quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Shoppings da BRAMALLS em São Paulo exibem temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

Os espetáculos serão transmitidos no Cinemark dos shoppings VillaLobos, Granja Vianna, Tamboré e Mooca Plaza, sendo dois ao vivo

Os Shoppings da BrMalls de São Paulo transmitem nos cinemas Cinemark a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres. De 25 de fevereiro até 29 de maio, o evento ocupará as salas de cinema dos Shoppings VillaLobos, Granja Vianna, Tamboré e Mooca Plaza Shopping. A atração é exclusiva da rede Cinemark e atrairá o público com uma leitura mais moderna dos espetáculos mais famosos do mundo como Cendrillon (Cinderela), Macbeth, Il Tritico e outras. Ao todo, serão oito apresentações em high definition e com legendas em português, sendo que “Romeu e Julieta” e a ópera “Rigoletto” serão ao vivo.

A proposta do Cinemark é levar aos seus espectadores um conteúdo diferenciado e de qualidade, em conexão com uma proposta cultural que visa conquistar um público de todas as idades. Os ingressos dessa temporada podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou na bilheteria dos Shoppings da BrMalls, duas semanas antes de cada espetáculo. Os valores variam entre R$ 60 (inteira) e R$ 25 (meia).

Sobre os espetáculos

O primeiro espetáculo escolhido para abrir a temporada é “Tosca” (nos dias 25, 26 e 28 de fevereiro), de Giacomo Puccini. Dirigida por Duncan Macfarland e regida por Antonio Pappano, a ópera possui três atos e conta uma história fascinante com um final trágico, incluindo drama e paixão. Totalmente cantada em italiano, a produção detalhista de Jonathan Kent é baseada no ambiente histórico de Roma em 1800, um mundo conturbado pela política, pela ânsia de controle da sociedade e por mistérios, retratada pelos cenários de Paul Brown. Angela Gheorghiu é a diva Floria Tosca e seu amante Cavaradossi é interpretado por Jonas Kaufmann. Bryn Terfel faz um fabuloso Scarpia, o chefe da polícia.

Em março, nos dias 10, 11 e 13, é a vez de “Giselle”, um dos mais influentes de todos os balés românticos. O papel-título apresenta o poder transcendental do amor da mulher face à traição, sendo um dos papéis mais tecnicamente exigentes e emocionalmente desafiadores da dança clássica. Marianela Nuñez é Giselle e Rupert Pennefather interpreta Albrecht. O balé possui dois atos, com coreografia de Marius Petipa, direção de Peter Wright e cenários e figurinos de John Macfarlane, que acentua os contrastes à medida que a história evolui entre o mundo humano e o sobrenatural.

Ainda em março, o balé “Romeu e Julieta” será exibido ao vivo, no dia 22. Este, composto por três atos, foi o primeiro balé em sessão integral do coreógrafo Kenneth MacMillan. Sergei Polunin, como Romeu, e Lauren Cuthbertson, como Julieta, traz matizes novos às personagens dos jovens amantes. Os realistas cenários renascentistas criados por Nicholas Georgiadis, com alguns detalhes originais recentemente restaurados, constituem o ambiente. A regência fica por conta de Pavel Sorokin.

Em abril, nos dias 14, 15 e 19, a rede exibe “Cendrillon”, no original em francês, ópera mais conhecida no Brasil como “Cinderella”. A produção, uma novidade no repertório do ROH, é assinada por Laurent Pelly, cujos trabalhos anteriores na casa incluem a bem-sucedida montagem de “La Fille Du Régiment”, além de “L’Elisir d’Amore” e “Manon”, da última temporada. Joyce DiDonato tem o papel principal, com Alice Coote contracenando como o príncipe encantado – como ela já fez no papel de “Principal Boy”. A fada madrinha é interpretada por Eglise Guttiérez, nesta versão da história infantil que conquistou imensa popularidade na coletânea de contos de fada escrita pelo francês Charles Perrault. Os pontos altos da partitura incluem as danças orquestrais do baile, a Marcha das Princesas e os duetos apaixonados entre o príncipe e a Cinderella. Bertrand de Billy, musicólogo francês, é o regente dessa ópera, que tem direção de Laurent Pelly.

A ópera “Rigoletto”, de Giuseppe Verdi, estreia ainda em 17 de abril, ao vivo, cantada em italiano. Verdi retrata o destino de suas épicas personagens – o atormentado bufão Rigoletto (Dimitri Platanias), que tenta se vingar do seu patrão, o Duque de Mantova (Vittorio Grigolo), um sedutor desalmado que inconsequentemente seduz sua inocente filha Gilda (Ekaterina Siurina). É baseada na controvertida peça “Le Roi S’Amuse” (“O Rei se Diverte”), de Victor Hugo. Com regência de John Eliot Gardiner e direção de David McVicar, a ópera possui três atos. Os figurinos de época são de Tanya McCallin e os cenários de Michael Vale.

“Così Fan Tutte” (“Assim Agem Todas”), de Wolfgang Amadeus Mozart, será exibida nos dias 28 e 29 de abril e 3 de maio. Terceira ópera de autoria de Mozart e Da Ponte, esse conto satírico de traição e confiança testada até o limite é uma comédia com elementos sérios. Thomas Allen, o tenor favorito do The Royal Opera, volta ao palco encabeçando um grande elenco de cantores, sob a batuta do regente alemão Thomas Hengelbrock.

Ainda no mês de maio, nos dias 12, 13 e 15, “Il Trittico”, ópera de Giacomo Puccini, será a primeira apresentação completa pelo The Royal Opera de Il Trittico (O Tríptico), de Puccini, desde 1965. Em vez de uma narrativa única apresentada num programa vespertino inteiro, Puccini apresentou três obras contrastantes de um único ato. “Il Trittico” chegou ao Covent Garden londrino em 1920, mas raramente foi apresentado num programa completo. O regente é Antonio Pappano e o diretor Richard Jones.

Fechando a temporada, é a vez de “Macbeth”, de Giuseppe Verdi, ópera em quatro atos, cantada em italiano e regida por Antonio Pappano. Exibida nos dias 26, 27 e 29 de maio, o espetáculo mostra a paixão de uma vida de Verdi pela obra de Shakespeare. Musicalmente falando, as pinceladas-mestras de Verdi são os coros macabros das bruxas, as fortes “cores” orquestrais evocativas e o grande destaque dado ao papel da “feia e malvada” Lady Macbeth. Simon Keenlyside e Liudmyla Monastryrska interpretam o aristocrata escocês e sua ambiciosa e malvada esposa, que incentiva o marido a cometer um assassinato para impulsionar sua carreira. O baixo-barítono americano Raymond Aceto assume o papel de Banquo, vítima de assassinato e símbolo da consciência.

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