terça-feira, 30 de junho de 2009

Vendas dos supermercados crescem 4,01%

Alta ocorreu em maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado

As vendas reais do setor supermercadista em maio de 2009 subiram 4,01%, em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, divulgado mensalmente pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em comparação a abril de 2009, houve queda de 4,12%. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, a alta chega a 5,36%. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.

Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou crescimento de 9,42% em relação ao mesmo mês do ano anterior e queda de 3,67% sobre o mês anterior. Já o acumulado do período ficou em 11,27%.

“A queda nas vendas de maio, em comparação a abril, já era esperada, por conta do efeito do calendário. Afinal, a Páscoa desse ano – a segunda melhor data para os supermercadistas – caiu em abril. Já em comparação ao mesmo período de 2008, é possível observar que ainda mantemos um bom nível de crescimento de vendas. O acumulado de janeiro a maio desse ano continua acima de 5%, o que sinaliza que os consumidores brasileiros não diminuíram suas compras nos supermercados”, explica o presidente da Abras, Sussumu Honda.
AbrasMercado

Em maio, o AbrasMercado, cesta de 35 produtos de largo consumo, analisada pela GfK, apresentou alta de 2,24%, em relação ao mês anterior. Já na comparação com maio de 2008, o AbrasMercado apresentou alta de 7,26%, passando de R$ 246,67 para R$ 264,59.
Os produtos com as maiores altas foram: batata, com 21,04%; leite longa vida, com 14,31%; e queijo mussarela, com 9,04%. Já os produtos com as maiores quedas foram: feijão, com -6,12%; pernil, com -3,57%; e farinha de trigo, com -3,28%.

“Nos últimos três meses, o AbrasMercado vinha crescendo menos do que o IPCA, em um processo natural de redução dos preços após a alta registrada no preço dos alimentos no início de 2008. Em maio, o AbrasMercado mostrou um aumento de 2,24%, bem acima do IPCA, que ficou em 0,47%. É importante ficar de olho. Nossas últimas pesquisas mostraram claramente que caem as vendas de produtos cujos preços sobem demais”, alerta Sussumu Honda.
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