terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Super, Hipermercados, Alimentos, Bebidas e Fumo crescem 12,2% e alavancam alta de 8,4% nas vendas do varejo em outubro

GS&MD - Gouvêa de Souza analisa o desempenho do varejo e aponta ainda: Setor de automóveis cresce 20% e leva varejo ampliado a uma alta de 11,2%

As vendas do varejo brasileiro tiveram em outubro uma expansão de 8,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com números divulgados nesta manhã pelo IBGE. Como tem ocorrido nos últimos meses, o segmento de Hiper, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo impulsionou o desempenho total do varejo, com uma forte alta de 12,2% nas vendas. O setor vem crescendo consistentemente acima da média geral, por conta do aumento da massa salarial da população e da baixa inflação. ”Esse desempenho deverá continuar no período de Natal”, afirma Luiz Goes, sócio sênior e diretor da GS&MD - Gouvêa de Souza. A expectativa é que o setor feche 2009 com o melhor desempenho de sua história, acima dos 7,6% ocorridos em 2006.


Enquanto o varejo brasileiro acelera sua expansão (em agosto e setembro o crescimento foi de 4,8% e 5,1%, respectivamente), nas principais economias do mundo os resultados ainda são negativos: nos Estados Unidos, o varejo teve queda de 3,18% em outubro e de 7,35% no acumulado do ano em relação ao mesmo período de 2008, excluindo automóveis; já na zona do euro, o recuo foi de 2,4% no mês e de 1,8% no acumulado do ano, também na comparação com período equivalente de 2008.


No mercado brasileiro, as vendas de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria avançaram 11,3% em outubro, um ritmo superior aos 8,2% de setembro. Com isso, o setor acumula no ano uma expansão de 11,8% e é o de melhor desempenho entre todas as categorias do varejo brasileiro. O setor de Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação, categoria que inclui celulares e computadores e vem sendo nos últimos anos um dos segmentos de maior crescimento, acumula no ano uma alta de 11,3%, tendo crescido 6,7% em outubro. “A base de comparação é muito forte, mas mesmo assim o setor vem apresentando um crescimento consistente”, comenta Goes.


Entre os segmentos mais dependentes de crédito, os números de outubro também são animadores. Em Móveis e eletrodomésticos, as vendas cresceram 3,5%, no quarto mês consecutivo de alta nas vendas. “Embora no acumulado do ano o resultado seja ainda negativo em 0,7%, com a continuidade da redução do IPI para os produtos com baixo consumo de energia, o setor deverá fechar 2009 com um pequeno crescimento em relação a 2009, compensando o forte desaquecimento ocorrido no primeiro trimestre”, explica Goes.


No varejo ampliado, as vendas cresceram 11,2% na comparação anual, levando o acumulado de 2009 a uma expansão de 5,1% em relação aos primeiros dez meses do ano passado. O setor de Veículos e motos, partes e peças teve em outubro um crescimento de 20,0%, devido principalmente à base de comparação fraca. Um ano atrás, o setor automotivo foi o primeiro a sucumbir aos efeitos da crise financeira global, com o corte do crédito ao setor, derrubando as vendas. Material de Construção, porém, continua sua trajetória descendente, com queda de 4,5% em outubro e de 8,9% no acumulado de 2009. “Esse foi o único segmento do varejo a apresentar recuo nas vendas, mas o ritmo da queda tem diminuído mês a mês, o que é bastante positivo”, afirma Luiz Goes.

Outra nota positiva do varejo brasileiro foi que todas as Unidades da Federação apresentaram crescimento – à exceção do Tocantins. “O crescimento do varejo foi generalizado no país, mostrando que as condições macroeconômicas vêm melhorando de forma consistente neste segundo semestre”, conclui o especialista.
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