirem seu ingresso.

Sobre a Informa Exhibitions

A Informa Exhibitions acredita que eventos são plataformas de conhecimento e de relacionamento, que auxiliam a impulsionar a economia brasileira. A empresa é filial do Informa Group, maior organizador de eventos, conferências e treinamentos do mundo, com capital aberto e papéis negociados na bolsa de Londres. Dentre os eventos realizados pela Informa Exhibitions no Brasil estão: Agrishow, Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, ForMóbile, FutureCom, ABF Franchising Expo, SerigrafiaSign e Feimec, num total de 24 feiras setoriais. A Informa Exhibitions possui escritórios em São Paulo (sede) e Curitiba, com cerca de 200 profissionais. Nos últimos quatro anos, a empresa investiu cerca de R$ 400 milhões no Brasil em aquisições de eventos e marcas, o que levou a decisão estratégica de alterar o nome da empresa no Brasil de BTS Informa para Informa Exhibitions. Para mais informações, acesse: www.informaexhibitions.com.br.

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