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    A sazonalidade definitivamente mudou

    Estamos nos aproximando da Black Friday e resolvi estudar a fundo a mudança do comportamento do consumidor para a decisão de compra. Estou no comércio varejista há mais de 25 anos, dono de loja física, e-commerce e agora diretor de um dos mais brilhantes varejos do Brasil. Me lembro que o "Dia D" do setor sempre foi o Natal e, desde outubro, os preparativos, planejamentos e negociações ficavam por conta dos dias 22 a 24 de dezembro.


    Desde a Black Friday as coisas mudaram um pouco ano passado. Foram quase R$2 bi de faturamento, ou seja, 13x a mais que um dia de vendas normal no varejo on-line no Brasil. E aí você diz: agora a Black Friday é o novo Natal do varejo? E a minha resposta surpreendente é: não. Analisando o comportamento do setor no mundo, me deparei com estes números abaixo, que me assustaram ainda mais.

    A Amazon por exemplo, conseguiu fazer o Prime Day ser tão relevante quanto a Black Friday nos Estados Unidos e vem crescendo a deltas assustadores. Já o Alibaba, com números sempre estarrecedores, representa 5x o resultado da Black Friday sozinho. O jogo não está definido e os campeões ainda estão em plena partida.

    A dúvida é se haverá "winner takes all" ou se o movimento de massa em datas festivas ou já consolidadas ganhará a força para democratizar os resultados para diversos varejistas, construindo números mais sólidos no decorrer do tempo. Agora só o futuro dirá...

    por Carlos Alves, diretor de marketplace da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm) e do Magazine Luiza