domingo, 5 de abril de 2009

Notícias: Vendas no varejo registram queda de 3,2% no primeiro bimestre

Publicado por Diário do Grande ABC
por Bárbara Ladeira

Apesar da redução das atividades no comércio, empresários seguem confiantes na recuperação da economia nacional. O registro de queda veio na PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista da Região Metropolitana de São Paulo), elaborada pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Segundo a instituição, a desaceleração acumula 3,2% no primeiro bimestre do ano em comparação com 2008.
A crise financeira é apontada como principal causa da queda. Os setores mais penalizados foram os dependentes de crédito ao consumidor, como o de material de construção, com queda acumulada de 10,3% em fevereiro, além de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, com perdas de 10% até o segundo mês do ano.
Guilherme Dietze, economista da Fecomercio, afirma que a comparação com o mesmo período do ano anterior deve ser relativa. O forte volume de vendas no início de 2008 tornariam os resultados pouco precisos. "É importante ver essa queda com cautela, pois a base de comparação é muito alta", explica.
Para ele, a confiança do consumidor está entre as principais causas da queda nas vendas, aliada à falta de crédito e ao desemprego. "Com a expectativa de desemprego, o consumidor tende a não comprometer sua renda com financiamentos de alto valor ou longo prazo como os de eletrodomésticos ou automóveis", ressalta Dietze.
Para o economista, a perspectiva é de melhora, já que paralelo ao aumento da massa de rendimentos da população, o consumo será impulsionado o que facilita o crédito.
Para Valter Moura, presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), o resultado apresentado pela Fecomercio reflete a realidade do Grande ABC. "Claro que estamos apreensivos, mas a situação não está tão preocupante quanto imaginávamos no final do ano passado."
Para ele, as medidas do governo foram fundamentais para traçar o caminho da "normalidade". "As medidas são importantíssimas. Hoje, felizmente os governos já têm clareza que têm de colaborar na correção do problema."
A partir de maio as vendas devem retomar o fôlego graças às datas comemorativas que intensificam as vendas. "Todo ano, entre janeiro e abril, temos uma queda no varejo. A partir do Dia das Mães, em maio, uma série de datas comemorativas virá e então o cenário volta a uma quase normalidade", explica Moura.
Os fundamentos econômicos, para o presidente da Acisbec, hoje são firmes e possibilitam essa confiança. "Pela primeira vez em 50 anos o Brasil está melhor preparado que o primeiro mundo."
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