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Notícias: Intenção de compra do varejo cresce, mas consumidores vão gastar menos

Publicado pelo O Globo
(Vanessa Dezem Valor Online)

SÃO PAULO - Os consumidores pretendem comprar mais no varejo, mas têm a intenção de gastar menos com os produtos adquiridos. Foi o que revelou uma pesquisa divulgada hoje pela FIA (Fundação Instituto de Administração), em conjunto com a Felisoni Consultores Associados.
O levantamento mostra que 72,4% dos consumidores pretendem comprar no próximo trimestre pelo menos um bem de consumo das dez categorias abordadas pelo estudo, enquanto que no mesmo período do ano passado, este percentual era de 63,2%. O avanço também é registrado com relação ao primeiro trimestre deste ano, no qual 66,6% dos entrevistados se mostraram interessado no consumo.
"O aumento da tendência de consumo mostra que as pessoas ainda querem comprar no varejo, mesmo em um ambiente de crise", afirmou Cláudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração do Varejo da FIA (Provar).
O estudo aborda os produtos eletroportáteis; de cama mesa e banho; material de construção; telefonia celular; automóveis e motos; eletroeletrônicos; móveis; cine e foto; linha branca e informática. Entre estas categorias, a de informática lidera, com 15% dos consumidores mostrando intenção de comprar estes itens. Em seguida, vem a linha branca, com 12,8%, e cine e foto, com 12,4%.
No período analisado, das dez categorias, seis tiveram aumento da intenção de compra frente ao segundo trimestre de 2008.
Por outro lado, com relação às expectativas de gastos, os consumidores se mostraram mais reticentes: apenas duas apresentaram variação positiva na mesma base de comparação.
"Ao mesmo tempo que os consumidores continuam querendo comprar, eles estão mais conservadores na hora de gastar e querem reduzir seus gastos por produto consumido", afirma Felisoni. Ele explica que a crise gerou sérios problemas de confiança, o que faz com que os consumidores tomem mais cuidado com o valor que gastam.
"Os aspectos psicológicos desta crise se mostram determinantes. Por mais que as pessoas tenham recursos para a compra e pretendam comprar mais, estão se atentando as suas expectativas futuras", completa ele. No primeiro trimestre deste ano, as pessoas pesquisadas se mostraram aptas a pagarem R$ 22,2 mil por um automóvel, de acordo com o levantamento. Já no período que vai de abril a junho, a pretensão de gasto caiu para R$ 15,8 mil.
Outra explicação para estes resultados, segundo a pesquisa, é a expectativa de queda dos preços dos produtos do varejo. "A deflação explica a maior intenção de compra, ao mesmo tempo que explica a menor intenção de gastos", afirma o coordenador do Provar.
A pesquisa abordou 500 pessoas da cidade de São Paulo e foi realizada na segunda quinzena de março.

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