sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Férias: Muito obrigado à todos vocês !

Olá a todos.

O Blog "FALANDO DE VAREJO" estará entrando de férias a partir de hoje, retornando suas atividades no dia 05/01/09.

Primeiramente gostaria de agradecer à todos que contribuiram de alguma forma para o crescimento desse blog, seja enviando comentários, seja perguntando, ou apenas visitando.

Todos vocês fazem parte desse sucesso.

Em 2009, o blog volta com muitas novidades. Entre elas:

Muito mais dicas de merchandising, um verdadeiro manual de merchandising online !

Muito mais lojas analisadas. Envie propostas !

Muito mais entrevistas com personalidades importantes do varejo.


E como sempre, respondendo à toda e qualquer pergunta que seja enviada pelos internautas.


Colabore ! Participe ! Venda mais agora !

(Importante: Mesmo de férias, continuem a enviar suas dúvidas. Dependendo da urgencia, estas serão respondidas)

2009 será um ano tempestuoso. Somente atingirão suas metas aqueles que ousarem e persistirem. Não desista, invista, insista !


Um grande abraço e ÓTIMAS vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Dúvida de leitores: Correspondentes bancários/ Financeira

Dúvida de leitores: Correspondentes bancários/ Financeira
Perguntas enviadas por Sirlei Ferreira

Olá Caio, Tenho que apresentar Proposta de um Correspondente Bancário, que atua com recebimentos de contas e microfinanças, onde o público alvo é a população de menor renda. Estou com dúvidas nas cores a serem utilizadas, podes me ajudar?
Fico no aguardo de sua resposta.Desde já agradeço sua atenção e presteza.

Abraço,
Sirlei
Designer de Interiores


O que na sua opinião não pode faltar nesses ambientes?

O essencial é o conforto, principalmente se estivermos falando de microfinanças, ou a famosa financeira ou crediário que temos em uma loja.
O ideal é sempre planejar espaços de assentos para pelo menos duas pessoas por mesa ou baia de atendimento.
Caso o espaço permita poucas mesas/ baias, o ideal é trabalhar com algumas poltronas ou longarinas para espera em dias mais movimentados.
Outra dica é situar a financeira sempre próxima do café ou da lanchonete da loja. Isso permite que os períodos de espera sejam menos tediosos ou irritantes.

Quais as cores que irão transmitir confiança?
Quais as cores que mais se encaixam "atraem" este público?
Cores neutras ou coloridas, tons claros ou escuros?
No mobiliário ou instalações internas(paredes)?

Vou juntar todas essas respostas em uma apenas, pois todas tem significado parecido.

Normalmente para instituições financeiras recomenda-se pelo menos a utilização de uma cor em tom mais escuro, para mostrar confiança e sobriedade. Nesse caso, podemos incluir tons de azul ou de verde.

O ideal é mesclar esses tons escuros com tons amadeirados ou ainda tons vivos, como o amarelo, para criar um pouco mais de alegria e descontração no ambiente.
Entretanto, tudo depende do posicionamento de sua empresa ou da instituição que administra o serviço.

Se for uma empresa moderna, jovial, nao vale muito a pena carregar nos tons escuros, ou nos amadeirados. Esses tons, quando usados em demasia, são melhores para empresas de perfil mais conservador ou tradicional. Para criar um bom ambiente para o público de baixa renda, você nao pode esquecer que o principal é criar um ambiente convidativo, amplo, de modo que o consumidor nao se sinta "inibido" por estar lá. Algumas financeiras parecem verdadeiras "repartições públicas", frias, burocráticas, e nada receptivas.
Criar um ambiente aconchegante, de modo que o consumidor se sinta em casa. Cafezinho, sorriso e simpatia são essenciais.

Espero ter lhe ajudado
Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Casas Bahia abre sua primeira loja em favela

A Casas Bahia, a maior rede varejista de móveis e eletrodomésticos no País, inaugurou neste sábado (13/12/08) a sua primeira loja dentro de uma favela. A comunidade escolhida foi a de Paraisópolis, que fica na zona sul de São Paulo e é a segunda maior favela da cidade e a quinta do País. Da compra do terreno para a construção de uma loja de dois pavimentos, com mais de 2 mil metros quadrados, até o abastecimento do ponto-de-venda com mercadorias, os investimentos superaram R$ 2 milhões. A expectativa é de que a loja fature entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por mês a partir de janeiro. Foi o potencial de mercado que levou a rede a fincar bandeira em Paraisópolis. A favela tem uma população de 80 mil pessoas e 20 mil domicílios, a maioria das camadas de menor poder aquisitivo, com renda média mensal na faixa de R$ 600 por mês, segundo o presidente da União dos Moradores e Comerciantes de Paraisópolis, Gilson Rodrigues. O potencial de consumo de Paraisópolis equivale, para a Casas Bahia, a uma cidade de médio porte, com a vantagem de não ter grandes concorrentes instalados no local. "Aqui não tem crise", diz Rodrigues. Segundo ele, cerca de dez caminhões das Casas Bahia circulam diariamente pela favela para entregar as mercadorias compradas pelo moradores. Além das Casas Bahia, ele conta que as Lojas Marabraz e o McDonald's o procuraram com a intenção de abrir pontos-de-venda na região. O Bradesco, que já tem uma agência na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, informa que estuda abrir uma unidade própria em Paraisópolis.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Notícia extraída do blog do Prof. Carloz Perez (http://blogdocarlosperez.blogspot.com)

Vale tudo para chamar a atenção do consumidor no PDV?

Cada vez mais, não só as grandes companhias, mas médias e pequenas empresas, olham atentamente para o ponto de venda. As redes varejistas, farmacêuticas e de materiais de construção, por sua vez, estão abertas para o merchandising, que inclui desde displays diferenciados até a ambientação do PDV. O que falta é definir a melhor estratégia para atrair o consumidor no local na compra. Considerando a estimativa de que 85% das compras são decididas dentro da loja, é crescente o direcionamento das verbas para ações, campanhas e merchandising no PDV. Mas, vale tudo para chamar a atenção do consumidor?

Antes de responder a questão, é preciso avaliar quem é o consumidor de hoje. Muito mais atuante, presente e consciente, o consumidor não é o mesmo de 10 ou 15 anos atrás. Ele não é um mero espectador, que recebe e aceita todas as informações sem questionar. O consumidor quer inovação, tecnologia e sustentabilidade. E, quanto mais perto destas três características o merchandising conseguir chegar, maior a possibilidade de sucesso em vendas.
A inovação de um projeto, seja com displays ou ambientação do PDV, começa na criação. Para cada segmento e empresa, uma característica diferente pode ser destacada. Materiais diferenciados, design arrojado, tudo deve ser cuidadosamente pensado para atrair o consumidor. Mas, não se pode esquecer de uma característica importantíssima: a inovação precisa vir acompanhada da funcionalidade.

Quando falamos de um display, por exemplo, não podemos pensar somente em um projeto revolucionário se ele não for funcional. O consumidor precisa ser atraído, conseguir se aproximar e ter acesso ao produto. Com os avanços tecnológicos, as possibilidades de inovação são cada vez maiores. A iluminação da gôndola e o uso do LED, por exemplo, são tendências mundiais e que exercem prontamente a função de atrair o consumidor. Além disso, vale destacar que as cores e a iluminação agregam sofisticação aos projetos.

Também já é possível o uso de telas de LCD ou plasma para atrair o cliente, além de projetos de interatividade. As telas de touch screen e sensores que possibilitam um contato maior com o consumidor são mais alguns exemplos de como é possível aumentar a visibilidade e a fidelização do cliente – tecnologia ainda pouco explorada em nosso mercado, devido ao alto investimento e custos de manutenção.

Assim como acontece nos meios eletrônicos, como blogs e sites de relacionamento, o consumidor também precisa interagir com a marca e o produto no ponto de venda.

Para as empresas que querem cada vez mais firmar a imagem de sustentabilidade, priorizar materiais reciclados e recicláveis é mais uma tendência. Cada vez mais, o consumidor está preocupado com o meio ambiente e com a atenção que as empresas despendem para o assunto. Identificar no PDV que o material promocional está relacionado com empresas socialmente responsáveis agrega preciosos pontos favoráveis à imagem da companhia.

O merchandising é uma importante ferramenta de marketing e deve ser utilizada da melhor forma. A ambientação pode mudar a decisão de compra, tanto dos consumidores que já chegam ao PDV em busca de um determinado produto como dos consumidores indecisos e curiosos. Porém, o consumidor hoje é mais exigente e para conseguir conquistá-lo é preciso muito mais que projetos comuns.Para ser eficiente, o merchandising precisa estar alinhado e adequado ao público. E, hoje, o público quer, além de qualidade, inovação e interatividade!


Artigo por Christiany Zanotto Sena, diretora comercial da AZ4 Group

Notícia: Perspectiva dos Empresários do Varejo para o faturamento no Natal cai aos patamares de 2005

Notícia: Perspectiva dos Empresários do Varejo para o faturamento no Natal cai aos patamares de 2005
A crise financeira mundial já mudou a perspectiva dos empresários para o Natal de 2008, no que diz respeito ao faturamento e às vendas físicas. De acordo com a Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresarial, 39% das empresas brasileiras de varejo esperam aumentar o faturamento em relação ao Natal de 2007, 32% acreditam manter o faturamento e 29% acham que cairá. Essa perspectiva mostra o menor percentual de empresários esperando aumento (39%) do faturamento e também o maior (29%) no recuo, na comparação com as outras datas comemorativas (Dia das Mães, das Crianças, Pais, Namorados e Páscoa) de 2008. A ansiedade ante a crise e os bons indicadores de 2007, que define uma base forte, são os responsáveis pela mudança de humor dos empresários do varejo.
Na mesma data de 2007, 61% dos empresários do varejo aguardavam elevação do faturamento e apenas 11% acreditavam em decréscimo na comparação com o Natal de 2006. Já para o Natal de 2005, 38% acreditavam em aumento do faturamento, 33% em estabilidade e 29% em recuo, um perfil muito próximo das expectativas atuais. Em 2005, a economia brasileira enfrentava uma política monetária contracionista, com o aumento da SELIC, para controlar a inflação. Diferentemente da situação atual, as condições externas eram favoráveis.
No Natal 2008, as médias empresas são as mais otimistas (43%) para crescimento do faturamento. Nas grandes empresas há uma divisão entre otimismo (41%) e pessimismo (36%). As pequenas também não têm uma opinião determinante, de maioria, 38% esperam elevação do faturamento, 33% estabilidade e 29% redução.
Na análise regional, o Nordeste é o mais otimista em relação à evolução do faturamento, com a opinião de 47% de seus varejistas. A região aposta no turismo para aumentar seu faturamento, como resultado da valorização do dólar. As regiões Norte (40%), Centro-Oeste (39%), Sul (38%) e Sudeste (37%) encontram-se no mesmo intervalo sobre a expectativa para o aumento do faturamento. Essas regiões sofrem os efeitos da queda nos preços internacionais das commodities e da valorização do dólar, que encarece os componentes importados na indústria. De forma geral, o crédito mais caro, mais seletivo e de prazo mais curto impacta as expectativas de todos os setores.
Sobre as vendas físicas (quantidade vendida), 39% das empresas esperam aumento da quantidade, 33% estabilidade e 28% queda. No Natal de 2007, 59% dos entrevistados acreditavam em acréscimo nas vendas físicas, 31% em manutenção e 10% em decréscimo em relação à mesma data de 2006.
Analisando os dados nacionais do Natal de 2008, há uma relação idêntica entre as perspectivas de faturamento e de vendas físicas, que reafirma que o varejista crê em um desempenho inferior, em todos os aspectos, na comparação com 2007.
Na análise por porte das vendas físicas, os resultados repetem o perfil verificado para o faturamento. As médias empresas são as mais otimistas (45%). As grandes empresas se dividem igualmente entre crescimento (38%) e queda (38%). As pequenas empresas compartilham o acréscimo (37%) e a estabilidade (36%) da quantidade vendida.
Na análise regional das vendas físicas, o Norte (45%) e o Nordeste (44%) são os que mais acreditam em crescimento, seguidas do Sul (41%), Sudeste (37%) e Centro-Oeste (36%). Norte e Sul são regiões que apresentam perspectivas de vendas físicas superiores às de faturamento, o que se traduz em expectativa de vendas de produtos mais baratos.
Os empresários que crêem em crescimento das vendas no Natal 2008 alegam que os fatores microeconômicos e de mercado (segmento de produtos relativos à data, as promoções programadas, plano de marketing etc.) respondem por 58% de sua opinião e os fatores macroeconômicos (emprego, renda, crédito entre outros) por 46%. No Natal de 2007, os fatores microeconômicos e de mercado correspondiam a 37% e os macroeconômicos a 65%.
De acordo com os varejistas, os presentes que mais serão demandados para presentes no Natal 2008 serão: Celular (32%); Roupas, sapatos e acessórios (22%); Eletrodomésticos (8%); Brinquedos (6%); Cesta de Natal e produtos da época (5%), Computadores e periféricos (5%); Jogos eletrônicos (5%); DVD, CD e livros (3%); Bebidas (2%); Perfumes e Cosméticos (2%); Aves e carnes (2%); Eletrônicos (2%) e outros 7%.
No Natal 2007, os presentes mais procurados foram: Celular (30%); Roupas, sapatos e acessórios (20%); Eletrônicos (17%); Eletrodomésticos (11%); Brinquedos (7%); Cesta de Natal e produtos da época (3%); Perfumes e Cosméticos (3%); DVD, CD e livros (2%); Computadores e periféricos (2%); Alimentos 1%; Bebidas (1%); Jogos Eletrônicos (1%) e outros 4%.
Na comparação entre os Natais 2008/2007, crescem as vendas de: Celular; Roupas, sapatos e acessórios; Cesta de Natal e produtos da época; Computadores e periféricos; Jogos eletrônicos; DVD, CD e livros e Bebidas. Nota-se que a maioria é de produtos que podem que tem uma ampla opção de preços e os destaques ficam para os celulares, computadores e periféricos e jogos eletrônicos, que serão objeto de promoções do varejo visando o 13º salário e financiamento com parcelamentos mais curtos. Caem: Brinquedos; Perfumes e Cosméticos; Eletrodomésticos; Eletrônicos, que são produtos mais intensivos de crédito e sensíveis à variação cambial.
No Natal 2008, 49% das vendas serão à vista e 51% a prazo. Os meios de pagamentos que serão utilizados à vista: Dinheiro (38% das transações); Cheque (22%); Cartão de crédito (20%); Cartão de débito (16%); Cartão da loja (2%) e Outros (2%).
As vendas a prazo, no Natal 2008, serão realizadas por: Cheque pré-datado (35% das transações); Cartão de crédito parcelado (31%); Financiamento ou crediário (27%); Cartão de débito parcelado (5%) e cartão da loja parcelado (2%).
No Natal 2007, 47% das vendas foram à vista e 53% a prazo e as preferências de pagamento à vista foram: Dinheiro (38%das transações); Cheques (23%); Cartão de Crédito (20%); Cartão de Débito (14%); Cartão da loja (2%) e outros (3%). As vendas a prazo foram distribuídas em: Cheque Pré-datado (37%das transações); Cartão de crédito parcelado (27%); Financiamento/crediário (25%); Cartão de débito parcelado 5%, o Cartão da própria loja parcelado 2% e outros 4%.
A relação dos meios de pagamentos entre o Natal 2008/2007 mostra uma maior preferência pelos pagamentos à vista agora, provavelmente pelo maior endividamento de parte dos consumidores e pela cautela em se endividar diante das incertezas geradas pela crise mundial.

Fonte: O Serrano (www.oserrano.com.br)

domingo, 14 de dezembro de 2008

A anatomia do consumo

A ciência conseguiu mapear as regiões do cérebro ativadas no momento da compra. A conclusão: o consumo está muito mais ligado às emoções do que à razão
Reportagem de Camila Pereira e Marcos Todeschini


Às vésperas do Natal, as maiores redes varejistas do planeta estão diante do desafio de despertar o desejo pela compra em meio à crise financeira mundial. Com o movimento em baixa numa época do ano em que o comércio tradicionalmente fervilha, elas primeiro recorrem ao básico. Oferecem brindes, frete gratuito, liquidações com descontos na casa dos dois dígitos. A consultoria PricewaterhouseCoopers deu os números: cinqüenta das 100 maiores redes varejistas do mundo, vinte delas presentes no Brasil, estão oferecendo descontos de pelo menos 20%, algo atípico para este período do ano. A idéia de que o sucesso de um negócio não depende apenas de um bom produto para vender, mas também da capacidade de provocar a vontade de comprar por meio de ferramentas de propaganda e marketing, remete ao século XIX. A novidade é que, às velhas técnicas, se somou uma nova ciência devotada a desvendar as raízes dessa decisão tão séria – a de gastar dinheiro. Autor do livro Previsivelmente Irracional, o psicólogo Dan Ariely, da Universidade Duke, nos Estados Unidos, resumiu a VEJA a tese mestra dessa linha de pesquisa: "Comprar é uma decisão pouco racional. Nos negócios, sai-se melhor quem consegue provocar emoções positivas".

Tendo a crise ao fundo, as lojas no Brasil se esmeram para não ficar às moscas. Segundo a Gouvêa de Souza, a maior consultoria de varejo do país, as vendas no Natal devem cair algo em torno de 30% em relação ao previsto. Além disso, como mostra um novo estudo da consultoria McKinsey, 63% das pessoas não pensam, tão cedo, em consumir bens duráveis, como carro, eletrônicos e móveis. O estudo foi conduzido em oito capitais brasileiras e em outros cinco países, entre os quais Estados Unidos e Alemanha. Em todos eles, o cenário é parecido. Por precaução, as pessoas decidiram ater-se ao básico e imprescindível. No Brasil, o consumo das famílias movimenta 60% do PIB. Elas agora se revelam ainda mais exigentes quanto à qualidade dos produtos e suas marcas. "Num momento de incerteza, ninguém quer se arriscar", diz o consultor Marcos Gouvêa. "Por isso, as pessoas se tornam mais criteriosas e conservadoras ao comprar."

É nesse cenário que transformar a ida à loja numa experiência prazerosa para o consumidor torna-se imperativo, tal qual, décadas atrás, já pregava Walt Disney (1901-1966): "As pessoas gastam dinheiro quando e onde elas se sentem bem". Os cientistas estão dando um passo adiante ao investigar o que, exatamente, ajuda a criar um ambiente favorável ao consumo. Todas as técnicas vão ao mesmo ponto: são uma tentativa de atrair pela emoção e pelos cinco sentidos. Eis o que fazem alguns shoppings americanos. Com a constatação de especialistas da Universidade Harvard de que em lugares com maior concentração de oxigênio as pessoas tendem a gastar mais, eles decidiram elevar as doses do gás nas lojas, por meio do sistema de ventilação. A razão: o oxigênio ajuda a aumentar a sensação de bem-estar e euforia, associada à compra por impulso. Soa estranho. Tanto quanto saber que aquele cheiro típico de carro novo não se deve ao fato de o veículo ter saído recentemente da fábrica. Trata-se, sim, de uma fragrância produzida sob medida em laboratório. Nos modelos esportivos, ela deve lembrar borracha. Em carros de luxo, remete a couro. Também o aroma característico da pipoca do cinema vem de uma essência. Depois dela, as vendas na rede Cinemark subiram 20%. Diz Dionisio Ferenc, da empresa americana IFF no Brasil, uma das que produzem tais aromas. "O ser humano inspira mais de 5000 vezes por dia. São 5000 oportunidades para estimular alguém a comprar."

Todas essas estratégias têm como ponto de partida uma mesma descoberta científica recente, que mudou inteiramente a idéia que se tinha do consumidor desde o escocês Adam Smith (1723-1790), pai do liberalismo e o primeiro a estudar o tema. Segundo a velha corrente, as pessoas tomavam a decisão de comprar depois de pesar, num ato de profunda racionalidade, prós e contras. A nova visão prega justamente o contrário. O trabalho conduzido pelo americano Daniel Kahneman, que em 2002 lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia, foi mais longe ao observar por cinco anos 3000 pessoas frente a frente com um produto desejado. A conclusão de Kahneman: "Ao sair da loja de mãos vazias, nenhuma delas estava sendo racional. Elas davam, isso sim, vazão a um medo, às vezes até um pânico, de sair perdendo". O avanço se deve à neurociência. Por meio de aparelhos de ressonância magnética, os especialistas já conseguem apontar as regiões do cérebro que ficam em ebulição quando alguém cogita render-se à compra (veja quadro). Sim, a maior parte delas processa emoções – e não raciocínio lógico.

As pesquisas traçam um roteiro detalhado do que se passa na mente de alguém que está em dúvida sobre uma compra. Sobressaem aí duas emoções antagônicas. A primeira é de euforia. A outra, de temor de sair perdendo com a transação. Em geral, a avaliação do custo-benefício pesa pouco na decisão. A observação do cérebro nessa hora não deixa dúvidas: enquanto as regiões relativas às emoções funcionam a pleno vapor, as áreas da racionalidade estão adormecidas. O efeito desmedido da palavra "grátis" é um sinal disso. Sua inclusão na embalagem faz o produto vender cerca de 30% mais, conta Sylvia Leão, diretora no Grupo Pão de Açúcar: "As pessoas tendem a ir direto ao item que vem com brinde, sem fazer conta". Do contrário, saberiam que, às vezes, ele custa mais caro – como admite Sylvia. Algo parecido se passou com o site de vendas Amazon, que, na França, cobrava um valor simbólico pelo frete dos livros. Como os negócios iam mal, a empresa resolveu eliminar a taxa com a única condição de que a compra superasse os 30 euros. Resultado: os franceses passaram a gastar mais apenas para conseguir o frete gratuito, ainda que levassem itens desnecessários. Conclui o neurocientista Robert Knight, da Universidade da Califórnia, em Berkeley: "A gratuidade anula o pavor que as pessoas têm de sair perdendo com a compra". É o mesmo que acontece com o cartão de crédito. "Ao adiar o pagamento, o comprador anestesia a dor do gasto."

Essas e outras descobertas reafirmam a idéia de que a decisão de consumir leva ao terreno das emoções mais primitivas. Em poucos meios elas são tão bem exploradas quanto na televisão, sobretudo em canais de televendas, que surgiram nos Estados Unidos na década de 70. No Brasil, o maior é o Shoptime, com 24 horas seguidas de propaganda diária. Também se destaca a empresa Polishop, que compra espaços na programação de diversas emissoras para anunciar seus produtos e já esparramou pelo país noventa lojas "físicas". O que chama mais atenção sobre tais negócios, que juntos faturaram 1 bilhão de reais neste ano, é o fato de alcançarem o sucesso aplicando uma fórmula bastante rudimentar. Ela se baseia num festival de adjetivos vazios (como escadas "flexíveis com mil e uma utilidades" e cadeiras "perfeitas para o exercício abdominal") – tudo num clima de urgência, criado pelo bordão "compre já, edição limitada". A celeridade na tomada de decisão é premiada com livros de receita e manuais de instrução, brindes para os primeiros a ligar para as centrais de vendas. Nada mais básico. Por que, então, funciona? Explica Ismael Rocha, especialista da Escola Superior de Propaganda e Marketing: "Esses programas são eficazes ao convencer as pessoas de que elas estão diante de um negócio imperdível. Eles conseguem criar uma necessidade de consumo".

As compras por impulso são muito mais freqüentes do que as planejadas, realidade com a qual as empresas já trabalham e que foi dimensionada por uma nova pesquisa. Ela mostra que, no Brasil, 81% das decisões de compra são tomadas na loja. Os impulsivos, curiosamente, predominam em todas as classes sociais, segundo mostra o estudo da associação Popai do Brasil, que entrevistou 5 000 brasileiros. Guardadas algumas diferenças, a renda não faz variar muito os padrões de consumo. "Mesmo um produto mais simples deve vir bem embalado. Se a pessoa tiver a impressão de que está diante de algo ruim, não vai levar", diz o egípcio Tarek Farahat, presidente no Brasil da Procter & Gamble, a maior empresa de bens de consumo do mundo. Não importa o poder aquisitivo, o renome da marca influencia muito. "As marcas encurtam o processo decisório envolvido numa compra, penoso para muita gente. Quando conhecidas, elas levam a pessoa a um terreno onde se sente segura", afirma o psicólogo Dan Ariely. Há dez anos observando o que ocorre no cérebro daqueles expostos a diferentes grifes, Ariely também concluiu: "Se a imagem da marca é positiva, a pessoa tende a avaliar melhor o produto, ainda que não tenha feito uma análise intrínseca dele".

A sociedade de consumo, cujas bases remontam à ascensão da burguesia e à Revolução Industrial, no século XVIII, se encarregou de transformar o hábito de ir às compras em lazer. Contribuiu para isso o aparecimento das lojas de departamentos, como Bon Marché, em Paris, e Marble Dry Goods, em Nova York. No mesmo espaço, elas passaram a oferecer produtos, serviços e diversão. Só com os progressos tecnológicos do início do século XX, no entanto, foi possível produzir a baixos custos e em larga escala, algo fundamental para a massificação das vendas e para assegurar a velocidade com que novos produtos chegam ao mercado. O mais recente avanço no mundo do comércio se deve à invenção da internet. No mundo todo, 640 milhões de pessoas já fizeram ao menos uma compra pelo computador. No Brasil, são 7 milhões. Elas estão à procura de algo que nenhum outro ambiente de vendas proporciona de forma tão eficiente: a comparação de preço e qualidade dos produtos. Diz Jaime Troiano, especialista em comportamento do consumidor: "O exercício da comparação reduz o medo das pessoas de fazer um mau negócio e, de certa forma, aumenta o prazer da compra". Se, por causa disso, a internet vai favorecer o surgimento de uma nova espécie de consumidor, mais apta a controlar seus impulsos ancestrais, é cedo para dizer.

Fonte: Revista Veja

POPAI Brasil realiza treinamento sobre as Melhores Práticas de Merchandising

POPAI Brasil realiza treinamento sobre as Melhores Práticas de Merchandising
Profissionais de agências, executivos de varejo e trade marketing discutem as novas ferramentas e estratégias para destacar o produto no PDV e fortalecer a marca junto aos clientes .
No próximo dia 11 de dezembro (quinta-feira), o POPAI Brasil - The Global Association for Marketing at Retail promoverá das 9h às 18h, o treinamento “As Melhores Práticas do Merchandising”. O evento acontecerá no Hotel Gran Plaza, em São Paulo.
Ministrado por Luciana Barreto, diretora executiva da entidade, esse treinamento tem como objetivo atualizar supervisores, coordenadores e gerentes de área de merchandising, consultores, fornecedores de materiais e designers sobre as ações e iniciativas que valorizam o merchandising como mídia do PDV, que destacam a marca e o produto e as diversas formas de exposição no ponto-de-venda.
Durante o treinamento serão apresentadas pesquisas desenvolvidas pelo POPAI Brasil e cases de sucesso de empresas que souberam aproveitar as ferramentas do merchandising para valorizar os produtos e fidelizar clientes.
A proposta desse treinamento é criar novas expectativas aos profissionais da área, uma vez que eles terão acesso não apenas a materiais, mas também a um panorama geral de comportamento do consumidor, como ele age e interage no ponto-de-venda.
Os participantes também vão aprofundar seus conhecimentos e compreender os aspectos comportamentais e emocionais que contribuem para que o consumidor efetive a compra e a razão da escolha de determinados produtos ou marcas.
“Treinamento - As Melhores Práticas do Merchandising”, dia 11/12 (quinta-feira), das 09h às 18h, no Hotel Gran Plaza, Rua Leôncio de Carvalho, 201 – São Paulo-SP. Inscrições e mais informações: (11) 3016.9777 ou www.popaibrasil.com.br Investimento: R$650,00 (sócio do POPAI Brasil) R$950,00 ((não- associado ao POPAI Brasil) *O curso inclui: Almoço; Coffe-break; Material didático e Certificação.
POPAI Brasil - No Brasil desde 1997, o POPAI Brasil – The Global Association for Marketing at Retail é uma entidade sem fins lucrativos, dedicada ao desenvolvimento da atividade do merchandising do ponto-de-venda no país para beneficiar os consumidores, gerar os melhores resultados para os clientes-indústria, comércio e empresas de serviços e preservar a ética do setor.
O POPAI Brasil é filiado ao POPAI - The Global Association for Marketing at Retail, principal entidade mundial do setor de merchandising. Com 70 anos de existência e presença em 25 países, anualmente, a entidade promove o OMA Awards, considerado o Oscar do Merchandising. Sua versão brasileira, o Prêmio POPAI, foi criada em 1998 e, desde então, vem premiando o que há de melhor em material de merchandising, como displays e campanhas promocionais destinadas para pontos-de-venda.
Além dessa premiação, a entidade desenvolve ao longo do ano, em parceria com a APAS - Associação Paulista de Supermercados o Troféu Exposição-APAS, onde são julgados os Melhores Estandes, a Melhor Ação Promocional e os Melhores Expositores durante a maior feira do setor supermercadista do país.
Em parceria com a ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, a entidade promove o Prêmio Expositor-Destaque ABAD onde são julgados Melhor Design, Melhor Animação e Melhor Exposição durante a principal feira do setor. Todas essas premiações são realizadas em eventos e feiras de grande expressão do mercado varejista. A cada ano aumenta o número de inscrições, o que traz para os participantes um desafio constante de aprimoramento e criatividade.
Entre todas as unidades da associação, o Brasil vem se destacando e é hoje o segundo maior POPAI do mundo, tanto em número de associados, quanto de premiações.
O POPAI também possui um Banco de Idéias para o depósito de projetos, design de displays e estandes, visando garantir a autenticidade destes em eventuais litígios entre empresas e profissionais associados. Este procedimento garante a possibilidade de discussão e conciliação em um foro privilegiado, evitando a necessidade de se levar o assunto à Justiça Comum.
O POPAI Brasil é a única associação que certifica os profissionais que atuam com merchandising em pontos-de-venda, nos graus “profissional”, “especialista” e “consultor”. Estes graus são obtidos através de pontuações que correspondem à freqüência em palestras, cursos, feiras nacionais e internacionais, publicação de artigos em revistas, atuação como professor, recebimento de prêmios, realização de palestras e de outras atividades pertinentes ao setor que comprovem envolvimento e interesse do indivíduo com o tema.
O site www.popaibrasil.com.br fornece uma série de novidades e informações técnicas sobre merchandising, além de dicas e resultados de pesquisas sobre a influência do material de merchandising no ponto-de-venda na decisão de compra. Um dos destaques do endereço é o Túnel do Tempo do Merchandising que proporciona ao internauta a possibilidade de viajar pela história da propaganda com imagens de peças, displays e dados sobre a evolução desse mercado.
No site também estão informações referentes às atividades desenvolvidas pelos Comitês de Agência, de Varejo, Indústria, de Fornecedores de Materiais de PDV e o Comitê Operacional que abrange as áreas de Pesquisa, Educação, Treinamento, Eventos, Gestão e Marketing, Desenvolvimento de Novos produtos, além do novo sub-comitê de Digital Signage que compõem a estrutura do POPAI Brasil, oferecendo aos associados palestras, workshops, cursos, caravanas, e estabelecendo normas e regras para regulamentar e melhorar o mercado do merchandising no ponto-de-venda. Na página há, ainda, um Banco de Talentos com currículos de profissionais capacitados para atuar em todos os segmentos de merchandising, incluindo designers, promotores, diretores de arte, criação e produção, entre outros cargos.

Fonte: Portal Revista Fator http://www.revistafator.com.br/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Melhorias no layout da loja - atacado e varejo de materiais para escritório e diversos.

Melhorias no layout da loja - atacado e varejo de materiais para escritório e diversos.
Pergunta enviada por Leonardo C. Moraes

Olá Caio.

Antes de mais nada, gostaria de parabenizá-lo pelo excelente blog. Suas dicas valem Ouro!!
Trabalho em uma empresa de Atacado Varejo nos segmentos de material para escritório, escolar, festas, higiene e limpeza e embalagens diversas. A empresa não evoluiu em questão de layout e atendimento. Possui o mesmo layout de 10 anos atrás. Tive a iniciativa de propôr mudanças para 2009, inovando inteiramente a loja. Layout inteiror, padronização de uniformes, disposição de produtos, novos métodos de atendimento,etc.
Verificando a linha de materiais que empresa trabalha, gostaria de sugestões sobre principalmente layout. Basicamente são balcões pelas laterais e gôndolas ao meio da loja.
Como posso começar 2009 com uma empresa dentro das atualidades?

Sucesso!!

Att.
Leonardo C. Moraes.



Olá Leonardo

Obrigado pelos elogios ao blog.

E parabens pela iniciativa de propor mudanças. O varejo é dinâmico e pede intervenções e soluções a todo momento. Principalmente no que voce diz sobre atendimento e padronização, além de buscar sempre inserir novos produtos e categorias, atendendo à novas demandas de consumidores, são a chave para sempre vender bem, e quem sabe, vender mais.

Pelo o que voce me relata, acredito que um primeiro passo já foi dado, buscando aliar o atendimento de balcão com o auto-serviço no sentido de "catequisar" seu cliente a comprar sozinho, realizando o auto-serviço.

Como os materias que voce vende são bem distintos, mas focando principalmente em materiais de escritorio, escolar e festa, aconselho voce buscar analisar, dentro do layout da loja, quais produtos são considerados destino, ou quais produtos são considerados como venda por impulso por sua empresa.

É necessário criar uma valia em produtos. Por exemplo: Teoricamente, produtos de festa, são produtos de destino, pois ninguem compra chapeuzinho de aniversario por vontade, apenas por ocasião. Isso me levaria a pensar em colocar esse tipo de produto não "na cara do gol", mas em um local mais "ao fundo" da loja. Entretanto, se as pessoas nao sabem que você comercializa esse produto, sua empresa nao é reconhecida por vender este, e voces decidem que é um bom produto a se apostar, entao é melhor localizá-lo mais à entrada da loja mesmo.

Obviamente, da mesma maneira, material escolar, a partir do inicio do ano, deve estar na frente da loja, pois é quando a venda destes costuma a ser maior, podendo até mesmo ser categorizado como venda por impulso. Mas depois do inicio das aulas, pode até mesmo, ficar mais ao fundo da loja, pois vira produto de destino.

Sendo assim, sugiro um bom estudo em cima de tudo o que voce vende hoje, analisando o quanto é válido apostar em cada um destes. Talvez pelo sortimento diferenciado que voce possui, o melhor não é apostar em nada estático, mas buscar uma soluçao dinâmica para seu layout, onde este "se molda" as necessidades de seu cliente.

Para iniciar, que tal apenas um bom espaço de ofertas e sazonais na frente da loja ?
Espero ter lhe ajudado.

Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

Dúvida de leitores: Como definir as cores para minha loja ?

Dúvida de leitores: Como definir as cores para minha loja ?
Pergunta enviada por Cristiane Nogueira

Olá, Caio!
Gostaria de saber quais são as cores mais indicadas para serem usadasnuma loja de material de construção.
Obrigada,
Cristiane

Olá Cristiane.

Antes de mais nada, obrigado pelo envio da pergunta.

Essa é uma questão complicada, pois em varejo, nao existe cor certa. Existe sim posicionamento correto e cor adequada com este.

Quer ver um modelo ? Imagine a seguinte situação: Todo mundo fala que a melhor combinação para o varejo é a união do vermelho com o amarelo, certo ? Mas não é popular demais ? Imagine uma loja da Vivara ou da H.Stern pintadas em vermelho e amarelo....com certeza, nao daria certo, o produto seria desvalorizado....

Em materiais para construção, o caminho é basicamente o mesmo. Se for uma loja de bairro, com caráter mais popular, dá para apostar em tons mais alegres, tons mais vivos, como vermelho, amarelo, verde, laranja, e por aí vai.

Agora se for uma loja de acabamentos, com produtos mais elitizados, dessa maneira, é melhor apostar em tons mais sóbrios, como tons de verde ou azul escuro, além de tons de madeira, que evidenciam e valorizam os produtos. Mas tons escuros servem apenas para um bom contraste, sendo assim, sempre devem ser trabalhados com tons mais neutros, como branco ou areia.

Para não errar, aposte em tons neutros, mas tomando cuidado para não criar uma loja muito "fria" ao consumidor. Fria nesse sentido significa sem vida, sem aspecto promocional. Use a cor para criar um clima de festa, ideal ao que o varejo pede.

Principalmente em relação à utilização da cor branca, tome muito cuidado. Branco é bom pois amplia a loja, melhora a iluminação e a claridade da mesma. Entretanto, uma loja toda branca é uma loja toda morta, principalmente quando falamos de varejo popular. Branco em demasia somente serve para ambientes minimalistas e com conceitos de exclusividade. Acredito que nao seja seu caso.

Para saber mais, leia esse artigo que escrevi aqui no blog sobre a relação de cores com o comportamento do consumidor. Clique aqui

Um grande abraço e boas vendas !

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Em tempos de crise sempre há esperança !

Olá à todos !

Eu recebi essa imagem via e-mail hoje pela tarde. Não sei onde este painel está instalado, mas acredito que a mensagem está mais do que correta !

Não que se trata de uma jogada de mídia, mas que sim, devemos agir e trabalhar, apenas isso.

Parabéns ao Sr. Arnaldo José da Silva, pela mensagem e pela iniciativa.

A hora é de ação !



Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/

Entrevista: Alberto Serrentino

Olá a todos.

O Falando de Varejo hoje entrevista Alberto Serrentino, consultor e sócio-sênior da Gouvêa de Souza & MD, sobre a NRF 2009, evento que acontecerá em Janeiro próximo, e que organiza uma viagem técnica ao mesmo.
Falando de Varejo: Para quem não conhece ainda, o que é a NRF ? Qual a importância do evento ?
Alberto: É o maior congresso e feira voltados ao varejo no mundo.

FV: A crise atual mudou o conteúdo previsto da NRF ? É possível que a tônica seja outra nesse momento ?

Alberto: Mudou sim. Diversos painéis foram alterados para aprofundar a conjuntura e seus reflexos para o varejo.

FV: Dentre as palestras que estarão ocorrendo, quais as que você daria mais destaque como importantes para nosso mercado ?

Alberto: Haverá diversos painéis tratando da crise financeira internacional e seu impacto no varejo americano. Diversos painéis serão voltados aos multicanais, inovações em lojas além dos destaques como os presidentes do Wal-Mart, Tesco.com e Home Depot Canadá.

FV: Quais as vantagens em ir ao evento acompanhado pela GSMD ?

Alberto: A GS&MD organiza grupos para a NRF há mais de 15 anos, sendo o maior e mais qualificado grupo nos últimos 10 anos. Complementamos o programa do evento com reuniões exclusivas, debates moderados por sócios e diretores da consultoria, visitas guiadas à feira, serviços de transporte dedicado, jantares para networking com o grupo e dois programas exclusivos de visitas técnicas, em Nova York e Washington. A GS&MD terá equipe técnica de 9 pessoas para o apoio técnico, logístico e operacional durante o programa.

FV: Para quem quiser se informar mais sobre a feira e sobre o pacote para esta, qual a forma de contato ?
Alberto: O contato para quem estiver interessado pode ser feito através de nossa área de eventos, ligando para a GS&MD no telefone (11) 3405-6666 ou pelo site: http://www.gsmd.com.br/


Alberto Serrentino – consultor e sócio sênior da Gouvêa de Souza & MD, onde desenvolve práticas ligadas a estratégia, marketing e gestão para diversas empresas de varejo, indústria e serviços. É palestrante internacional, professor da FGV-SP, autor do livro Inovações no Varejo: Decifrando o Quebra-Cabeça do Consumidor e co-autor dos livros Multivarejo na Próxima Economia, Data & Varejo e Mercado & Consumo

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

5000 ! E que venham os 50000 !


Olá a todos !
Eu agradeço enormemente à todos que estão fazendo esse blog crescer a cada dia mais !

Com menos de 5 meses, o blog conta com mais de 5000 pessoas tendo acessado até o momento.
De um blog que começou de maneira tímida, a progressão em ritmo acelerado me deixa a cada dia mais empolgado.

Estou buscando sempre o melhor para este blog, buscando passar o maior numero de informações possíveis à vocês, buscando nunca perder o foco deste blog. Ou seja, aqui voce so encontra o que lhe importa: varejo, varejo e varejo.
Continuem colaborando com o blog, enviando sugestões ou perguntas para caio-camargo@uol.com.br, ou postando.
O que voces gostariam de ver aqui no blog ?
Um grande abraço e boas vendas à todos !

Caio Camargo

Manual de Merchandising: Ponto Focal

Olá a todos.


A partir de hoje, vou postar algumas importantes técnicas e dicas de merchandising, técnicas as quais quando aplicadas, revigoram e melhoram a exposição no ponto de venda, e o melhor de tudo, não há custo em implantá-las. Basta apenas vontade.

E vamos iniciar o assunto falando de Ponto Focal.
Você sabe o que é ponto focal ?

Veja a imagem:

Nós vamos dividir o nosso campo de visão em quatro setores, representados pelos níveis de 1 a 4:

Nível 1 é o principal foco de exposição de produtos à sua disposição. O cliente não utiliza nenhum tipo de movimento com a cabeça para enxergar o seu produto, ou seja, seu produto é diretamente apresentado ao seu cliente. É o que também chamamos de "altura dos olhos", que compreende uma faixa entre 1,20 e 1,80m de altura. Nesse nível voce deve otimizar sua exposição, colocando tudo o que voce realmente deseja vender, inclusive produtos de venda por impulso, bem como ofertas, ou produtos de valor agregado alto. Varia de acordo com seu posicionamento de vendas. É uma liquidação ? Oferta ! É um lançamento ? Então, coloque o produto novo nesse nível !

Nível 2 possui apenas uma ressalva em relação ao nível 1. Para visualizar os produtos, em geral, o consumidor precisa de um pequeno movimento com a cabeça, precisa olhar um pouco para baixo, o que faz com que não necessariamente o consumidor perceba esses produtos. Esse nível compreende desde o nível do chão, até a altura de 1,20m, aproximadamente. Nesse nível é interessante colocar produtos que o cliente possua um referencial de destino, ou seja, produtos que façam parte do setor, mas que não necessariamente precisam estar expostos em evidencia para que o consumidor os procure.

Nível 3 já exige um esforço maior para visualização. Estamos falando de espaço aéreo. Esse espaço normalmente se encontra acima dos 1,80m ou 2,00m de altura, limites para o campo de visão normal. Faz-se necessário que o consumidor "olhe para cima", para visualizar o produto. Nesse espaço é recomendado a exibição principalmente de sinalização ou comunicação visual, bem como, em alguns casos, dado as dimensões e espaços da loja, podendo até expor algum tipo de produto de maior tamanho, como as caixas d'água que se utilizam nas lojas de materiais para construção. De longe se observa bem o produto. Mas de regra so se deve utilizar esse tipo de exposição de produto quando este tiver uma dimensão considerável, de modo a poder identificar e localizar à uma certa distância.

Nível 4 é o chão propriamente dito. Dificilmente se utiliza este para informações, principalmente pela dificuldade que o consumidor tem de notar esse tipo de informação. Alguns casos são bem sucedidos, tal como as "patinhas" de coelho encontradas em supermercados em época de Páscoa.
As patinhas do coelho guiam o consumidor até onde estão expostos os Ovos.


CONHEÇA MAIS DICAS DE MERCHANDISING, CLICANDO AQUI
Um grande abraço e boas vendas
Caio Camargo

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Falando de Varejo: Fotoptica Shopping Villa-Lobos, SP.

Olá a todos

Eu confesso que ainda não havia visto nenhuma das lojas novas da Fotoptica, e só fui reparar em uma delas quando me deparei com a loja do Shopping Villa Lobos.

Acredito que eles deram um salto grande em relação às expectativas de seus consumidores, a começar pela entrada, totalmente aberta, muito mais convidativa, eliminando de vez as vitrines e a exposição estática.

Os produtos, principalmente as armações, foram separadas por feminino, masculino e infantil, garantindo maior praticidade e direcionamento na hora da escolha.

Logo na entrada, alguns produtos destacados em vermelho mostram produtos promocionais, funcionando como verdadeiras "iscas" para o consumidor.

Num mercado onde é cada vez mais difícil vender qualidade em função de preço, a loja mostra que ainda há alternativas para criar boas vendas.

Uma loja muito bem conceitualizada, com certeza !


Um grande abraço e boas vendas.
Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Outros blogs: Blog de Arquitetura ABRASCE

Hoje vou indicar o blog do Manoel Lima, da Falzoni Alves e Lima, o Blog de Arquitetura da Abrasce.

Como o blog mesmo se descreve:

"Sua visão estética, aplicada em projetos de arquitetura inovadores, mais os anos de vivência no mercado de shopping centers, dá o tom certo para o blog que fala sobre arquitetura."

Um excelente blog. Visitem !

Blog de Arquitetura, por Manoel Lima
http://www.portaldoshopping.com.br/blogInterna.asp?cod_a=2


Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com

Diferenças entre o comportamento do consumidor do varejo de construção, frente à outros varejos

Diferenças entre o comportamento do consumidor do varejo de construção, frente à outros varejos
Olá a todos !

Você por um acaso já parou para pensar o que há de diferente no varejo de construção ?

Será que dá para vender um mesmo produto, como cimento, por exemplo, para todo e qualquer cliente que entre em sua loja ?
Não ?

A grande maioria de livros voltados ao assunto disponíveis no mercado oferecem somente soluções voltadas ao consumidor de varejo alimentício. Nada se fala específico sobre os consumidores do varejo de construção.

Uma das grandes diferenças entre o consumidor de varejo alimentício e um consumidor de varejo de construção está essencialmente nos produtos no qual consome.

Uma mesma pessoa possui comportamentos totalmente distintos nestes dois tipos de varejo.

Se compra semanalmente em um supermercado, opta por uma vez ou outra trocar a marca habitual que consome em função de uma oferta ou de um lançamento, sabendo que em caso de erro na decisão, na próxima compra poderá voltar a utilizar-se da marca habitual.

Já o cliente de construção, ao decidir pelo piso ou tinta que irá colocar na casa, sabe que não deve haver nenhuma incerteza em suas escolhas, pois estas podem acarretar em uma casa que não satisfaça. Um lar que não o agrade, ao passo que um cliente tem o tempo médio de retorno em uma loja estimado em cerca de 5 anos após sua construção ou reforma. E muito tempo para morar em algo que a gente não goste ou se arrependa.

A grande característica essencial do consumidor de varejo de construção, é que ele so se interessa por produtos correlatos à etapa da obra ou reforma pela qual ele passa neste momento.

Mas como isso se divide ?


O Consumidor de construção.
Características:


Consumidores de primeira fase
A obra se encontra no estágio inicial, desde a demolição ou nivelação do
terreno, até a fase de conclusão da alvenaria e contrapiso.

Consumidores de segunda fase

Com a obra crua, se concentra na escolha dos acabamentos. Em muitos casos, a decisão do acabamento para a casa é feita exclusivamente no ponto de venda.

Consumidores de terceira fase

Com a obra completa, estes buscam elementos finais da obra, como objetos de decoração. Também estes são caracterizados como produtos de manutenção e conveniência.


A grande sacada é que o cliente só se interessa por produtos relacionados diretamente com a fase da obra em que ele está no momento

Não se vende cimento para quem já tem a casa pronta
Não se vende iluminação para quem ainda está na etapa inicial do terreno

Sua loja precisa ser três lojas ao mesmo tempo.
Uma loja para cada tipo de cliente.


Em outros artigos, pretendo aprofundar mais ao tema, explicando as características de cada fase especificadamente.



Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Crise no varejo: O que esperar disso tudo ?

Olá pessoal.
Eu ja havia comentado sobre a crise em outro post, e principalmente por acreditar que esta realmente nao atingiria o país da maneira que se cogitava por aí, principalmente por que acredito que nossa economia tem se impulsionado principalmente pelo dinheiro que está circulando nas camadas mais populares, no comércio popular, e este é um tipo de consumidor que por nao ter investimentos, nao pára de comprar e consumir, mesmo com crises.
Dados mostram que setores como construção nao tem sofrido perdas, ao passo que setores que atingem públicos alvos mais elitizados, como o automobilístico, apresentou uma queda de 20% nesse mes.
Os ultimos dados, mostram que a crise maior ainda está por vir. Ainda acredito que varejos focados em produtos populares e para o mercado popular nao sofrerão grandes impactos, dificilmente teremos um Natal pior do que o do ultimo ano, até pq. o governo tem se esforçado em reter a crise e oferecer crédito à todos da melhor maneira possível.
Para quem procura investir ou buscar mais mercado, o pior ainda nao passou. Ainda sairão resultados e balanços de várias empresas que apresentarão resultados negativos, em consequencia disso, pode ser que haja queda em alguns setores e principalmente nos mercados.
Acredito que so teremos bonanza a partir do segundo semestre do proximo ano, se nao houver nenhuma maior surpresa. Após sair ontem a análise que os EUA estão em recessão desde o final de 2007, o comentário do dia é que a crise nao termina antes de 20 meses de ter se iniciado, ou seja, o mundo ainda sofrerá quedas até meados do próximo ano.
O próximo ano nao pede investimentos e crescimentos exponenciais, entretando, oferece oportunidades para se estabilizar, reestruturar e crescer melhor e maior no momento propício.
Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma importante ferramenta de vendas: Nunca fique com o "Não"

Uma importante ferramenta de vendas: Nunca fique com o "Não"
Olá a todos !

Nunca fique com não, o que isso quer dizer ?
Eu acredito que essa é uma das mais poderosas ferramentas de atendimento e vendas, e ao mesmo tempo, lhe servirá em muitos outros tipos de situações.

Veja o exemplo:

Consumidor: Olá, voce tem esse produto na cor laranja ?
Vendedor: Não

O não que o vendedor deu, pode imediatamente acabar com o processo de compra. Ciente de que o cliente queria a cor laranja, o vendedor lhe informou que nao a possuía, e encerrou o assunto com um "não tenho, nao posso lhe ajudar". Simplesmente, disse não.

Agora veja de outra forma:

Consumidor: Olá, voce tem esse produto na cor laranja ?
Vendedor: Eu acho que laranja talvez eu nao tenha, mas voce gostaria de ver as outras opções que eu tenho ? são muito interessantes...
Consumidor: Er...nao sei, deixe eu dar uma olhada...

Viu como funciona de maneira diferente ? Ao invés de simplesmente encerrar o assunto, o vendedor lhe deu uma segunda opção, antes mesmo que o consumidor pensasse em uma segunda opção. Suposto que o cliente nao quisesse abdicar da cor laranja e repondesse "não" ao vendedor, analise bem:

QUEM DISSE NÃO FOI SEU CLIENTE, NÃO SEU VENDEDOR, NÃO VOCÊ.

Quando o não está sempre com você, sua loja não oferece ao seu consumidor o que ele precisa, quando o não está com seu cliente, fica sempre na mente dele: Ele me deu possibilidades, eu que não aceitei.

Pratique não ficar com "não". De sempre uma segunda alternativa, uma segunda opinião.

Imagine numa reunião:

Cliente: Voce pode me atender às 15h00 ?
Vendedor: Ás 15h00 nao posso lhe atender, mas pode ser às 16h00 ?

Viu como quando voce oferece possibilidades, fica mais fácil ?


Um grande abraço e boas vendas

Caio Camargo
http://falandodevarejo.blogspot.com/