quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pró-Loja ou Pró-Cliente

Pró-Loja ou Pró-Cliente
Hoje eu deixo no ar uma questão para se pensar:

Suas ações no ponto de venda, são pró-loja ou pró-cliente ?

Vejo algumas vezes lojistas praticamente "escondendo" produtos atrás de grades, vidros, trancas, em função de roubo, ao passo que na maioria dos casos, a venda desses produtos quando expostos compensam se comparados à venda dos confinados, em relação aos produtos "perdidos", como os extraviados, ou roubados, por exemplo.

Mas nao é apenas em uma situação de roubo que existe esse questionamento. Mesmo na exposição simples dos produtos, lojistas se esquecem o tempo todo que o foco de exposição sempre deve ser o cliente, a maneira que ele compra, e como facilitar cada vez mais esse processo. Dentro deste contexto, se for possível trabalhar a otimização da operação, exibição e da reposição de produtos, excelente; mas nunca deve-se trabalhar da maneira contrária, ou seja: resolver primeiro a operação, para depois a exibição para o cliente.

Como voce pensa: Primeiro na loja, ou primeiro no cliente ?

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dúvida do leitor: Montando uma loja de construção

Bom dia Caio, tudo bem?

Estou montando uma casa de materiais para construção e quais os conselhos que você daria para um iniciante como eu?

Muito obrigado, até mais!
Edmar M. Rosa

 
Olá Edmar.

Primeiramente obrigado por participar do blog, enviando sua pergunta.

Segundo, parabens pela iniciativa de montar uma loja. Realmente, apesar da crise que estamos começando a enfrentar, onde algumas empresas do setor estão sofrendo devido à desvalorização na bolsa, do ponto de vista do consumidor, ainda é um mercado que está aquecido e que possui a tendência de se permanecer assim durante um bom tempo. Desde que nao haja restrição de crédito, ainda haverá grande consumo, pois o mercado de construção vem crescendo consideravelmente principalmente devido às construções de perfil popular, e este é um público que provavelmente irá levar tempo até sentir realmente a crise. Se indústrias e instituições financeiras se empanharem, nao haverá queda no consumo.

Eu escrevi um artigo que está aqui no blog, sobre como funciona uma loja de materiais de construção. Neste endereço: http://tinyurl.com/83s29rf


A primeira dica que lhe dou é que você deve procurar ser forte em pelo menos algum tipo de produto, ou fase de obra. Se voce tem a intenção de vender pisos e revestimentos, ofereça uma boa quantidade de marcas e modelos.

Principalmente quando falamos de produtos de acabamento, o consumidor nao quer correr riscos de comprar um produto que poderá se arrepender depois. Para isso, precisa ver a maior quantidade de opções possíveis, para que compre com certeza e segurança.

Eu particularmente acredito que a partir dos materiais de acabamento, é que voce consegue agregar uma maior margem, e com certeza, um maior lucro em suas vendas. Muita gente vende materiais básicos como pedra e areia de maneira muito forte, representando até mesmo mais de 50% do volume de venda. Entretanto, a maior parte do mercado é composta por pessoas que, infelizmente vendem esses produtos de maneira informal, muitas vezes sem nota. Se você está trabalhando da maneira correta, dificilmente competirá com esses lojistas.

O mais interessante é buscar um bom aspecto visual na loja. Lojas claras e principalmente com fartura de produtos atraem o consumidor. Nao se esqueça de ofertas na porta da loja, principalmente com produtos que sirvam como "iscas" para atrair os clientes. Como os clientes são variantes e buscam produtos somente na fase de obra que se encontram, busque sempre produtos de diferentes fases, exibindo por exemplo, tintas, cimento e um tipo de piso. Dessa forma, voce ja garante uma grande oferta para cada tipo de cliente que voce possui.

Ter um bom preço é sempre bom. Mas preço nao deve ser seu diferencial de mercado pois, do contrário, a cada vez que você tiver de enfrentar um novo concorrente, mais terá de apertar o cinto da margem de lucro. Pratique, negocie um bom preço, mas invista em boas marcas e bom sortimento de produtos. Procure agregar serviços.

Quanto à marcas, busque o equilibrio entre uma boa marca de mercado, uma marca mediana e uma marca de perfil popular, focada somente em preço. Assim voce cria uma boa linha de combate.

Outro fator importante e que sempre friso, é que sua marca é seu maior patrimônio. Nao importa o tamanho da loja que voce está montando, a loja sempre deve "nascer" com uma imagem forte. Capriche e invista em logotipos, comunicação visual, precificação e uniformização e o mais importante: Nunca se esqueça da qualidade do atendimento. Qualidade de atendimento nao é mais um diferencial, é essencial (Para compreender, leia o artigo sobre o "Discurso de Sam Walton", do Wal-mart, aqui no blog)
Para mais dicas para ter um ponto-de-venda realmente vendedor, acompanhe nosso MANUAL DE MERCHANDISING (Clique aqui)


Espero ter ajudado.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
Falando de Varejo
www.falandodevarejo.com.br
@falandodevarejo

Duvida do leitor: MIP´s, OTC´s, etc.

Duvida do leitor: MIP´s, OTC´s, etc.
Bom Dia.

Gostaria de esclarecer algumas dúvidas .
Você poderia me esclarecer qual a diferença entre medicamentos mips, otc, linha farma, similares e genéricos ?

Grata.

Pamela C. Carlos


Bom dia Pamela !

A "linha farma" compreende todos esses produtos. Na verdade, utilizamos a linguagem "canal farma", para designar todos os tipos de estabelecimentos farmacêuticos. Mips e OTC siginifcam a mesma coisa. "Linha farma", poderia ser utilizado por uma industria para designar uma linha de produtos comercializados nesse tipo de canal. Em português, Mips, são "Medicamentos Isentos de Prescrição", ou o equivalente em inglês OTC (Over the counter). Resumindo, são produtos que não se faz necessária a receita do médico para a compra.

Normalmente, esse tipo de produto possui a marca como um fator determinante de escolha, como uma Aspirina por exemplo, cuja a marca é mais fortemente conhecida do que o próprio medicamento, até porque para parte desses tipos de produtos é permitida a publicidade ou o incentivo de compra. É normal vermos banners, ou displays com esses tipos de medicamentos.

Produtos genéricos, como o próprio nome já diz, são produtos que sao comercializados principalmente por sua composição, nao precisando de nomes ou de marcas para a venda. Essa tática (da criação dos genéricos), fez com alguns medicamentos se tornassem mais acessíveis ao consumidor.

Do ponto de vista do merchandising e da exposição de mercadorias, o que se tem utilizado como tendência de mercado é a exposição preferencial de produtos destinados á higiene pessoal e estética. Hoje estes tem ocupado as melhores áreas de exposição da farmácia.

Uma vez que medicamentos que precisam de receita são produtos "destino" ao cliente, ou seja, ele já entra na farmácia com a intenção de adquirir aquele produto, indo diretamente ao balcão, visualmente falando, nao é necessário que estes produtos estejam à mostra, podendo em muitos casos, estar em lugares até mesmo no fundo da loja.

O que se prioriza hoje é a tentativa de se agregar e incentivar a compra de produtos por impulso aos clientes. Normalmente, produtos como shampoos, cremes, escovas, gel, além de produtos para emagrecer e aliviar o stress, tem sido preferencialmente expostos, em melhor localização, preferencialmente próximos da entrada ou do caixa da loja. Normalmente voce encontra os produtos para emagrecer próximos à uma balança (Se pesou e se achou gordinho ? Entao leve este produto !).

Recomendo a leitura de "Merchandising no canal farma", de Regina Blessa. Um excelente livro, que poderá ajudar e muito, se o interesse for voltado à exposição dos produtos em si.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

Dúvida do leitor: Como posso ter uma copia do material de merchandising do curso "Merchandising no varejo de construção" ?

Dúvida do leitor: Como posso ter uma copia do material de merchandising do curso "Merchandising no varejo de construção" ?
Olá, Caio!

Meu nome é Cristiane, moro em Fortaleza-CE.

Devido a distância, fico impossibilitada de participar do curso "Merchandising no Varejo de construção". Gostaria de saber se o material usado no mesmo (como slides e apostilas) se encontra a venda.
Esse é um assunto que me interessa bastante e ficarei muito feliz se você puder me ajudar.

Atenciosamente,
Cristiane



Olá Cristiane !

Primeiramente, obrigado pela mensagem.
Sempre que precisar, é so entrar em contato.
Quanto ao material do curso, nosso plano é que o manual seja publicado no formato de livro ainda no primeiro semestre de 2009, assim como um livro com o conteúdo do blog.
Assim que tiver uma novidade sobre o assunto, posto por aqui (no blog).

Existe alguma duvida na qual posso te ajudar nesse momento ? Fique à vontade para perguntar.

Um grande abraço e boas vendas !

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Outros blogs: Liquidação total e a falta de conhecimento

Resolvi colocar aqui um post do blog do Edson Zogbi - direto da Europa, muito interessante à todos. Segue abaixo:

"É uma pena. Toda vez que vejo uma loja ter este tipo de atitude percebo como falta conhecimento ao pequeno varejista. E isto acontece em qualquer lugar do planeta, não é exclusividade de nenhum país.
Pior ainda é dizer “tudo a € 20,00”, então vou mandar embrulhar a loja inteira e pagar só € 20,00, ok? Estudem, amigos, estudem!"
Um grande abraço à todos e boas vendas
Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Entrevista: Beth Furtado

O FALANDO DE VAREJO entrevista hoje Beth Furtado, autora do recém lançado "Desejos Contemporâneos", pela Gouvêa de Souza & MD.

Como o comportamento e o desejo dos consumidores podem impactar empresas, produtos, canais de distribuição, lojas e fornecedores? Como identificar os mais sinceros desejos dos consumidores?
Mais do que responder a essas perguntas, Desejos Contemporâneos, o novo livro de Beth Furtado, lançado pela Gouvêa de Souza e MD, pretende inspirar o leitor a criar inovação em seus negócios, por meio dos exemplos de empresas que anteciparam ou decodificaram movimentos. Desejos Contemporâneos não é um livro acadêmico, mas sim uma obra contemporânea, em que definitiva é somente a certeza de que o sucesso encontra-se onde está o desejo dos consumidores. Identificar esse desejo e conseguir atendê-lo é o grande desafio dos tempos modernos.
No livro, casos reais tornam-se valiosas experiências para profissionais das mais variadas especialidades, do desenvolvimento de produtos ao marketing, administração, economia, gestão, vendas, recursos humanos e empreendedores em geral. Em cada um dos capítulos, é tratado um desejo ou busca contemporânea que foi transformada pelas empresas em novos produtos, serviços, projetos, lojas ou conceitos.

Esses novos horizontes de consumo inseriram tendências, movimentos e atitudes que se integram à vida cotidiana de diferentes formas, de acordo com o perfil do consumidor e o local onde se encontram. Muitas vezes, esses movimentos são paradoxais, contraditórios ou, no mínimo, intrigantes. Desejos Contemporâneos apresenta esses novos vetores do comportamento humano, em uma leitura que estimula a inovação e o repensar dos negócios.

Falando de Varejo: Dos desejos citados no livro, qual o que você indicaria para um pequeno varejista hoje se atentar ? Em sua opinião, qual a maior tendência que você observa hoje como comportamento de consumo ?

Beth Furtado: Um desejo muito importante da atualidade é o de Originalidade. Vivemos tempos em que nada é feito para durar. Acabamos de comprar um celular e no dia seguinte passamos a desejar um modelo mais novo. A indústria da moda que era ancorada em 2 coleções anuais, passou a ter inúmeraspequenas coleções tematizadas por entender que o desejo tornou-se volátil e sob muitos aspectos volúvel. Quem entendeu este anseio antes da indústria foi o varejo. Mundialmente este conceito foi liderado por varejistas como a Zara já operando no Brasil e a sueca H&M. Entrar nestas lojas significa ver coisas novas a cada visita. Esta tendência não está restrita ao segmento de moda e em outros países já se disseminou inclusive em setores como o alimentar. Em muitos casos o varejista comercializa produtos sem o compromisso da continuidade, justamente por entender que o consumidor quer coisas novas continuamente. Como os tempos são efêmeros, não são só os produtos que tornaram-se temporários, mas os formatos de varejo. É mais do que uma tendência é um fenômeno. Aderiram às chamadas lojas temporárias, estes pdv’s com prazo de validade, desde empresas do segmento luxo, voltadas aos clientes do alto da pirâmide, até operadores que possuem seu diferencial em preço para as massas. Sempre tivemos no Brasil e no mundo as lojas sazonais, que funcionavam por alguns dias em cidades litorâneas ou em feiras, mas agora vemos até mesmo operações populares, como a Super Casa Bahia na época de natal. O segredo é ir até onde o consumidor está e levar um produto apenas como fez a Target nos Estados, Unidos, uma categoria masi inovadora ou a loja toda.

FV: Como é possível descobrir qual o desejo de meu cliente ? Quais ferramentas você indicaria para analisar o comportamento do consumidor, no sentido de antecipar seus desejos ?

Beth Furtado: É preciso estar atento às transformações da sociedade. Os sinais de mudanças não são óbvios e muitas vezes são muito sutis. Porém, eles sinalizam mudanças de costumes, interesses, hábitos de compra e preferências. Se uma empresa não monitora estes eventos, pode perder a oportunidade de evoluir sua loja ou de vender novos produtos, porque não identificou os desejos do consumidor. Além desta conexão com os consumidores e suas mudanças por meio de pesquisas, estudos, eventos dedicados ao tema e a famosa " barriga no balcão" é necessário também que as empresas monitorem e acompanhem setores diferentes do seu. Muitas vezes ocorrem movimentos interessantes em um setor que podem inspirar novos produtos, serviços ou formatos varejistas, em outro setor. Por exemplo, o auto-serviço começou nos anos 50 no setor alimentar e posteriormente foi incorporado em todo o varejo. Alguns foram mais rápidos em absorver esta mudança, como o setor de vestuário, outros demoraram mais como calçados, que ainda está absorvendo esta prática.Pode parecer estranho monitorar um setor diferente do seu, mas é importante é ressaltar que todos os setores estão vinculados pelo consumidor. No caso do auto-serviço ele aprendeu que poder tocar e experimentar vários produtos é interessante com o setor alimentar, e depois quis esta possibilidade, em outros setores.

FV: Falando de desejos e de realização de desejos, o que hoje se tornou indispensável para um varejista ? O atendimento, produtos, serviços, preços ?

Beth Furtado: Todas as facetas do negócio são indispensáveis. É necessário uma abordagem múltipla. A cada dia temos novos instrumentos, práticas e metodologias e temos que ter cabeça aberta para conhecê-los. Muito do que aprendemos no passado em relação ao comportamento de compra, não serve mais. São os desejos que definem o sucesso dos negócios. O varejo é um setor veloz sob muitos aspectos. Sempre esteve muito próximo dos consumidores, mas agora a velocidade de mudanças é muito maior e em alguns casos estamos sendo atropelados por elas. É necessário ter também profissionais que não estejam apenas focados na operação diária, porque ela consome e dificulta a visão dos horizontes. Estamos fazendo muito bem a tática do negócio e por causa dela, não temos tempo para a estratégica.


Beth Furtado é Diretora de Planejamento da QG Propaganda, agência pertencente ao Grupo Talent. Psicóloga com especialização em Administração de Empresas, atuou por 20 anos nas áreas de Marketing e Comunicação em empresas como Incepa S/A, O Boticário, Gouvêa de Souza & MD Consultoria e Grupo Talent. Especialista em marketing, varejo, comunicação, ponto de vendas e comportamento de compra. Autora dos livros “Singularidades no Varejo”, “Horizontes de Consumo” e “Desejos Contemporâneos”. Colunista do programa Comercial & Cia veiculado na BandNews FM. Indicada ao Prêmio Caboré 2.008 na categoria Profissional de Planejamento do ano.

Dúvida de leitores: Como o consumidor escolhe revestimentos cerâmicos ?

Dúvida de leitores: Como o consumidor escolhe revestimentos cerâmicos ?
Olá! Sou estudante de publicidade e propaganda em Santa Catarina. Estou fazendo um trabalho sobre marcas e empresas de revestimentos cerâmicos. Adorei seu blog mas não encontrei a resposta para minha dúvida.
Qual o fator determinante para a escolha das marcas para um arquiteto?
Baseado nisso, como é o retorno do consumidor final?
O que ele espera? (qualidade, preço, marca,etc.)

Espero que possa me ajudar.
Desde já, obrigado!
Emanuelle


Olá Emanuelle.
Agradeço a participação no blog "Falando de Varejo".

Quando falamos em revestimentos cerâmicos, entramos em uma fase de obras onde a preocupação com os acabamentos não obedece apenas à critérios técnicos como resistência e durabilidade, mas tambem o consumidor se preocupa com o aspecto "estético" do produto em si.

Quando falamos de revestimentos, o "gosto" do consumidor conta muito.
Em alguns casos, as marcas tem buscado gerar valor agregado, e por consequencia, a preferencia do consumidor, buscando produtos diferenciados dos demais, levando em consideração tendencias e modelos, muitas vezes oriundos do mercado externo.

Quanto mais alto o poder aquisitivo do consumidor, mais o valor agregado conta. E quanto mais valor agregado a industria consegue colocar em seu produto, maior o preço que ela consegue cobrar do consumidor. Em produtos de alto valor agregado, nao ha consideração pelo preço, e sim, pelo status de se adquirir este.

O consumidor em geral, muitas vezes inseguro no momento de compra, pois teme "errar" na escolha do produto certo (ja imaginou comprar um piso para a sala, que depois de colocado, nao lhe agrade ?), costuma a chegar na loja com algumas marcas na cabeça, como Gyotoku, Portobello, etc; sem ter a noção exata se o produto em si é bom, ou se a variedade de tipos e cores irá lhe servir. Por temer ser enganado por um vendedor ou coisa do tipo, apenas por desconhecer o que está comprando. Quanto mais decidido este entrar pela marca, mais dificil será convencê-lo de comprar um outro produto.

Na grande maioria dos casos, a escolha desse tipo de produto é feita na própria loja. Mais do que ações de marketing e merchandising, como banners e displays, acredito que existem duas peças importantes no ponto de venda para a marca em si. São elas:

1.) O show-room: Quando bem representado, com boas peças, e mostrando de maneira realista um ambiente, literalmente, "vendendo o sonho", consegue criar valor agregado ao produto, e por consequencia, facilitar a venda.

2.) O promotor de vendas: Mais importante do que os proprios vendedores da loja, por conhecer detalhamente todas as características do produto, consegue em muitos casos, "convencer" o consumidor de sua escolha. Treinamento, aparência e postura são essenciais e podem contribuir ou arruinar todo o trabalho de uma marca.

Muita gente acredita que as camadas populares so consomem produtos de valor baixo, mais baratos, o que é um grande engano. Dada as facilidades de compra hoje, com maior abertura de crédito, principalmente para este tipo de publico, cada vez mais esses tambem buscam por produtos melhores, de qualidade maior.

Existe uma cultura de que "pobre" só compra "barrão" ou cerâmica de fundo vermelho, ou seja um produto que é pejorativamente colocado como de baixa qualidade, e o que em muitos casos é uma inverdade.

Acredito que tudo tem finalidade, e que todos buscam o sonho. O tipo de produto nao está relacionado ao tipo de publico em si, mas cada vez mais ao uso e à importância que o consumidor dá à este. Quanto maior a relação entre custo x benefício, melhor as condições de venda.

E você leitor ? Existe alguma dúvida que voce nao encontrou resposta aqui no blog ? Envie sua pergunta, crítica ou sugestão para caio-camargo@uol.com.br, ou a publique aqui no blog !

Um grande abraço

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

Blogs: Vendedor do Futuro - Idéias e ferramentas para vender melhor

Você procura alguma idéia para motivar sua equipe, ou alguma dica para melhorar o desempenho dos mesmos ?
Como otimizar a venda em um varejo que a cada dia fica mais competitivo ?

Indico para você o blog do meu amigo Flávio Soares, o VENDEDOR DO FUTURO (http://vendedordofuturo.blogspot.com)

Flávio é consultor em implantação de programas de desenvolvimento de vendedores e gestores comerciais, e membro do SUCESSO EM VENDAS.


Um grande abraço à todos e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ninguém é insubstituível...


Ninguém é insubstituível
(Célia Spangher)

Sala de reunião de uma multinacional; o CEO nervoso fala com sua equipe de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: 'ninguém é insubstituível' .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E o Beethoven?
- Como ?
– o CEO encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível; e quem substitui o Beethoven?

Silêncio...

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal, as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont ? Monteiro Lobato?Faria Lima ? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?
Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem – ou seja – fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim, insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi, preguiçoso, Kennedy, egocêntrico, Elvis, paranóico.O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro.
Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se você ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande. E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos... Boa reflexão!


Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Como comprar gôndolas e equipamentos para uma loja

Isso funciona mais como um toque ao amigo varejista, que esta começando uma reforma em sua loja, ou que está iniciando um novo negócio, iniciando-se em varejo.

Um dos maiores problemas que encontramos com clientes é exatamente na hora de comprar equipamentos.

Tome cuidado com o projeto de graça, muitas vezes oferecido pelas empresas que fornecem este tipo de equipamentos.

A maioria dessas empresas de modo a facilitar e agilizar o trabalho junto à um novo cliente, no caso um lojista, oferece à este o projeto de layout de loja gratuito.

O cliente, muitas vezes só percebe o lado positivo da situação e esquece de ponderar quanto ao projeto.

O fabricante de gôndolas, ao fazer o layout, não está interessado em saber se você terá condições de abastecer a loja de produtos para preencher todo o equipamento comprado.

Não está interessado em criar uma loja confortável.

Infelizmente, alguns desses fabricantes estão interessados somente em colocar a maior quantidade possível de equipamentos em sua loja.

Enxergam a sua loja como em um jogo do tipo “Tetris”, ou como um quebra-cabeça: Quantas gôndolas consigo colocar nessa loja ?

Do lado de quem vende o equipamento, o ideal seria ponderar e procurar atender as reais necessidades do lojista. Nem sempre é necessário tanto equipamento, ou no caso, tantas gôndolas.

Do lado de quem é lojista, vale sempre a pena consultar um escritório ou uma empresa especializada. Ou ainda, analisar muito bem o trabalho antes de comprar. Uma vez que se trata de um serviço gratuito, pesquise muitas empresas antes de comprar.

Entretanto algumas dicas:

:: O fundo aramado das gôndolas, pode baratear, mas pode deixar sua loja com aspecto mais empobrecido. Se esta não é sua preocupação, pode ser uma boa saída.

:: A profundidade do equipamento também pode encarecer ou baratear o equipamento
Borrachões e proteções podem parecer um excesso, mas asseguram a durabilidade dos equipamentos
:: Módulos de 1,00m em um projeto, podem ser mais vantajosos do que trabalhar com módulos de 1,30m, entretanto, diminuem o impacto de produtos e diminuem a exposição de alguns produtos.
:: Gôndolas que possuem iluminação podem parecer um luxo, mas em certas categorias, valorizam e melhoram a venda de certos produtos.
Cuidado ao comprar gôndolas coloridas. Utilize preferencialmente o branco ou o cinza. Essas cores são neutras e não atrapalham no visual da loja. Lembre-se: Os holofotes devem estar voltados à suas mercadorias, não à suas gôndolas.


Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Blogs interessantes para quem gosta de varejo.

Blogs interessantes para quem gosta de varejo.
Hoje vou aproveitar para homenagear alguns blogs interessantes que encontrei pela internet e que possuem assuntos similares com este blog, principalmente, quando falando sobre varejo. Assim sendo, se voce quer procurar algo interessante, siga tambem esses blogs !

OFICINA DE GERENCIA
http://oficinadegerencia.blogspot.com/

BLOG DO VAREJO
http://varejototal.zip.net/

CIDADE MARKETING
http://cidademarketing.blogspot.com/

BLOG DO PROF. CARLOS PEREZ
http://blogdocarlosperez.blogspot.com/

ARQUITETURA DE VAREJO
http://arquiteturadevarejo.blogspot.com/

IT´S BUSINESS, MEU BEM
http://blogs.abril.com.br/itsbusiness


Se voce possui um site tambem direcionado ao varejo, nao se esqueça de encaminhar o endereço para mim ! Vamos nos ajudar, vamos nos divulgar !

Um grande abraço e boas vendas.

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Discurso famoso de Sam Walton - Wal-Mart

"Quem for um militante do mundo corporativo sabe quem é Sam Walton. Para os admiradores, ele era a personificação do sonho americano: o garoto pobre que ficou rico com o próprio suor, Walton, fundou uma empresa que hoje fatura US$ 120 bilhões.

Para os críticos, era um homem duro, que gostava de visitar seus negócios dirigindo um velho caminhão e colocava o crescimento da empresa acima de tudo. Para a maioria dos brasileiros, Sam Walton (1918-1992) é um completo desconhecido. Não é à toa. A enorme rede de varejo fundada por ele em 1962, o Wal-Mart, chegou ao Brasil outro dia e ainda não se tornou conhecida como em casa. Pode ser apenas uma questão de tempo.


Os supermercados Wal-Mart faturam hoje US$ 120 bilhões no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, Walton é visto como um revolucionário que teria promovido no comércio de varejo transformações semelhantes às provocadas por Henry Ford no chão da fábrica com a criação da linha de montagem.


Quando Sam Walton abriu o primeiro Wal-Mart, uma febre se espalhava pelos Estados Unidos. Grandes redes promoviam descontos generosos e ameaçavam matar de inanição o comércio tradicional.


Grandes fornecedores eram contra os descontos, porque temiam perder o controle do mercado com isso, e vários governos estaduais impunham restrições à prática. Walton percebeu o movimento antes da concorrência e agiu.


Para conseguir oferecer à freguesia descontos ainda maiores do que os dos rivais, baixou custos, cortou margens de lucro e passou a faca nas despesas.


Walton promoveu uma revolução nos processos de logística em torno do seu negócio e soube usar a tecnologia de maneira eficiente para controlar os estoques e derrubar os custos.


Informatizou a empresa em 1966 e fez do Wal-Mart um modelo de eficiência e controle de inventários que encantou especialistas em administração de empresas e permitiu que a família Walton criasse a quarta maior empresa do mundo vendendo barato." (copiado do site Dinheiro On Line)





Discurso de Sam Walton,
(fundador do
Wal Mart, fazendo a abertura de umprograma de treinamento para seus funcionários)



"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.


Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.


Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.


Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama quando a recebe após três semanas somente.


Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.


Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.


Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.


Engana-se.


Sabe quem eu sou???



Eu sou o cliente que não volta nunca mais!



Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.


Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me conceder um pouco mais de ... cortesia.



'CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR.'

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Espírito Empreendedor

Hoje eu gostaria de provocar o espírito empreendedor de vocês.

Eu estava falando com um colega sobre comércio online, uma vez que ele está abrindo uma loja virtual. Estávamos conversando sobre as oportunidades e sobre como progredir nesse mercado.

Nisso, lembrei ele de uma história.

Em uma de minhas palestras, sempre comento e pergunto aos alunos quantas pessoas compram online hoje.

Eu como um heavy-user de Internet (compro online sempre que posso e uso todos os sistemas possíveis de trabalhar online, de bancos à arquivos), ainda me surpreendo com o numero de pessoas que nunca tiveram coragem ou curiosidade de comprar online.

Normalmente, em uma sala de aula, mesmo em turmas de níveis sociais mais elevados, menos de 10% dos alunos dizem que compram alguma coisa pela Internet.

Mas o ponto que quero chegar não é esse. Eu dizia ao meu amigo:

- Algumas pessoas ao verem uma situação como esta, poderiam considerar que entrar no comércio online é uma furada, uma vez que quase ninguém compra dessa maneira, entretanto, os bons empreendedores sabem que essa é uma excelente oportunidade de crescer em campo ainda desconhecido. Existe um potencial de crescimento fantástico, muito melhor do que buscar um crescimento em um campo já consolidado.

É como a teoria do copo de água cheio até a metade. Os pessimistas consideram o copo “meio vazio”, e os otimistas, consideram como “meio cheio”.

E você ? O que você acha ? Onde é que você poderia enxergar oportunidade onde hoje só acredita ser um “perda de tempo” ?

Faça um exercício mental sobre sua loja ou sobre o serviço que você oferece. Pode servir até mesmo se você apenas é um “funcionário”. Descubra onde pode haver uma oportunidade e insista, invista. Sua grande chance ou seu grande milhão pode estar nessa aposta.



Um grande abraço e boas vendas


Caio Camargo

Vendas no varejo avançam 10,2% no acumulado dos últimos 12 meses, diz IBGE

Vendas no varejo avançam 10,2% no acumulado dos últimos 12 meses, diz IBGE
Notícia mais do que interessante publicada pela VALOR ONLINE.

RIO - As vendas do comércio varejista brasileiro expandiram-se 10,2% no acumulado dos últimos doze meses até agosto, e 10,6% no acumulado dos oito primeiros meses de 2008, segundo informou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na passagem de julho para agosto, as vendas varejistas expandiram-se 1,1%, sendo que seis das dez atividades pesquisadas apresentaram variações positivas no volume de vendas, como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), móveis e eletrodomésticos (1%) e tecidos, vestuário e calçados (0,7%).

Em sentido inverso, o IBGE verificou decréscimo em Livros, jornais, revistas e papelaria (-1%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,3%), além de Material de construção (-1,6%) e Veículos e motos, partes e peças (-3,7%).Considerando o confronto agosto deste ano com igual mês de 2007, todas as atividades do varejo apresentaram ampliação no volume de vendas.

Entre elas, com acréscimo de dois dígitos, apareceram Móveis e eletrodomésticos, Outros artigos de uso pessoal e doméstico, Combustíveis e lubrificantes e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com taxas respectivas de 13,1%, 14,9%, 11,7% e 33,7%.Com relação à receita nominal de vendas, houve elevação de 1,2% em agosto sobre julho, com ajuste sazonal, e de 16,5% em comparação a agosto de 2007.

No acumulado do ano e em 12 meses, o crescimento apurado foi de 16,4% e 15,3%, na ordem.O comércio varejista ampliado, que inclui os segmentos de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, apresentou declínio de 1,6% para o volume de vendas e um recuo de 0,7% para a receita nominal entre julho e agosto. Na comparação com o oitavo mês do exercício antecedente, esses percentuais foram positivos em 7% e 12,6%, respectivamente.

(Valor Online)


Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Guia para um bom projeto de comunicação visual

Tem duvidas na hora de montar um projeto de comunicação visual para sua loja ?
O que um bom projeto precisa (ou não) conter?
Primeiramente, antes de sair por aí pendurando placas, é necessário saber a real necessidade da existência de placas ou não.

- Aquele departamento lhe parece escondido ou é difícil o consumidor chegar sozinho até lá ? Entao precisa de uma placa.
- Visualmente eu consigo encontrar tudo o que eu preciso ? Então, a mesma nao se faz necessária.

Tenha em mente: Muita informação, vira informação nenhuma. Priorize o que é importante ser visto.
Vamos lá. Podemos dividir um projeto de comunicação visual da seguinte maneira:



Placas de estacionamento:
Normalmente necessárias para estacionamentos muito grandes. Servem para guiar o cliente, de modo que nao se perca.
São as famosas placas A1, Setor vermelho, e por aí vai, como sua imaginação mandar.
Ainda dentro do estacionamento, nao se deve esquecer das placas contendo legislações, como sobre responsabilidades por furtos e velocidades e mãos permitidas.

Entrada da loja:
Se for possível, um bom "seja bemvindo" é sempre interessante para recepcionar seus clientes.
Nesse ponto, placas com algumas ofertas ou uma amostra do tablóide tambem é interessante.
Além disso, nesse ponto voce pode guiar seus clientes com uma planta da loja, permitindo que ele rapidamente localize o que ele precisa.

Placas de setorização:
São as placas que denominam os setores da loja, os departamentos. Podem ser colocadas em parede ou de fixação aérea. O tamanho e proporções (horizontais ou verticais), varia de acordo com as caracteristicas, principalmente o pé direito. É interessante que sempre fiquem em altura maior do que as gôndolas, para melhor exposição. A altura minima para uma placa desse tipo é de 2,20m.

Placas de serviços
Acredito que placas como serviços de lanchonete, guarda-volumes, etc, devem ter desenho, formato e até mesmo padrão diferente das placas de setorização. Nessas placas, voce sinaliza todos os serviços que sua loja oferece ao cliente, cada uma no seu local exato, entretanto, é possivel criar uma grande placa na entrada da loja, já mostrando ao seu cliente, logo na entrada, todos os serviços que sua loja oferece.

Placas informativas
Essas placas são caracterizadas por serem informativas quanto à produtos ou serviços. Informações sobre troca de produtos, características especiais, etc, compõem essas placas.

Placas de pictogramas
Pictogramas são pequenos desenhos que representam uma mensagem. Sao usados para indicar sanitários, telefones, ou até mesmo a restrição de cigarros e aparelhos celulares.

Placas de emergência
São as placas utilizadas para sinalizar todo o projeto do corpo de bombeiros, de hidrantes e extintores, à saídas de emergência.

Placas obrigatórias
São relativas à legislação local, placas principalmente nos caixas e balcão de trocas da loja, com leis e telefones que precisam estar à disposição do cliente.

Placas decorativas
Nessas placas, voce pode colocar imagens e simbolos que valorizem a loja, e provoquem desejo de compra no consumidor, como pessoas consumindo os produtos, ou pessoas felizes. Essas imagens incentivam a compra.

Placas promocionais.
São as placas que compõem o mix de merchandising da loja. Além de placas em pontos estratégicos como corredores, tambem estamos falando de splashes, stoppers, wobblers, etc.

Placas de corredores
Algumas empresas costumam a nomear e numerar os corredores de uma loja.Por um lado isso é interessante, pois facilita o cliente a andar na loja.
Por outro, principalmente quando a loja tem interesse na venda assistida, desmotiva o cliente a procurar um vendedor.

Saida da loja
Assim como na entrada, no caso da saída, mensagens como "Obrigado, volte sempre", ou "Obrigado por escolher a loja .......", são também interessantes.






Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Como a crise afeta o pequeno varejo ?

Eu tenho falado com muitos lojistas, e tenho sentido alguns receios em relação à essa crise que amedronta o mundo afora. Até quanto essa crise afeta o comércio num primeiro momento ? Será que para voce que tem uma lojinha de bairro irá ter crise ?

De uma certa maneira, pelo que pude averiguar nessas primeiras semanas, até pelo impacto das compras de Dia das Crianças, onde o comércio animadamente aguarda um aumento nas vendas em relação ao ano passado, sinto que a crise tem sido mais sentida principalmente nos segmentos que atendem um publico de perfil A e B.

Obviedades à parte, é esse tipo de clientela que possui algum tipo de investimento e que sofreu um primeiro impacto de perdas.

Para quem trabalha com publicos de camadas mais populares, o impacto nao tem sido imediatamente tão grande, principalmente para compras à vista.

O público dessas camadas sabe que existe uma crise, mas nao entende no que essa lhe prejudica e nao perdeu o impulso pelas compras.

O que vem acontencendo e que será sentido nas proximas semanas, é que muitos dos bancos que sustentam esse tipo de varejo, principalmente para pagamentos à prazo e financiamentos, estão restringindo e sendo mais criteriosos em relação à aprovações e disponibilidades de crédito.

Num mundo louco onde a especulação da informação quebra qualquer tipo de regra ou previsão possível, não é possivel estipularmos quando e como essa crise acaba. De acordo com o governo, a ordem é nao faltar crédito, principalmente para que seja garantido ainda um natal quente.
Do lado do varejo de construção, o governo tem analisado novas formas de impulsionar o crédito habitacional.

Para quem apostou no mercado popular, há ventos favoráveis no futuro próximo. Ao que parece, estamos próximos da bonanza. Para quem apostou em saltos maiores, a bonanza ainda está um pouco mais à frente.


Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/

CARA NOVA !

CARA NOVA !
Olá a todos.
De maneira a melhorar a navegação do nosso blog, mudamos o nosso layout.
Mais dinâmico, mais rápido e muito melhor para você !

Aproveitando, gostaria de agradecer à todos que visitam meu blog. Já temos uma média de 50 uniq users por dia ! Com menos de tres meses de atividades, já estamos entrando na casa das 2000 visitas !

Um grande abraço e boas vendas à todos.

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Truque rápido para ganhar empatia dos consumidores

Truque rápido para ganhar empatia dos consumidores
Quer conquistar a simpatia do seu consumidor de uma maneira rápida e melhor, gratuita ?
Muito simples essa dica, e apesar de óbvia, você nao tem idéia de como funciona bem.

Instrua os caixas de sua loja.

Sempre que o pagamento for realizado via cartão, na hora de devolver, sempre verifique e cite o nome do cliente, escrito no mesmo:
- Tenha um bom dia Sr. Fulano de Tal, muito obrigado por escolher nossa loja, volte sempre.

A simples menção do nome dá ao consumidor o status de "conhecido".
Pega muito bem, mesmo.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Posicionamento de vendedores

Em uma das palestras que realizei, um dos presentes na sala me fez uma excelente pergunta:

- Onde é melhor colocar so vendedores de uma loja ? Logo à frente, ou no fundo da loja ?

Bom, o que vale nesse momento é o bom senso e o posicionamento da loja.

Quanto mais popular o perfil da loja, mas deve-se ter cuidado ao "abordar" o cliente.

Imagine a seguinte situação: Em uma loja de perfil popular, voce coloca todos seus vendedores na entrada da loja, parados, estáticos.

O consumidor mais popular, muitas vezes humilde, vê aquilo como uma barreira, pois ele obrigatoriamente deverá passar pela abordagem do vendedor antes de entrar na loja.

O certo é deixar o consumidor "respirar" um pouco ao entrar na loja. Deixe que ele busque um pouco o produto ou que olhe um pouco as ofertas. Deixe que ele respire e crie interesse.

O contrário tambem nao deve ser utilizado, ou seja, ao mesmo tempo que nao se deve atender "logo de cara" o cliente, nao se deve deixar o cliente muito tempo sem atendimento, pois isso significa para o cliente, em muitos casos, como completo descaso.

De certa forma, você pode até abordar com alguns vendedores os clientes na rua, chamando-os para conhecer a loja, mas dentro da loja, o correto é deixar os vendedores, um pouco mais ao centro da loja, para que o cliente se sinta completamente livre e à vontade para passear pela loja.

Vou aproveitar e deixar um link interessante para o blog do Marinho, que possui um topico muito parecido e interessante sobre atendimento.
Acessem aí:
http://marinhonoblog.blogspot.com/2007/07/vendedores-de-loja-problema-ou-soluo.html

Um grande abraço à todos e boas vendas

Caio Camargo
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

30 % dos consumidores definem marca de produto no PDV

30 % dos consumidores definem marca de produto no PDV
Não tenho como costume postar matérias e artigos de outros veículos, mas essa é bem interessante à todos.
Essa saiu no newsletter da Gouvêa de Souza (GSMD).


"30% dos consumidores definem marca do produto no PDV"

"Um estudo realizado pelo grupo Ogilvy em 700 lojas de 24 países, envolvendo mais de 14 mil entrevistas com consumidores, afirma que 30% dos consumidores ao redor do mundo só definem na loja a marca de produto que irá comprar. O levantamento foi feito com cinco canais de distribuição e seis categorias de produtos para examinar como as decisões de compra mudam de acordo com canais, categorias de produtos, marcas, país e perfil de público. De acordo com o relatório “Shopper Decisions Made In-Store”, 10% dos clientes mudam de idéia na loja e compram uma marca diferente da que tinham planejado inicialmente; e quase 20% dos consumidores compram categorias que não tinham intenção de adquirir antes de chegar ao PDV. No mercado americano, praticamente 20% dos clientes deixam de comprar um item que tinham planejado. Os consumidores chegam à loja com uma idéia de que item adquirir, mas só tomam a decisão final em frente à gôndola."


E aí, vamos por a mão na massa ?

Um grande abraço à todos e boas vendas
Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

"Conversando com o Placacentro"






Olá a todos.


No último dia 02/10, fui convidado do programa "Conversando com o Placacentro" para falar de merchandising e sobre como melhorar a exposição dentro do ponto de venda
O curso foi transmitido via web para 42 lojistas Placacentro, o que significa um treinamento simultâneo de cerca de mil pessoas.
Eu gostaria de agradecer à todos da Masisa e Placacentro e aproveitar para agradecer ao pessoal da Broadnet.
Nunca havia participado de uma transmissão como essa. Além de extramamente atenciosos, o sistema de trasmissão é bastante dinâmico e oferece aos "alunos", diversos meios de interatividade ao vivo, como o envio de e-mails ou ligações a serem respondidas ao vivo.
Para aqueles que desejam saber mais, acessem o site: http://www.broadnet.com.br/



Muito obrigado à todos.


Um grande abraço e boas vendas
Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com