sexta-feira, 26 de junho de 2009

Comércio empregava 8,4 milhões de pessoas em 2007, mostra IBGE

O número de pessoas ocupadas no comércio brasileiro saltou de 6 milhões em 2003 para 8,4 milhões em 2007, de acordo com os dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC 2007), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante de salários, retiradas e outras remunerações acompanhou a trajetória e pulou de R$ 37 bilhões para R$ 73,9 bilhões no mesmo período.
O setor com maior crescimento da ocupação foi Hiper e Supermercados, que passou de 541.371 postos de trabalho gerados para 798.250 empregos, enquanto a remuneração paga aumentou de R$ 4 bilhões em 2003 para R$ 7,1 bilhões em 2007. O ´boom´ do setor de construção civil no período fez com que o comércio varejista de materiais de construção atingisse 737.713 postos de trabalho gerados em 2007, contra 525.115 em 2003. Já o pagamento de salários do setor pulou de R$ 2,9 bilhões para R$ 5,6 bilhões no período.
Apesar do aumento do volume bruto de pagamentos, houve redução no salário médio pago, que passou de 2,1 salários mínimos em 2003 para 1,8 salário mínimo em 2007. A maior queda na remuneração média em salários mínimos foi no comércio atacadista de calçados, que pagava 5,4 mínimos em 2003 e passou para 3,4 mínimos em 2007. De acordo com o IBGE, também houve redução nos salários médios no comércio atacadista de produtos agropecuários in natura e produtos alimentícios para animais, que passou de 3,2 mínimos para 2,2 mínimos; e no comércio varejista de hipermercados e supermercados, que caiu de 2,5 mínimos para 1,8 mínimos entre 2003 e 2007.
As atividades que tiveram reajustes salariais superiores aos efetuados no salário mínimo foram o comércio atacadista de eletrodomésticos e outros equipamentos de uso pessoal e doméstico, que pagava a média de 3,4 salários mínimos em 2003 e pulou para 3,8 salários mínimos em 2007; o atacado de produtos extrativos de origem mineral, cujo salto foi de 2,2 mínimos para 2,3 mínimos; o comércio varejista de tecidos e artigos de armarinho, que passou de 1,3 para 1,4 salário mínimo; e o varejo de produtos alimentícios, bebidas e fumo, que subiu de 1,2 para 1,3 salários mínimos.
As maiores proporções de gasto com pessoal em relação ao valor adicionado, em 2007, estavam nas atividades de produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 76,6%; produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria, cosméticos e veterinários, com 75,5%; e máquinas e aparelhos de uso doméstico e pessoal, discos, instrumentos, com 72,4%. Os segmentos que destinaram uma menor proporção do valor adicionado às despesas com pessoal, em 2003, foram comércio atacadista de produtos de extração mineral, com 29%; e o de combustíveis e lubrificantes, com 32,1%.

Fonte: Rafael Rosas / Valor Online
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