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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Uma avaliação da Expo da NRF 2018: Mais consistência, menos novidade.

Com três dias intensos de conteúdo e informação, não é só de palestras que vive a NRF. Ocupando a maior parte da NRF, está a Expo, a feira de soluções e tecnologias da feira, que reúne empresas de todos os portes, de startups aos grandes players globais de tecnologia, e que nesse ano, mesmo um pouco menor, reuniu mais de 600 expositores em três pavimentos.]

Houve uma menor aposta em novas tecnologias. Particularmente eu esperava que os dois assuntos de maior destaque nessa edição seriam a Inteligência Artificial e a Realidade Mista, uma união da realidade virtual com a realidade aumentada.


Não que o assunto não estivesse presente de alguma forma. Houve algumas boas apostas sobre realidade aumentada, usada para trazer mais informações sobre produtos ao se escanear produtos, tanto para o consumidor, avisando sobre ingredientes e ofertas, como apresentado pela Wipro, quanto para a operação, avisando sobre estoques e variação de preços, como apresentado pela Zebra, porém nada que fosse inovador ou ainda não visto de alguma maneira em notícias e sites especializados durante 2017.

Infelizmente a inteligência artificial e o Deep Learning parece ainda estar nas mãos de líderes como IBM e Microsoft, que apresentaram visões e aplicações distintas sobre o assunto. Infelizmente, não foi um ano que vimos o AI e o Deep Learning sendo aplicada por todos de forma massiva e mais democrática.

A aposta ainda está no Analytics. Nada parece fazer sentido aplicado no ponto de venda, se de alguma maneira não for mensurado. Mensurar estoques, vendas, fluxo de clientes e retorno promocional é cada vez mais essencial. Uma lição ainda a ser aprendida pelo Brasil, que ainda caminha no assunto de forma tímida, e de forma restrita aos grandes players.

Uma surpresa esse ano foram as etiquetas digitais, que evoluíram em resolução e cores de forma a estarem muito próximas da realidade do papel impresso. Duas tecnologias chamaram a atenção, tanto por etiquetas que conectadas ao ERP e com simples toque, poderiam informar questões sobre estoque, validade e frentes (para o gerenciamento de categorias) do produto, quanto ao fato de poderem ser agora energizadas e até mesmo servirem como elemento para o self-checkout de algumas mercadorias. Basta aproximar o cartão da etiqueta e a compra é realizada.

Foi um ano que vimos que há mais apostas em desenvolver de forma mais consistente o que deu certo, do que apostar em novidades. Assuntos como beacons, que já foram protagonistas em outros anos, praticamente desapareceram da feira. O RFID mesmo sendo ainda uma aposta para a grande maioria das empresas, já se mostra de maneira mais sólida e sendo utilizado também para uma séria de experiências de compra, trazendo informações e promoções, sendo utilizados para ativarem telas e sensores especiais.

Carente de novidades no salão principal, foi no Innovation Lab, a parte da Expo voltada às novas ideias e startups que foram apresentadas novas tecnologias, porém, nada que de alguma maneira não tenha sido já vista novamente. Destaque para as empresas que apresentaram tecnologias de projeção, realidade aumentada, e uma curiosa startup que possibilitava a contratação de um serviço de “handwriting (escrita à mão) digital”, podendo até mesmo “digitalizar” sua caligrafia para ser utilizada em impressos e convites.

A aposta desse ano, no que está consistente e realmente faz sentido, mostra que o mercado está cada vez mais maduro, e buscando ao invés de novidade, resultado sobre os investimentos em tecnologia.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
Editor | Falandodevarejo.com

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