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Redução do IPI para móveis estimula ainda mais a atividade econômica após a crise, afirma Fecomercio

Federação apóia a decisão anunciada ontem pelo governo de reduzir o imposto para móveis e painéis de madeira, além de prorrogar o benefício para material de construção

São Paulo, 26 de novembro de 2009 - A Fecomercio encara com otimismo a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para móveis e painéis de madeiras, além da prorrogação do benefício para material de construção. A medida vem logo após o anúncio do governo de prorrogar o prazo da redução do IPI para veículos e eletrodomésticos, o que mostrou resultado bastante positivo ao longo do ano.

“O governo parece acompanhar de perto as pesquisas de varejo, desonerando impostos aos setores que tiveram problemas com crédito. Desde o final de 2008 e ao longo de 2009 foi ajustando sua política de estímulo ao consumo de forma bastante lógica, no tocante ao IPI”, afirma Antonio Carlos Borges, diretor executivo da Fecomercio.

A desoneração ocorreu primeiro para automóveis, um dos setores que mais sentiu os efeitos da crise econômica. Depois para a Linha Branca, que estava tendo dificuldades na venda. Na sequência, Materiais de Construção e agora Móveis. “Esse estímulo não é de efeito imediato, vai funcionar ao longo de meses, a exemplo dos outros segmentos. Mas acreditamos que vai estimular ainda mais a atividade econômica após a crise”, explica o economista.

O Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Fecomercio, indica a ocorrência de uma queda real de preços nos produtos beneficiados pela desoneração, inclusive abaixo do comportamento do índice geral, demonstrando o peso que os impostos exercem sobre o poder de compra da população.

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