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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Vendas no Dia dos Namorados caem -9,61%, a quarta retração seguida, apontam SPC Brasil e CNDL

Movimento do comércio para a data vem desacelerando desde 2011, mas resultado de 2017 mostra uma queda menos intensa do que em 2016

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que as vendas parceladas no Dia dos Namorados deste ano caíram -9,61% na comparação com o mesmo período do ano passado. Desde 2011 o ritmo do comércio para a data vem desacelerando, sendo que nos últimos quatro anos as vendas registram resultado negativo. Em ano anteriores, as variações foram de -15,23% (2016), -7,82% (2015), -8,63% (2014), +7,72% (2013), +9,08% (2012), +10,80% (2011) e +7,23% (2010).



Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o resultado demonstra que a aguardada recuperação das vendas no varejo deverá ser, novamente, adiada. “Embora os juros estejam diminuindo e a inflação em patamar abaixo da meta, o comércio só deverá sentir os efeitos positivos do fim da recessão quando a recuperação econômica se refletir em aumento da renda e da empregabilidade, fato que ainda não aconteceu”, pondera a economista.

Queda em 2017 é menos intensa e sugere proximidade do fim do aprofundamento da recessão

Na avaliação dos especialistas do SPC Brasil e da CNDL, ainda que o resultado seja negativo e venha de uma sequência de quatro anos seguidos de retração, a queda para a data em 2017 foi menos intensa do que no ano passado, o que pode indicar um rumo menos pessimista para o varejo nas próximas datas comemorativas.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o comprometimento da renda e a menor oferta de crédito forçou o brasileiro a comprar presentes à vista. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista”, explica. Uma pesquisa do SPC Brasil e da CNDL já apontava que o pagamento em dinheiro seria utilizado por 69% dos compradores, com ticket médio de R$ 124,00. Roupas (30%), perfumes e cosméticos (18%), calçados (11%), acessórios como cinto, óculos e bolsas (9%), flores (7%), chocolates (5%), jantares (4%) e smartphones (3%) lideraram a lista de presentes mais procurados.

Metodologia

O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) entre os dias 5 e 11 de junho deste ano.

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