segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Varejo aponta para ampliação de lojas e crescimento de faturamento

Sondagem realizada pela consultoria Boucinhas&Campos indica ampliação de lojas e crescimento de faturamento no segmento de Varejo para os próximos anos

Pesquisa também avaliou os desafios, as soluções e a gestão de estoques realizada pelas empresas

Sondagem realizada pela Boucinhas&Campos - única consultoria brasileira com 100% de capital nacional - com os principais players do segmento de Varejo mostra a previsão do mercado para os próximos anos. Para 43% dos respondentes, a expectativa para suas empresas é de crescimento, contando com a ampliação do número de lojas e crescimento de faturamento. Investimentos na cadeia logística, melhorias nos processos para maior controle, aprimoramento em mecanismos de gestão e planejamentos estratégicos seguem, em segundo lugar, apontados por 21% dos entrevistados. “Estes devem acompanhar o crescimento dos próximos anos, seguindo as necessidades de acordo com a realidade de cada empresa”, afirma Celeste Boucinhas, sócia diretora da consultoria.

Os treinamentos aparecem em menor proporção, em terceiro lugar, com 7%. “Apesar de serem mais aplicados, as empresas estão deixando este item em uma ordem menor de prioridade para os investimentos em 2012”, comenta Celeste.
Adequação do processo de inventário, terceirização de inventários e reestruturação dos procedimentos do planejamento estratégico configuraram outras perspectivas para os anos seguintes (29%).

Desafios para o setor

A sondagem também mostrou que a gestão de estoque, a mão de obra e a logística são os principais desafios para o segmento. Os respondentes indicaram que o principal desafio para a gestão e prevenção de perdas está na exatidão do estoque, indicado por 43% dos participantes. “O controle sadio e a medição acurada das diferenças de estoque, com baixo custo, são os itens que aparecem com o maior percentual”, comenta Celeste.

A mão de obra apareceu como a segunda causa mais comentada por 29% dos entrevistados devido à falta de colaboradores qualificados/experientes no ramo, acarretando em contratações insatisfatórias e alto turnover.

Em seguida destaca-se o desafio da gestão de transporte, que influencia diretamente na logística de distribuição, com 21%. O desafio de lidar com a gestão de produtos perecíveis aparece com um percentual menor de 14%.

O valor para adquirir novas tecnologias também é visto como uma dificuldade relevante para 7% dos entrevistados. Outras questões apareceram de forma mais pulverizada como: dificuldades em estruturar de forma eficiente a área de gestão de estoque, evitar perdas derivadas de fraudes e reduzir os dias de estoques por melhorar a rentabilidade.

Soluções

A principal ação, apresentada por 36% dos entrevistados, como resposta aos desafios indicados, é a realização de capacitação e treinamento com os colaboradores. As empresas também vêm investindo na melhoria de seus processos com o objetivo de aumentar o controle, ação de 29% das empresas representadas. A realização de inventários representou 21% das respostas. Investimentos em geral e segmentação com foco em controle sobre determinados produtos aparecem na sequência com 14% das respostas.

Gestão dos inventários

A gestão dos inventários pelas empresas foi outro item apresentada na sondagem. 46% dos respondentes disseram que terceirizam o inventário ou parte dele. Quando questionados de que maneira, 50% comentaram que terceirizam todo o processo, 33% deles somente o inventário anual e 17% o mensal.

“Como solução para garantir informações precisas sobre o estado do estoque, a realização de inventários ganha um caráter estratégico para a gestão e tende a se intensificar para os próximos anos”, afirma Celeste. “Os dados mais significativos apresentados sobre essa questão apontam a importância que a realização dos mesmos tem sobre o reabastecimento das lojas. Apesar dessa significância, existe uma resistência por parte dos entrevistados à terceirização destes serviços. Esse dado pode ser explicado pela estrutura dos estabelecimentos pesquisados, mas também esse serviço necessita ser repensado.”, complementa Celeste.

O levantamento indicou ainda que a maior parte dos entrevistados, 50%, realiza o inventário mensalmente. Já 23% dos inventários são realizados trimestralmente. Para os demais, 15%, ocorrem semanalmente e quadrimestral. Outra modalidade apresentada é a de inventários rotativos, utilizado por 8% da amostra. Os demais casos são específicos, como empresas que estão passando por uma reestruturação ou questões pontuais.

Para mensurar o inventário, 57% das empresas utilizam a avaliação do histórico de perdas para sua avaliação qualitativa. Avaliar o desvio padrão do inventário terceirizado (29%), bem como avaliar o desvio padrão do inventário interno (36%), segue como práticas recorrentes. Apenas 7% utilizam a margem de erro pós-inventário.

Para a grande maioria dos entrevistados, 79%, o inventário é utilizado tanto para parte contábil como para reabastecimento de lojas. Da amostra selecionada, 14% utilizam o inventário apenas para parte contábil.

As estimativas para meta de perdas representam realidades distintas para os participantes da amostra, considerando o tamanho e contexto em que estão inseridos. Das empresas participantes destacam-se as estimativas entre 3% e 2,8% com 22% das empresas. Também segue o mesmo percentual companhias que operam com estimativas de perda entre 1,5% e 1%. 14% trabalham com meta entre 2,5% e 2% e outros 14% entre 1% e 0,5%.

Metade das empresas está próxima a meta de perda, entre 10% a 0% da quebra operacional. 14% dos entrevistados estão entre 30% e 20%. Um dos participantes informou que até o momento seu índice está abaixo da meta prevista.

Sobre a sondagem

O levantamento considerou como amostra os 20 maiores players do setor de Varejo.


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